Blog da Professora Marisete! Sobre as experiências com bebês e crianças pequenas.
sábado, 16 de agosto de 2008
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
CAIXA SONORA
Essa é uma caixa em MDF, onde colocamos na sua lateral um alarme com sensor de aproximação (custa mais ou menos três reais), assim quando a criança abre a caixa o alarme soa e quando ela fecha ele para de tocar. Detalhe: o alarme possui um botão liga/desliga para quando não quisermos que ele dispare.
Se está pensando que os bebês se assustaram com essa invenção, está enganado! A caixa fica pelo chão da sala e os bebês tem livre acesso à ela, assim, por vezes ninguém mexe nela (tbm sabem que se abrirem ela vai fazer um barulhão!) e em outros momentos se divertem abrindo e fechando a caixa sem parar!
A intencionalidade pedagógica que tivemos ao bolarmos esse brinquedo foi pensar na solução de problemas como um desafio, repleto de curiosidade e ao alcance das mãos dos bebês.
Já notaram como os bebês gostam de ligar e desligar interruptores de luz? De repente percebem-se como produtores de ações e reações, como com um toque ele acendo uma luz (e o que é luz mesmo?) ou ainda produz um som que só pára quando a tampa da caixa é fechada!
Então é isso....Qualquer contribuição COMENTEM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Túnel

O TÚNEL DO BERÇÁRIO!
Essa caixa é um túnel fantástico!!! Já temos esse material há 2 anos letivos ele é pintado com tinta óleo para ficar mais resistente a ação dos nossos bebês (bocas e mãos muito ágeis!).
Sua intencionalidade é trabalhar a ausência temporária (quando entra no túnel para onde vão os colegas?), a percepção de espaço (dentro/fora), e a interação entre os bebês, já que é um ótimo começo para as primeiras construções de jogos simbólicos.
Nosso próximo passo será a colocação de fitas numa das saídas, para criarmos uma barreira e vermos qual será o reação dos bebês com a inserção desse material num brinquedo que já estão acostumados a brincar, além disso estaremos proporcionando a manipulação de diferentes materiais, a percepção visual (nas cores das fitas) e solução de problemas (o que será que farão para tranpôr as fitas?)


AMAMOS CAIXAS!!!!!Essas caixas são os curingas da nossa salinha!!!
São caixas de papelão (dentro colocamos garrafas PET vazias e com tampa), encapadas com papel colorido e protegidas com papel contact ou durex largo.
Com elas os bebês fazem de tudo, até as utilizam como uma espécie de andador, é um ótimo apoio para as primeiras tentativas de se colocarem em pé e começarem a andar. Também trabalhamos com o equílibrio, com a linguagem, com a percepção tátil e visual.
Vale resaltar que não podemos ter medo em deixá-los ousar! Por vezes pegamos nossos pequenos tentando subir nelas, e olha que eles conseguem fazer cada uma...Ficamos por perto para ajudá-los no que for preciso, mas nunca os privamos de fazer uso desses materiais.


quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Recebemos esse selinho da amiga Sandra do blog Jardim da profª Sandra.
Obrigado colega!!!!
Obrigado colega!!!!
Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro mostra, em cada dia, no seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. Que em suma, demonstram a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as suas letras, entre as suas palavras.O Prémio Dardos tem certas regras:1. Aceitar exibir a distinta imagem
2. Linkar o blog do qual recebeu o prêmio
3. Escolher quinze 15 blogs para entregar o prêmio
Estou repassando o selinho para as colegas dos blogs:
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Sei que estou com as postagens em atraso!!!!!!!!!!Então, tentarei me redimir!
Nos dias 23, 24 e 25 de julho tivemos a Jornada Pedagógica do município de Esteio e este ano tivemos como palestra de abertura o seguinte tema: "Vencendo desafios e construindo o seu futuro" com Eduardo Shinyashiki.
Confesso que adorei, e além de encantar-me com o jeito dele "hipnotisar" nossa atenção, aprendi um pouquinho mais a respeito de algumas coisas que ainda tinha dúvidas na questão da aprendizagem dos bebês:
* A criança sempre tem um novo olhar para tudo (por isso olha inúmeras vezes o mesmo filme!)
*Quando os nossos neurônios começam a "conversar" ocorrem as chamadas SINAPSES, e estas acontecem quando nos sentimos estimulados a fazer, descobrir algo.
* Uma criança de 0 à 2 anos tem mais ou menos 300 trilhões de sinapses no cérebro.
*Uma criança após os 2 anos começa a perder a sua vontade de experimentar (mais ou menos 150 trilhões de sinapses). Provavelmente isso ocorra devido a forte influência que o adulto exerce sobre a criança (homogeneizando, disciplinando)
* E olha só: o adulto tem mais ou menos 30 trilhões de sinapses!!! Somos previsíveis, fazemos tudo mecanicamente.
Dessa parte da palestra pensei que:
* Fazer um trabalho diferenciado com nossas crianças é essencial (chega de modelos!!!)
* E eu enquanto adulto, vou me arriscar mais, descobrir mais, sem medos, sem amarras (quero ter muitas sinapses, como os meus bebês!!!)
Também fiz outras duas oficinas que estavam muito prazerosas (uma na área de educação infantil e outra sobre construção de espaços virtuais!)
Nos dias 23, 24 e 25 de julho tivemos a Jornada Pedagógica do município de Esteio e este ano tivemos como palestra de abertura o seguinte tema: "Vencendo desafios e construindo o seu futuro" com Eduardo Shinyashiki.
Confesso que adorei, e além de encantar-me com o jeito dele "hipnotisar" nossa atenção, aprendi um pouquinho mais a respeito de algumas coisas que ainda tinha dúvidas na questão da aprendizagem dos bebês:
* A criança sempre tem um novo olhar para tudo (por isso olha inúmeras vezes o mesmo filme!)
*Quando os nossos neurônios começam a "conversar" ocorrem as chamadas SINAPSES, e estas acontecem quando nos sentimos estimulados a fazer, descobrir algo.
* Uma criança de 0 à 2 anos tem mais ou menos 300 trilhões de sinapses no cérebro.
*Uma criança após os 2 anos começa a perder a sua vontade de experimentar (mais ou menos 150 trilhões de sinapses). Provavelmente isso ocorra devido a forte influência que o adulto exerce sobre a criança (homogeneizando, disciplinando)
* E olha só: o adulto tem mais ou menos 30 trilhões de sinapses!!! Somos previsíveis, fazemos tudo mecanicamente.
Dessa parte da palestra pensei que:
* Fazer um trabalho diferenciado com nossas crianças é essencial (chega de modelos!!!)
* E eu enquanto adulto, vou me arriscar mais, descobrir mais, sem medos, sem amarras (quero ter muitas sinapses, como os meus bebês!!!)
Também fiz outras duas oficinas que estavam muito prazerosas (uma na área de educação infantil e outra sobre construção de espaços virtuais!)
domingo, 27 de julho de 2008
MAIS UM SELINHO!!!
sexta-feira, 25 de julho de 2008
OFICINA (CONSTRUÇÃO DE ESPAÇOS VIRTUAIS)
domingo, 20 de julho de 2008
PISCINA DE BOLINHAS
Ela fica o tempo todo na nossa sala e os bebês tem livre acesso à ela, podendo entrar e sair sozinhos. Os menores (que ainda não sentam) tem um maior apoio já que ela é alta, ou podem ficar deitados. Assim, trabalhamos o controle motor e a percepão espacial.
Em algumas bolinhas pequenas fizemos um corte com estilete e colocamos um guizo dentro, deixando algumas bolinhas "sonoras". Também disponibilizamos outras bolas, com tamanhos, cores e texturas diferenciadas, trabalhando a percepção visual, auditiva e tátil.
As atividades com bolas promovem momentos de descobertas incríveis (já viram quanto tempo um bebê fica batendo uma bolinha na outra?), promovendo interação e o desenvolvimento dos pequenos.
No começo do ano, tínhamos que colocar os bebês lá dentro e agora nos surpreendemos quando eles vão sozinhos e em "bandos" até lá. Nos últimos dias eles andam fazendo a seguinte peripécia: entram na piscina e atiram para fora bolinha por bolinha! Imagina o quanto eles não descobrem apenas com esse exercício (força, movimento, espaço-tempo) e também começam a iniciação de seus primeiros jogos, já que brincamos juntos e muitas vezes eles atiram para fora e eu para dentro, instigando-os e fazendo com que cada vez mais atirem as bolinhas para fora.
Vale lembrar que a piscina de plástico é um material de baixo custo e sua intencionalidade educativa esta mais que justificada com esses registros!
NOSSO 1º SELINHO!!!!
E não é que ganhamos nosso primeiro selinho!!!?
Recebemos esse mimo da colega Márcia do Espaço da Criança
http://cantinhoencantadodaeducacaoinfantil.blogspot.com/
http://cantinhoencantadodaeducacaoinfantil.blogspot.com/
Agora temos que indicar 5 blogueiras que visitamos e adoramos muito:
"E o selinho vai para:"
A amiga e colega Verônica (para que ela continue escrevendo sobre o trabalho da supervisão na educação infantil).
A amiga e colega Amábile, que é oficineira e está começando a escrever suas experiências com as oficinas de artes na educação infantil.
Para o primeiro blog que eu vi somente com relatos das práticas pedagógicas com as turmas de berçário.
Para a colega do blog Arco Iris que é um espaço muito fofo e que me ajudou a colocar o relógio e o calendário no blog (coisa de blogueira de primeira viagem!).
E este que eu adoro visitar:

terça-feira, 15 de julho de 2008
Projeto do Berçário 1 2008

Esse é o registro (uma pontinha!) do nosso projeto, ou melhor das ações que estamos realizando na turma de Berçário 1 da nossa escola.
“DESCOBRINDO E BRINCANDO NO BERÇÁRIO”
JUSTIFICATIVA:
Percebendo que o bebê é um sujeito ativo, capaz de construir o seu conhecimento, pensamos em continuar a qualificação do Berçário, propiciando que essa construção ocorra num ambiente favorável, repleto de estímulos e desafios planejados de acordo com suas necessidades. Através dessa intencionalidade é que justificamos o ato de descobrir e brincar no Berçário.
OBJETIVO:
Propiciar um ambiente repleto de oportunidades que favoreçam o descobrir, o experenciar e o brincar de modo prazeroso e constante, sem barreiras, sem negações, com ações que transmitam segurança, criem vínculos e sejam ricos em sutilezas de ações. Essas descobertas experenciadas no brincar é que irão ajudar no desenvolvimento das habilidades que as crianças estão adquirindo (noção de espaço, consciência corporal, percepções, linguagem, habilidades motoras).
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Tendo a idéia de que a infância é uma construção social, caracterizada por uma fase da vida de desenvolvimento físico, cognitivo, psíquico e social, onde se aprende a interagir com o ambiente em que se vive, bem como as regras que regem a sociedade da qual faz parte, não procuramos impor uma aprendizagem, mas buscamos dar a liberdade, para que a criança, através de seu interesse e experienciações, busque os meios de assimilar as novas descobertas. Para tanto se faz necessário que o ambiente seja propício para estas descobertas. Sendo as professoras responsáveis por elaborar um ambiente adequado, objetivado e seguro para este fim.
Depois de passado da fase “invisível’ do Berçário, ficamos comprometidas em construir ações que remetessem a uma atuação mais vinculada as especificidades de cada bebê, percebendo sempre o que nos diziam através de suas diversas linguagens, cuidando para respeitar seu tempo e suas carências.
Através da construção de materiais, da adequação do espaço e da relação diária com os bebês, descobrimos:
[...]A aprendizagem é uma atividade cooperativa e comunicativa, na qual as crianças constroem conhecimento, dão significado ao mundo, junto aos adultos e, igualmente importante, com outras crianças: por isso enfatizamos que a criança pequena como aprendiz, é um co-construtor ativo.(DAHLBERG, MOSS e PENCE, 2003, p. 72)
Ao planejarmos as diversas oportunidades de as crianças realizarem novas experiências levamos em conta: o que será experiência para cada uma delas? O que vai tocá-las? É importante para a criança ou é apenas uma atividade planejada pela professora sem levar em conta os interesses e os modos de pensar e agir dos pequenos? O que se planeja está pautado nos jeitos de ser e de se expressar daquelas crianças? Respeita os seus tempos? A proposta tem a intenção de ampliar e enriquecer o repertório cultural, cinéstico, afetivo, relacional dos pequenos? (TRISTÃO, 2006, p. 52)
Continuaremos pautando nosso trabalho (qualificação do espaço e das ações) no que Galardini e Giovannini (2002, p. 118) dizem:
JUSTIFICATIVA:
Percebendo que o bebê é um sujeito ativo, capaz de construir o seu conhecimento, pensamos em continuar a qualificação do Berçário, propiciando que essa construção ocorra num ambiente favorável, repleto de estímulos e desafios planejados de acordo com suas necessidades. Através dessa intencionalidade é que justificamos o ato de descobrir e brincar no Berçário.
OBJETIVO:
Propiciar um ambiente repleto de oportunidades que favoreçam o descobrir, o experenciar e o brincar de modo prazeroso e constante, sem barreiras, sem negações, com ações que transmitam segurança, criem vínculos e sejam ricos em sutilezas de ações. Essas descobertas experenciadas no brincar é que irão ajudar no desenvolvimento das habilidades que as crianças estão adquirindo (noção de espaço, consciência corporal, percepções, linguagem, habilidades motoras).
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Tendo a idéia de que a infância é uma construção social, caracterizada por uma fase da vida de desenvolvimento físico, cognitivo, psíquico e social, onde se aprende a interagir com o ambiente em que se vive, bem como as regras que regem a sociedade da qual faz parte, não procuramos impor uma aprendizagem, mas buscamos dar a liberdade, para que a criança, através de seu interesse e experienciações, busque os meios de assimilar as novas descobertas. Para tanto se faz necessário que o ambiente seja propício para estas descobertas. Sendo as professoras responsáveis por elaborar um ambiente adequado, objetivado e seguro para este fim.
Depois de passado da fase “invisível’ do Berçário, ficamos comprometidas em construir ações que remetessem a uma atuação mais vinculada as especificidades de cada bebê, percebendo sempre o que nos diziam através de suas diversas linguagens, cuidando para respeitar seu tempo e suas carências.
Através da construção de materiais, da adequação do espaço e da relação diária com os bebês, descobrimos:
[...]A aprendizagem é uma atividade cooperativa e comunicativa, na qual as crianças constroem conhecimento, dão significado ao mundo, junto aos adultos e, igualmente importante, com outras crianças: por isso enfatizamos que a criança pequena como aprendiz, é um co-construtor ativo.(DAHLBERG, MOSS e PENCE, 2003, p. 72)
Ao planejarmos as diversas oportunidades de as crianças realizarem novas experiências levamos em conta: o que será experiência para cada uma delas? O que vai tocá-las? É importante para a criança ou é apenas uma atividade planejada pela professora sem levar em conta os interesses e os modos de pensar e agir dos pequenos? O que se planeja está pautado nos jeitos de ser e de se expressar daquelas crianças? Respeita os seus tempos? A proposta tem a intenção de ampliar e enriquecer o repertório cultural, cinéstico, afetivo, relacional dos pequenos? (TRISTÃO, 2006, p. 52)
Continuaremos pautando nosso trabalho (qualificação do espaço e das ações) no que Galardini e Giovannini (2002, p. 118) dizem:
“O que costumamos chamar de ambiente generoso é o tipo de ambiente que resulta não somente da riqueza e variedade dos materiais oferecidos, mas também das atitudes dos professores, implícitas no cuidado com que os materiais foram procurados, escolhidos e oferecidos ás crianças. Trata-se de uma atitude generosa, que se caracteriza pela atenção e escuta constantes por parte dos adultos que sabem observar, oferecer coisas e fazer isso na medida e nos momento certos.”
EDUCADORAS: MARISETE, MARLENE E SABRINA / JULHO DE 2008quarta-feira, 2 de julho de 2008
CURSO DE FORMAÇÃO


Ontem, eu e a professora Cláudia, fomos apresentar o Projeto do Berçário do ano passado na cidade de Canoas, para as professoras das turmas de Berçário da rede municipal que estavam em formação.
O que mais gosto é das trocas de experiências que fazemos. Falamos como começamos o nosso trabalho, como pesquisamos, criamos, teorizamos e em troca temos muita colega elogiando, indagando e falando da importância de um novo olhar sobre as práticas do Berçário.
Pe
rcebi que além das fotos trazidas na nossa apresentação de power point, os vídeos gravados neste ano, mostrando toda a liberdade que os bebês tem dentro da sala e de como cada um é respeitado nas suas especificidades, foi muito instigador, levando-as à muitas perguntas e fazendo com que percebessem melhor o nosso ambiente de sala de aula.
rcebi que além das fotos trazidas na nossa apresentação de power point, os vídeos gravados neste ano, mostrando toda a liberdade que os bebês tem dentro da sala e de como cada um é respeitado nas suas especificidades, foi muito instigador, levando-as à muitas perguntas e fazendo com que percebessem melhor o nosso ambiente de sala de aula.No relato, deixamos o endereço do blog para elas, se alguém dessa turma estiver dando uma espiadinha aqui, por favor não deixe de comentar!
Até mais!!!!!!!
segunda-feira, 30 de junho de 2008
CINTURÃO SONORO
O brinquedo consiste num cordão (com um pouco de elasticidade), com vários brinquedos amarrados (chocalhos, ursinhos, mordedores, molas-malucas). O mais importante é que os brinquedos devem ficar numa altura em que as crianças consigam pegar.
0 QUE TEMOS NAS PAREDES?
Nas paredes, bebês de feltro ajudam na fase de auto-descobrimento e de pertencimento identidário, ajudando o bebê a se reconhecer enquanto "eu".
Quando se pensa em decorar um ambiente como o do Berçário devemos levar em conta o que realmente é significativo para os bebês (já paramos para pensar que os bebês não conhecem o Mickey
Oliveira (2002, p. 193) fala que o ambiente "funciona como recurso de desenvolvimento e, para isso, ele deve ser planejado pelo educador, parceiro privilegiado de que a criança dispõe."
Planejamos assim, um ambiente mais significativo para nossos bebês...
domingo, 29 de junho de 2008
QUALIFICANDO O AMBIENTE DO BERÇÁRIO
Quando pensamos em qualificar o ambiente de uma sala de aula, devemos pensar em três coisas:

*O que há nas paredes?
*O que há no chão?
*O que há no teto?
Justifico essa preocupação nas salas de berçário, porque nossa faixa etária (0 à 2 anos) atende crianças que ainda não sentam, crianças que sentam, crianças que engatinham e aqueles que já estão dando os primeiros passinhos. Então vamos fazer do nosso ambiente um aliado nas brincadeiras e descobertas dos nossos bebês, proporcionando um brincar qualificado e pensado somente para eles!

*O que há nas paredes?
*O que há no chão?
*O que há no teto?
Justifico essa preocupação nas salas de berçário, porque nossa faixa etária (0 à 2 anos) atende crianças que ainda não sentam, crianças que sentam, crianças que engatinham e aqueles que já estão dando os primeiros passinhos. Então vamos fazer do nosso ambiente um aliado nas brincadeiras e descobertas dos nossos bebês, proporcionando um brincar qualificado e pensado somente para eles!
domingo, 22 de junho de 2008

Pensei em colocar um pouquinho do ano de 2007 aqui!
Esse pequeno texto é um resumo do nosso projeto, uma pincelada do que fizemos e do que sonhávamos.
O BRINCAR NO BERÇÁRIO: UMA POSSIBILIDADE E UMA CONQUISTA
Através das gerações percebe-se maneiras antigas e maneiras novas de se cuidar do bebê. Antigamente quando o bebê nascia ele era enroladinho e mobilizado em mantas e cobertores, nem conseguiam se mexer, pensava-se que só mais tarde eles iriam poder se desenvolver, que ainda não tinham desejos ou sensações. Hoje, sabemos que o bebê já nasce com uma carga de aprendizagem, afinal, quando estava no útero materno mexia braços e pernas livremente.
A partir das competências que o bebê já tem adquirido, nosso desejo é o de contribuir no seu crescimento e nas suas descobertas, quebrando com o mito que muitos ainda tem em relação ao berçário, mostrar a interação das crianças com o próprio corpo, com os outros colegas, com as educadoras e com o espaço no qual estão inseridos.
A fim de realizar nossos propósitos qualificamos a sala de aula do Berçário, tornando-a um ambiente significativo. Ambiente esse que “funciona como recurso de desenvolvimento, e, para isso, ele deve ser planejado pelo educador, parceiro privilegiado de que a criança dispõe” (Oliveira, 2002, p.193).
Nossa primeira ação foi a pintura do espaço que tínhamos. Decoramos a sala com motivos que remetessem a bebês, auxiliando assim, no processo identitário dos alunos, ou seja, colaborando para a formação de sua personalidade e reconhecimento do “eu”.
Nosso segundo problema a ser resolvido era à entrada de carrinhos de bebês na sala de aula, o que acarretava muita sujeira no chão do berçário além de ocupar todo o espaço vazio que tínhamos. As pessoas que entravam no berçário também traziam sujeira nos calçados, o que prejudicava a limpeza da sala e a possibilidade de um engatinhar sem riscos, implantamos então o uso de pantufas (chamadas por nós de pró-pés).
Com a conquista do espaço vazio dentro da sala, dividimos o ambiente em “cantinhos”. Precisávamos de lugares seguros para colocarmos os bebês (já que não se utilizaria mais os carrinhos), e foi assim que se adequou três colchões com uma almofada “gigante” para encostar os bebês e deixa-los mais perto do chão, para que assim não corressem riscos. Também se criou um cantinho com um tapete de E.V.A e uma piscina plástica com bolinhas para as crianças que já engatinhavam.
Segundo Ferreira e Eltink (2005, p.43), as crianças se soltam mais das educadoras quando o ambiente está estruturado com cantos de atividades, nos quais elas se intertem sozinhas ou com outras crianças, procurando ter o cuidado de faze-los mutáveis de acordo com as necessidades e desafios surgidos no cotidiano
A interação dos bebês com o ambiente acontece com muita intensidade, as crianças descobrem o espaço físico e lhe atribuem significações e isso só acontece devido ao espaço que estimula a exploração dos interesses visuais, auditivos, afetivos, lingüísticos, motores e temporais.
Com essa estrutura começamos a observar do que os nossos alunos precisavam, que materiais ajudariam num melhor desenvolvimento de suas habilidades. Assim, construímos os seguintes materiais:
• Móbiles com balões, chocalhos, molas coloridas (movimento, solução de problemas, percepção tátil,visual) Caixas com figuras (identidade, solução de problemas, apoio para levantar, realização de movimentos)
• Extensor com bambolê ( percepção visual, tátil, movimento)
• Arco com tule (reversibilidade, ausência temporária)
• Casinha de papelão com estímulos (reversibilidade, solução de problemas, percepção auditiva e visual.)
• Túnel de caixa de papelão com fitas coloridas em uma das saídas (desenvolvimento motor, percepção de espaço externo e interno, ausência temporária, solução de problemas)
• Cantinho das descobertas, onde é possível brincadeiras em grupo (em busca de integração) ou de maneira mais “solitária” (proporcionando jogos mais autônomos)
• Cinturão sonoro (desenvolver os movimentos dos braços, mãos e a percepção visual e tátil).
• Cesto de brinquedos proporcionando a escolha livre do brinquedo)
• Cantinho das descobertas II com uma rede para descanso individual
• Colchão de plástico bolha com balões (percepção tátil, auditiva, desenvolvimento cognitivo)
• “Pipi-Móvel” (ludicidade e brincadeira na hora da troca de fraldas).
• Figuras e fotos de bebês espalhados pelas paredes e chão (trabalho com a identidade)
• Materiais de diversas texturas e espessuras (motricidade)
• Caixinha de descobertas composta de figuras que representam elementos de vivência das crianças e músicas de ritmos diversos.
O brincar dos bebês não acontece somente com a exploração do brinquedo, na verdade o primeiro brinquedo da criança são os dedos e seus movimentos, que observados pela criança se constituem na primeira origem do jogo.
Os bebês também usam os dedos da mão colocando-os na boca e estimulando a zona oral, após esse contato com o próprio corpo brincam com objetos como pontas de cobertores ou paninhos, observando seus movimentos. Estes objetos, acabam tornando-se uma arma contra a ansiedade e muitas vezes os pais percebem esse apego e o carregam sempre junto com a criança até quando já estão maiores. Esse fenômeno é chamado de “objeto transicional” (Winnicott), e mais tarde pode se tornar simbólico, podendo ser uma pessoa, um bicho de estimação ou outra coisa que seja importante para a criança.
Nosso objetivo é oferecer aos bebês um ambiente repleto de intensidade, intencionalidade, significados e com desafios planejados, em um espaço onde o brincar ocorra de forma saudável, promovendo atividades que estimulem o desenvolvimento motor, assim como aspectos relacionados a socialização.
Durante o processo de implantação do projeto as dificuldades estavam não entre os bebês, mas na mudança de hábitos ao qual era “imposta” aos profissionais que interagiam de alguma forma com o Berçário, pois era necessário uma reestruturação das antigas práticas, porém durante nossas reuniões constantemente conversávamos sobre a importância dessa qualificação, o que foi amenizando o olhar em cima dessa nova proposta proporcinando o engajamento de todos.
Por enquanto, muitas idéias permanecem, é gratificante perceber essa rede de significações, surgidas através da construção de parcerias entre as famílias e as educadoras. Mais significativo é saber que a sala do Berçário agora sim é um ambiente qualificado.
Todo esse trabalho, nos motivou a buscar fundamentação referentes a essa faixa etária, pautando a investigação na observação diária, no olhar sensível aos acontecimentos. Percebemos que nossa práxis vem contribuir para o redimensionamento das práticas atuais vivenciadas pelos berçários, uma vez que estabelece uma ligação entre o cuidar e o educar, transformando-as em vivências únicas, ou seja, o bebê em sua interação com o ambiente torna-se sujeito de sua aprendizagem.
Referências Bibliográficas
ÁVILA, Ivany Souza; XAVIER, Maria Luisa Merino (org.). Plano de atenção à infância: objetivos e metas na área pedagógica. Porto Alegre: Mediação, 1997.
CRAIDY, Carmem; KAERCHER, Gládis E. (org.).Educação Infantil: pra que te quero?. Porto Alegre: Artmed, 2001
KRAMER, Sonia (org.). Com a pré-escola nas mãos. São Paulo: Ática, 1989
OLIVEIRA, Zilma Ramos de. Educação Infantil: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002.
OSTETTO, Luciana Esmeralda (org.). Encontros e encantamentos na educação infantil. Campinas: Papirus, 2000.
SANTOS, Santa Marli Pires dos. Brinquedo e infância: um guia para pais e educadores em creche. Petrópolis: Vozes, 1999.
RIZZO, Gilda. Creche: organização, currículo, montagem e funcionamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.
ROMAN, Eurilda Dias; STEYES, Vivian Edite. A criança de 0 a 6 anos e a educação infantil: um retrato multifacetado. Canoas: Editora Ulbra, 2001.
ROSSETTI-FERREIRA, Maria Clotilde et al. Os fazeres na educação infantil. São Paulo: Cortez, 2005.
Esse pequeno texto é um resumo do nosso projeto, uma pincelada do que fizemos e do que sonhávamos.
O BRINCAR NO BERÇÁRIO: UMA POSSIBILIDADE E UMA CONQUISTA
Através das gerações percebe-se maneiras antigas e maneiras novas de se cuidar do bebê. Antigamente quando o bebê nascia ele era enroladinho e mobilizado em mantas e cobertores, nem conseguiam se mexer, pensava-se que só mais tarde eles iriam poder se desenvolver, que ainda não tinham desejos ou sensações. Hoje, sabemos que o bebê já nasce com uma carga de aprendizagem, afinal, quando estava no útero materno mexia braços e pernas livremente.
A partir das competências que o bebê já tem adquirido, nosso desejo é o de contribuir no seu crescimento e nas suas descobertas, quebrando com o mito que muitos ainda tem em relação ao berçário, mostrar a interação das crianças com o próprio corpo, com os outros colegas, com as educadoras e com o espaço no qual estão inseridos.
A fim de realizar nossos propósitos qualificamos a sala de aula do Berçário, tornando-a um ambiente significativo. Ambiente esse que “funciona como recurso de desenvolvimento, e, para isso, ele deve ser planejado pelo educador, parceiro privilegiado de que a criança dispõe” (Oliveira, 2002, p.193).
Nossa primeira ação foi a pintura do espaço que tínhamos. Decoramos a sala com motivos que remetessem a bebês, auxiliando assim, no processo identitário dos alunos, ou seja, colaborando para a formação de sua personalidade e reconhecimento do “eu”.
Nosso segundo problema a ser resolvido era à entrada de carrinhos de bebês na sala de aula, o que acarretava muita sujeira no chão do berçário além de ocupar todo o espaço vazio que tínhamos. As pessoas que entravam no berçário também traziam sujeira nos calçados, o que prejudicava a limpeza da sala e a possibilidade de um engatinhar sem riscos, implantamos então o uso de pantufas (chamadas por nós de pró-pés).
Com a conquista do espaço vazio dentro da sala, dividimos o ambiente em “cantinhos”. Precisávamos de lugares seguros para colocarmos os bebês (já que não se utilizaria mais os carrinhos), e foi assim que se adequou três colchões com uma almofada “gigante” para encostar os bebês e deixa-los mais perto do chão, para que assim não corressem riscos. Também se criou um cantinho com um tapete de E.V.A e uma piscina plástica com bolinhas para as crianças que já engatinhavam.
Segundo Ferreira e Eltink (2005, p.43), as crianças se soltam mais das educadoras quando o ambiente está estruturado com cantos de atividades, nos quais elas se intertem sozinhas ou com outras crianças, procurando ter o cuidado de faze-los mutáveis de acordo com as necessidades e desafios surgidos no cotidiano
A interação dos bebês com o ambiente acontece com muita intensidade, as crianças descobrem o espaço físico e lhe atribuem significações e isso só acontece devido ao espaço que estimula a exploração dos interesses visuais, auditivos, afetivos, lingüísticos, motores e temporais.
Com essa estrutura começamos a observar do que os nossos alunos precisavam, que materiais ajudariam num melhor desenvolvimento de suas habilidades. Assim, construímos os seguintes materiais:
• Móbiles com balões, chocalhos, molas coloridas (movimento, solução de problemas, percepção tátil,visual) Caixas com figuras (identidade, solução de problemas, apoio para levantar, realização de movimentos)
• Extensor com bambolê ( percepção visual, tátil, movimento)
• Arco com tule (reversibilidade, ausência temporária)
• Casinha de papelão com estímulos (reversibilidade, solução de problemas, percepção auditiva e visual.)
• Túnel de caixa de papelão com fitas coloridas em uma das saídas (desenvolvimento motor, percepção de espaço externo e interno, ausência temporária, solução de problemas)
• Cantinho das descobertas, onde é possível brincadeiras em grupo (em busca de integração) ou de maneira mais “solitária” (proporcionando jogos mais autônomos)
• Cinturão sonoro (desenvolver os movimentos dos braços, mãos e a percepção visual e tátil).
• Cesto de brinquedos proporcionando a escolha livre do brinquedo)
• Cantinho das descobertas II com uma rede para descanso individual
• Colchão de plástico bolha com balões (percepção tátil, auditiva, desenvolvimento cognitivo)
• “Pipi-Móvel” (ludicidade e brincadeira na hora da troca de fraldas).
• Figuras e fotos de bebês espalhados pelas paredes e chão (trabalho com a identidade)
• Materiais de diversas texturas e espessuras (motricidade)
• Caixinha de descobertas composta de figuras que representam elementos de vivência das crianças e músicas de ritmos diversos.
O brincar dos bebês não acontece somente com a exploração do brinquedo, na verdade o primeiro brinquedo da criança são os dedos e seus movimentos, que observados pela criança se constituem na primeira origem do jogo.
Os bebês também usam os dedos da mão colocando-os na boca e estimulando a zona oral, após esse contato com o próprio corpo brincam com objetos como pontas de cobertores ou paninhos, observando seus movimentos. Estes objetos, acabam tornando-se uma arma contra a ansiedade e muitas vezes os pais percebem esse apego e o carregam sempre junto com a criança até quando já estão maiores. Esse fenômeno é chamado de “objeto transicional” (Winnicott), e mais tarde pode se tornar simbólico, podendo ser uma pessoa, um bicho de estimação ou outra coisa que seja importante para a criança.
Nosso objetivo é oferecer aos bebês um ambiente repleto de intensidade, intencionalidade, significados e com desafios planejados, em um espaço onde o brincar ocorra de forma saudável, promovendo atividades que estimulem o desenvolvimento motor, assim como aspectos relacionados a socialização.
Durante o processo de implantação do projeto as dificuldades estavam não entre os bebês, mas na mudança de hábitos ao qual era “imposta” aos profissionais que interagiam de alguma forma com o Berçário, pois era necessário uma reestruturação das antigas práticas, porém durante nossas reuniões constantemente conversávamos sobre a importância dessa qualificação, o que foi amenizando o olhar em cima dessa nova proposta proporcinando o engajamento de todos.
Por enquanto, muitas idéias permanecem, é gratificante perceber essa rede de significações, surgidas através da construção de parcerias entre as famílias e as educadoras. Mais significativo é saber que a sala do Berçário agora sim é um ambiente qualificado.
Todo esse trabalho, nos motivou a buscar fundamentação referentes a essa faixa etária, pautando a investigação na observação diária, no olhar sensível aos acontecimentos. Percebemos que nossa práxis vem contribuir para o redimensionamento das práticas atuais vivenciadas pelos berçários, uma vez que estabelece uma ligação entre o cuidar e o educar, transformando-as em vivências únicas, ou seja, o bebê em sua interação com o ambiente torna-se sujeito de sua aprendizagem.
Referências Bibliográficas
ÁVILA, Ivany Souza; XAVIER, Maria Luisa Merino (org.). Plano de atenção à infância: objetivos e metas na área pedagógica. Porto Alegre: Mediação, 1997.
CRAIDY, Carmem; KAERCHER, Gládis E. (org.).Educação Infantil: pra que te quero?. Porto Alegre: Artmed, 2001
KRAMER, Sonia (org.). Com a pré-escola nas mãos. São Paulo: Ática, 1989
OLIVEIRA, Zilma Ramos de. Educação Infantil: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002.
OSTETTO, Luciana Esmeralda (org.). Encontros e encantamentos na educação infantil. Campinas: Papirus, 2000.
SANTOS, Santa Marli Pires dos. Brinquedo e infância: um guia para pais e educadores em creche. Petrópolis: Vozes, 1999.
RIZZO, Gilda. Creche: organização, currículo, montagem e funcionamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.
ROMAN, Eurilda Dias; STEYES, Vivian Edite. A criança de 0 a 6 anos e a educação infantil: um retrato multifacetado. Canoas: Editora Ulbra, 2001.
ROSSETTI-FERREIRA, Maria Clotilde et al. Os fazeres na educação infantil. São Paulo: Cortez, 2005.
Novos Desafios!!!
Sala do Berçário 1 em 2007 - Educadoras: Cláudia Sikilero, Josiane Ristof, Karina Ramos e Marisete Schmidt.
O trabalho com bebês na EMEI Raio de Sol está mudando a cada dia! Nossa história é uma luta, uma luta para qualificar nossas ações, nosso ambiente, para que cada brincadeira, para que cada mediação tenha uma intencionalidade.
Não podemos deixar de lembrar o ano de 2007, como o começo do nosso trabalho, a mudança no ambiente proposto pela educadora Cláudia Sikilero está hoje colhendo seus frutos. O trabalho com o projeto "O Brincar no Berçário: Uma possibilidade e uma conquista", continua até hoje e só faz aumentar seus objetivos e o olhar das educadoras para as especificidades de cada criança.
Esse blog é nossa nova conquista, nele nós educadoras, pretendemos colocar um pouquinho do nosso dia-a-dia. As atividades, as descobertas, as conquistas, os encontros e desencontros dessa faixa etária repleta de significados e significações.






