quarta-feira, 25 de março de 2009

QUEM EDUCA, QUANDO EDUCA E COMO EDUCA?

Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer-
Ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer


Essas figurinhas agitam a Raio de Sol!!!
Desde que comecei a escrever o blog queria falar sobre elas, funcionárias da escola, educadoras por sincronismo!
A dupla Estela e Maria são um show, sempre ajudam as educadoras do Berçário nos socorrendo nos momentos complicados, acalmando as crianças que começam a adaptação, dando voltinhas pela escola, enfim...sempre com um olhar sensível no atendimento dos bebês.
A Neila, corre pra cima e pra baixo nos corredores, sempre com um sorriso no rosto, pronta para acalentar uma criança quando necessário.
A Tânia (representando as meninas da cozinha Lili e Nair), abraçaram junto com a gente a alimentação dos bebês no refeitório e não mais na sala, sempre entendendo as nossas necessidades e tentando amenizar a rotina existente na escola.
Valeu meninas!
TODAS JUNTAS SOMOS FORTES!!!!

quarta-feira, 18 de março de 2009








AGORA É A VEZ DO BERÇÁRIO 2
(1 ano a 2 anos e 5 meses)




Para começar a preparar a sala para receber os bebês tivemos que remodelar todo o ambiente: pintura nas paredes, nas estantes, confecção de material, fabricação de móveis (isso mesmo, quase que a escola vira uma marcenaria!!!!). Assim lá fomos nós colocarmos a mão na massa (acho que seria melhor a mão no pincel!). A colega da foto acima é a Stefane dando um trato na estante que já estava velhinha.
E a Luísa pintando o portãozinho?! Ficou com outra cara!!! Aliás a sala inteira e é esse planejamento de espaço que realizamos no inicio do ano letivo que nos ajuda a conduzir o trabalho que se realizara daqui por diante. Nosso espaço ainda está em construção, mas já está atendendo os interesses dos bebês, que agora já estão andando, correndo, pulando!

Essas fotinhas mostram um pouquinho da nossa salinha, nosso refúgio, nosso ponto de encontro, descanso e descobertas!

Nossa estante para facilitar o livre acesso das crianças até os brinquedos, proporcionando a livre escolha dos materiais, além de todo o trabalho de discriminação visual, tátil, auditivo ao manusearem os brinquedos. Essa estante também vira um ótimo "túnel", proporcionando que eles passem por dentro das repartições! Claro que para isso, eles retiram todos os brinquedos dela, o que faz parte da intenção do material!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Mais um pouquinho sobre Berçário!!!!

Olha aí eles brincando de pega-pega!!!


E olha o passeio no berço!!! Depois que eles descobriram que o berço se movimentava ele nunca mais parou no seu devido lugar! Tinha dias que eles se uniam e resolviam modificar toda a sala!
Conseguem escutar o que falam? O que seus olhares transmitem? Entendem seus desejos, anseios, medos?
Nesses momentos nos tornamos tradutoras das nossas crianças, assim além de proporcionar momentos em que elas sejam as produtoras dos acontecimentos também devemos buscar referências para esse trabalho diferenciado. Será que estamos certas nas atitudes, nas concepções???
"[...] Conhecer as crianças não é mais para se buscar regularidades como se pretendia com a psicologia do desenvolvimento, mas sim para se pensar em "muitas e diversas infâncias, construídas para e por crianças em contextos específicos" (Moss, 2002, p.237). Essas diversas crianças, vivendo infâncias singulares, podem dar-nos pistas para que construamos políticas públicas e formas de atendimento que as respeitem em suas especificidades. Assim, entendo que as instituições de educação infantil não devem ser concebidas como simples lugares de aplicação de saberes, mas como produtoras de conhecimentos sobre a infância." (Tristão, 2005, p. 50)
Referências:
TRISTÃO, Fernanda Carolina Dias. Você já viu que ele já está ficando de gatinho? Educadoras de creches e desenvolvimento infantil. In: FILHO, Altino José Martins (Org.). Criança pede respeito: temas em educação infantil. Porto Alegre: Mediação, 2005. p. 27-62.
TUDO!!! AGORA E AO MESMO TEMPO!!!!
Com o tempo aprendemos como é importante respeitar e principalmente escutar os bebês! É incrivel como eles nos dizem o que querem, o que precisam, o que querem descobrir e também o que querem esquecer...
A sala da foto acima era um espaço pouco utilizado na sala do Berçário, nela tínhamos um amontoado de berços (que não eram usados, já que julgamos mais seguro o sono nos colchonetes) e de cadeirinhas para refeições. As constantes fugas para esse espaço assim que abríamos a porta nos mostrou que eles precisavam de mais espaço, de mais desafios, de novidades, de enxergar mais a escola e os outros colegas das outras turmas. Era preciso ver o sol, a chuva, brincar com as sombras... Com muita força de vontade, cooperação, pensamentos conjuntos conseguimos tornar esse espaço um lugar de encontros, de risos, de descobertas.
Perto da janela fizemos uma escadinha com os colchões, assim ficam mais perto de quem está na rua, fortalecem sua musculatura, aprendem a ter um maior dominio motor e principalmente brincam muito!!! Vocês acreditam que eles brincam de pega-pega?! Um bebê sobe no colchão e chama o outro, e quando este sobe ele desce e assim ficam brincando, rindo, engatinhando, arrastando e caminhando de um lado para o outro da sala! É mágico!!!!
E olha que enquanto esse lugar é escolhido para uma grande "bagunça", outros o escolhem para relaxar, descansar e até dormir! (Logo tiramos ele dali, não se preocupem que ele não caíu do colchão!rsrsrs).


E por falar em dormir, eles escolhem cada lugar....

sábado, 31 de janeiro de 2009

TAPETE DAS SENSAÇÕES ("arte" da professora Maila - Faculdades Equipe)


Ela tinha que fazer uma atividade que envolvesse uma turma de berçário e nos deu esse lindo presente. A idéia consiste na exploração dos mais variados objetos colocados dentro do tapete que tem seis divisões acessíveis por um fecho colocado na lateral do material. Os bebês chegam até o tapete engatinhando, atraídos pelo colorido do material e pela possibilidade de manuseio. Nas divisões, a Maila colocou bexigas coloridas, serragem, papel picado, papel crepom, celofane, sendo possibilitado a troca desses materiais a qualquer momento.
Um dia desses colocamos numa das repartições bolinhas de gude, muitos bebês tentaram pegar as bolinhas, permaneciam por um longo período segurando-as com as pontinhas dos dedos, chateados com a separação que o plástico mantinha do tão desejado material!!!
E qual a intencionalidade do material? Solução de problemas, percepção tátil, visual, auditiva, coordenção, curiosidade, memória, entre tantos outros!
Obrigado pelo presente Maila!!!!
TRABALHOS REALIZADOS POR ALUNAS DA UFRGS (DÁ-LHE JULIANA E SABRINA)


Aquelas foram semanas de muitas novidades para os bebês! Puderam apropriar-se de materias diferentes e repletos de intencionalidades. As fotos acima são criações da Ju, materiais que ela pensou a partir das músicas do cd Os Saltimbancos, que eles amam e também fazem parte das primeiras vocalizações deles (Au-au-au, ia-iô, miau-miau-miau, cocorocó). Vocês tem que ver aqules tocos repetindo do nada a introdução da música, ou então acompanhando com balbucios e risadas.
A primeira foto é um "mural" com estímulos, as crianças podem retirar os cartões que representam os personagens dos saltimbancos e também são chamadas a descobrir outros cartões escondidos, trabalhando também a ausência temporária. A segunda foto são livrinhos com muitos desafios visuais, sonoros e táteis. E a terceira foto são dedoches em feltro dos personagens, e olha como eles são espertos e ousados: já estavam contando histórias! Só precisavam de uma ajudinha para que o dedoche fosse para o pequeno dedinho!!!!

Cabe deixar claro que não houve um projeto (tipo os animais, os bichinhos, ou música), as meninas criaram atividades dentro das especificidades da faixa etária, sempre atentas para as curiosidades que estavam sendo despertadas. Durante o dia as atividades eram proposta naturalmente, assim como surgiam outras brincadeiras que já estão no nosso contexto de vínculos e de atendimento individual.

Atrás dos dedoches, a Jú colocou velcro para que eles "grudassem" nas meias e roupas dos bebês. Exercitavam assim a pinça fina, noção de causa e efeito, coordenação motora e muitas outras sensações (até irritação: "que coisa é essa que fica grudando na minha roupa?").

E a bandinha montada pela Sabrina?! Juro que essa foto não foi combinada. Eles se juntaram sozinhos e tinham que ver o barulho! Tinha até uma bateria dessas com pilha que eles não paravam de tocar! Só entre nós: as vezes tínhamos que desligar para não ficarmos loucas! Ah, eles tem uma atração por baquetas, tivemos muitas disputas na sala por conta desse material...Para a bandinha valia de tudo: teclado de computador, garrafas pet com pedrinhas, pandeiros de brinquedos, chocalhos, sineta, brinquedos sonoros com liga e desliga, enfim....

Valeu meninas!!!!

sábado, 24 de janeiro de 2009

O CESTO DOS TESOUROS OU
O BAÚ DAS DESCOBERTAS



Eles adoram! É o começo do brincar heurístico (pelo menos o percebido por nós!), um brincar com significações e com sabor de descoberta.
Esse é um cesto com vários objetos: potes, óculos, bonés, caixinhas de cd, cd, embalagens de xampu, suco, leite, caixinhas de remédio, pedaços de madeira, colares, entre outras bugigangas que vamos encontrando e percebemos o real interesse dos bebês, na maioria das vezes objetos proibidos pelos adultos...
O cesto dos tesouros é um dos poucos materiais que não ficam ao alcance deles. Colocamos o cesto no chão numa sala mais espaçosa e sem os demais brinquedos. Eles ficam um tempão brincando super concentrados, tiram e colocam os objetos no cesto (olha aí a noção espacial), testam leis da física entrando sozinhos para dentro do cesto, percebendo que seus corpos se adequam aquele espaço e também entram quando já tem um colega dentro, comprovando que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço! Se bem que eles sempre encontram um jeitinho!!!rsrsrs
O cesto é ótimo para incentivarmos o inicio do jogo simbólico e também a imitação. Um bebê não pegará o óculos que está no cesto e colocara no rosto, primeiro ele vai observar o adulto fazê-lo, daí a importância do educador interagir/mediar/participar com o bebê da brincadeira. Com as fotos conseguimos registrar alguns momentos fantásticos. A foto ao lado não tem som, mas tinham que vê-lo fazendo o barulho do suco caindo na caneca e depois guardando a caixa do seu "precioso líquido" em outro recipiente. Nem dá pra acreditar que eles nem engatinhavam quando chegaram na escola!!!




EU VOLTEI !!!!!

Eis aí a prova do crime! Agora sou uma pedagoga, com grau e título, e para minha felicidade pude compartilhar com amigas e colegas de trabalho, parceiras no trabalho com a educação infantil! Valeu amigas!

Quero também agradecer ao pessoal do blog (quem escreve e quem o lê), já que ele foi uma parte importante para o meu trabalho de conclusão. Fico grata por todos os comentários e pela possibilidade de compartilhar experiências com tantas educadoras maravilhosas. O trabalho "Enfim, o Berçário apareceu: Ações reflexivas na busca de uma práxis sensível e compartilhada" não vai parar, logo, logo vocês tomarão conhecimento dele (nem sei por onde começar, ou seria continuar?!)

Em 2009 vou iniciar o trabalho com a turma de Berçário 2, ou seja, vou acompanhar meus bebês para uma nova fase e assim vou ter que correr para mais leituras e descobertas sem fim e nisso vocês vão me acompanhar novamente!Minhas novas colegas de trabalho (Carol, Luiza e Stefane) também vão se aventurar aqui pelo blog (ainda vou avisá-las sobre isso!!!).

Então é isso...

Bjs Marisete

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Notícia Importante:

A Educadora Marisete formou-se como
Pedagoga no dia 16 de janeiro de 2009.
Parabéns Mari, saiba que torço muito pelo seu sucesso e que esta é apenas uma etapa da caminhada docente repleta de competências em que se fará sua vida profissional!
Um beijão, Cláudia Sikilero.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Avaliação no Berçário: um processo participativo


A avaliação deve ser entendida como uma prática investigativa e não sentenciva, mediadora e não constatativa. Não são os julgamentos que justificam a avaliação, as afirmações inquestionáveis sobre o que a criança é ou não é capaz de fazer. (HOFFMANN, 2000, p.15).


Sendo assim, acredito ser incompatível com os objetivos da Educação Infantil uma avaliação excludente, classificatória e emancipadora, que subjuguem os alunos como fracassados ou competentes, trazendo a eles rótulos que poderão perdurar por toda sua vida, e não apenas no cotidiano escolar. “Mediante acompanhamento e registro do seu desenvolvimento...” (LDB, 1996), que são feitos de modo continuo em toda prática do educador, que, aliás, pode vir a ser permeada por julgamentos, crendices e modos de valorar e selecionar, o certo ou o errado, o acerto e o fracasso, de acordo com a história de vida e profissional do educador, assim como o modo como ele vê o ensino e a aprendizagem. Por isso, é sempre imprescindível, além da atenção constante e os registros, que o Educador tenha claro as finalidades de estar avaliando seus educandos, sabendo qual a intenção da escola, e sua valia na vida da criança. Torna-se assim de grande valia, além dos registros e observações, uma prática participativa pouco versada na Escola da Infância: o Conselho de Classe.



Conselho de Classe é uma reunião onde supervisores, orientadores, professores e alunos discutem acerca da aprendizagem, seus desempenhos e avaliações. No Conselho de Classe, mais do que saber se o aluno será aprovado ou não, objetiva-se encontrar os pontos de dificuldade tanto do aluno quanto da própria instituição de ensino na figura de seus professores e organização escolar. Desta forma, busca-se a reformulação nas práticas escolares a partir das reflexões realizadas na discussão em conselho de classe. (WIKIPEDIA, 2007)


Esse conceito trazido por um dicionário virtual, não está em todo incompleto, pois realmente o processo avaliativo se objetiva em grande parte por constatar os déficits das aprendizagens e ensino para que se reformule a prática docente, no entanto, acredito que seja preciso completar a essa conceitualização a necessidade de não apontar os fracassos dos alunos e sim seus êxitos e progressos, assim como as intervenções do professor perante as dificuldades que possam ter surgindo durante o decorrer de processo ensino- aprendizagem. Outro aspecto relevante ao conselho de classe é o seu caráter coletivo e participativo. “O conselho de classe ajudaria a resgatar a dimensão coletiva do trabalho docente” (FERNANDES apud. HOFFMANN, 2003). Seria esse, todavia, um espaço rico de trocas entre os professores que atuam com os mesmos alunos, que juntos buscariam estratégias para qualificar as aprendizagens dos alunos afim de atingirem objetivos comuns, auxiliando para o melhor desenvolvimento tanto dos discentes como de seu próprio oficio docente. No conselho de classe são ouvidas as vozes de: professores, supervisores, orientadores e alunos, como perceber o que querem do processo avaliativo crianças tão pequenas, como os bebês? Logo que nasce, o recém-nascido, tendo sua experiência de vida recente, tem seu suporte básico biológico e restrito em significações. No entanto, essas significações irão se ampliando com o contato e as ações que farão com os adultos e seus pares. E as pessoas que interagem com mais constância e vinculo afetivo com os bebês, estão auxiliando a escrever e construir atribuições que vão delimitar quem é esse bebê e que sentidos tem validade em sua vida.


Nascer significa ver-se submetido à obrigação de aprender. Aprender para construir-se, em triplo processo de “hominização” (tornar-se homem), de singularização (tornar-se um exemplo único de homem), de socialização (torna-se membro de uma comunidade, partilhando seus valores e ocupando um lugar nela). Aprender para viver com os outros homens com quem o mundo é partilhado. Aprender para apropriar-se do mundo, de uma parte desse mundo, e para participar da construção de um mundo preexistente.(...) Nascer, aprender, é entrar em um conjunto de relações e processos que constituem, um sistema de sentido, onde se diz quem eu sou, quem é mundo, quem são os outros. (CHARLOT apud. TRISTÃO, 2006, p.48)


Tristão no livro Infância Plural: crianças do nosso tempo (2006, p:48), em um artigo onde fala sobre o trabalho pedagógico com bebês, cita Bernard Charlot que faz alusão da prática educativa como o tornar-se homem, torna-se sujeito. Para essa transformação as mediações e interações são essenciais. Sendo assim, retomo o que havia sido questionado sobre o Conselho de Classe: De quem seria então olhar sensível a auxiliar (como portadores da vontade dos bebês) os educadores a complementar o processo avaliativo? A resposta a essa questão é bastante simples, mas nem por isso tem menos importância no contexto da Escola de Educação Infantil, em especial no ensino dos Berçários. Afinal, quem deve ser a parceira nessa aprendizagem e avaliação formativa deve ser a família. Lugar onde a criança estabelece as principais relações de vinculo e apegos, e que com certeza tem a maior responsabilidade na (de) formação da personalidade desses sujeitos, que acaba influenciando diretamente no modo como interagem, se relacionam e apreendem o mundo e seus saberes. Diante disso, para saber o que pensam os pais sobre a aprendizagem de seus filhos e seus progressos, tanto na escola, como em outros ambientes em que interatuam, é nessessário que os educadores responsáveis pelos Berçários e a supervisão educacional estejam dispostos a escutar o que as famílias tem a dizer sobre a aprendizagem de seus filhos, conduzindo diálogos de modo bastante informal, afim de que os progenitores se sentissem impelidos a darem sua opinião e a dizerem o que pensam sobre seus bebês, avaliando assim também, de seu modo, a prática pegagógica.



As equipes das creches e pré-escolas , apesar de reconhecem a importância do trabalho com a família, costumam considerá-la despreparada e menos competente que o professor, particularmente em se tratando de famílias de baixa renda ou famílias formadas por pais adolescentes. E se aborrecem quando os pais contestam o trabalho da instituição e buscam controlar o que é proposto a seus filhos. (OLIVEIRA, 2007, p.177)


Ao contrário disso, é preciso que a escola reconheça o modo com os pais pensam e que proponha às famílias a participação na discussão da proposta e de seus objetivos, corroborando para que as metas de aprendizagem seja atingidas e (re) avaliadas.



POSTADO POR CLÁUDIA TAPIA SIKILERO



Referências Bibliográficas:
HOFFMAN, Jussara. Avaliação na Pré-Escola: um olhar sensível e reflexivo sobre a criança. Porto Alegre: Mediação, 2006
Wikipédia, a enciclopédia livre. Acesso em out.de 2007.
OLIVEIRA, Zilma Ramos de. Educação Infantil: Fundamentos e Métodos. São Paulo: Cortez. 2007
FILHO, Altino José Martins; TRISTÃO, Fernanda Caroline Dias; RACH Olpna Patricia Freire; SCHNEIDER, Maria Luisa. Infância Plural: crianças do nosso tempo. Porto Alegre: Mediação, 2006.
CARDOSO, Fernando Henrique; SOUZA, Paulo Renato. Lei de Diretrizes e fases – Lei nº 9394/96, Brasilia, 1996.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Sou professora de bebês!

Boa tarde!
Nossa! Que vergonha, me sinto ausente demais deste espaço maravilhoso de
aprendiza-
gens!
Contudo estou aqui!!! Apesar de já terem mencionado meu nome por diversas situações nos textos deste blog (obrigada colegas), acho educado me apresentar com civilidade (hehehe): Sou Cláudia, professora apaixonada da Educação Infantil.
Não pertenço mais a Escola Infantil Raio de Sol (pelo menos não em corpo, mas meu coração sempre estará com essas queridas pessoas que fazem parte desta instituição de ensino).
E me sinto devidamente autorizada a dar minha contribuição neste espaço virtual, afinal, além de ter uma relação amorosa com a educação com bebês, Marisete (a idealizadora deste blog) e eu, fomos as criadoras (sem falsa modéstia) de uma transformação mágica e legítima em uma turma do Berçário 1 (no ano de 2007) na Escola Raio de Sol.
"Decidi, quero assumir as responsabilidades de ser docente em uma turma de bebês!"
Quando essa afirmativa começou a fazer parte do meu cotidiano encontrei alguns preconceitos e vi o quanto essa faixa etária carrega forte o prisma do cuidado.
Alguém me diz:
"- Olha bem, fazendo pós graduação para trocar fraldas!"
Outra observação:
"-Que pena colocá-la no berçário, és uma professora tão qualificada."
Fica evidente que para os profissionais da educação, e concebido socialmente, só são valorizados situações de possível ensino-aprendizagem, caso haja produção de materiais concretos. As mediações, as trocas e a relação de afeto entre educadores e educadoras com os educandos do Berçário, por tanto, nesta concepção, não seriam tomadas como aprendizagens, mas apenas como situações de zelo, que poderiam ser desempenhadas por qualquer adulto cuidador.
As instituições de Educação Infantil costumam organizar seu quadro de professores estabelecendo alguns critérios na escolha dos docentes responsáveis pelo Berçário, levando em consideração traços de personalidade e experiência familiar, ou seja, de preferência que sejam professoras, calmas, pacientes, com filhos, mais velhas e com menos formação. Afinal, os professores e professoras mais qualificados necessitam, conforme esse juízo, receber encargos mais importantes, como ministrar aprendizagens e saberes nas turmas de crianças mais velhas e “capazes” de produzirem atividades palpáveis.
Se pensarmos nesse papel da professora como mentora de um espaço agradável, aconchegante, seguro, mas também estimulante e desafiador para cada uma das crianças. Se pensarmos que essa mesma professora respeita os tempos e ritmos dos pequenos, se pensarmos que a base do planejamento dela não são atividades, mas relacionamentos intensos entre todos aqueles que compõem determinada comunidade de educação, podemos afirmar que o papel dessa professora é permitir que as crianças experimentem no contexto da creche. (TRISTÃO, 2004)
A sutileza marca o papel dessa educadora, que deve levar seu ofício com seriedade e qualificação sim!!! Observando e sendo atenta a particularidade de cada bebê, sem abrir mão da práxis em seu fazer pedagógico e cuidador, pois quanto mais (in) certezas moverem sua capacidade de ver os educandos, mais apta estará para desenvolver seu olhar em relação a eles e as necessidades de flexibilização no ambiente educador.
REFERÊNCIAS:
TRISTÃO, Fernanda Carolina Dias
Acesso em nov. de 2008
Postado por Cláudia Tapia Sikilero

terça-feira, 21 de outubro de 2008



A música é muito importante para a interação da criança com o meio, ajuda a criar vínculos com os bebês. E o violão é um parceiro muito especial, apesar das educadoras só tocarem "pedrinha n'água"!rsrsrsr
Brincadeiras a parte o som das cordas chama muito a atenção dos pequenos que logo formam uma rodinha para acompanhar a cantoria! E se deixar o violão no chão, todos se arriscam a tocar. Não é por nada que nosso violão agora só tem 3 cordas!!!




Esse era nosso cantinho para acomodar os bebês menores. Colchonetes no chão, nossa "centopéia", a calça pedagógica e os móbiles (com chocalhos, balões, bichinhos de plástico) pendurados no forro da sala e ao alcance das mãos dos bebês. Esse cantinho muda de lugar toda semana, variando conforme a necessidade de exploração das nossas crianças.


O "mosquiteiro" de tule é muito apreciado pelos nossos bebês. Através dele, muitos jogos vão sendo criados. Adoram brincar em pares de esconde-esconde, dando inúmeros gritinhos quando descobrem o rosto do colega que se escondeu atrás do tule!
Esse recurso nos proporciona o trabalho de ausência temporária, nos ajudando inclusive no processo de adaptação, já que percebem que o que desaparece logo poderá retornar. Além disso, o tule dá uma sensação gostosa nas mãos e muitos também o levam à boca, não esquecendo que é por ela que nossos pequenos começam suas primeiras descobertas!!!!
QUANTO TEMPO HEIN??????????!!!!!!!!!!


Então, o fim do ano se aproxima, começamos a fazer aquele montão de coisa que deixamos para trás, finalizações de projeto, relatórios das crianças, e mais nossos projetos pessoais (que no meu caso é meu TCC!) e o tempo fica curto, mas no fim tudo se ajeita!!!

Selecionei algumas fotos de materiais que temos na nossa sala e farei um breve comentário:

Pneu de carro forrado com tecido, possibilitando a posição sentada para os bebês que ainda não sentam e também serve de obstáculo na sala (os bebês entram e saem do pneu livremente).



Uma visão dos materias dispostos na sala.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Perdas para a Raio de Sol!

Esse último mês não tem sido muito legal para o nosso grupo de educadoras....
Há poucas semanas a professora Adriana foi trabalhar em outra cidade e agora a Cláudia (parceira no trabalho com os bebês) também vai deixar nossa escola...
Nem gostamos de pensar sobre isso, criamos vínculos muito grandes, rimos juntas, brincamos, brigamos, fizemos festa mesmo quando não tinha festa....E os lanches e a falta deles (quem aí tem pão, margarina, leite, café!!!), a hora do intervalo nunca mais será a mesma...
Mas sabemos que tudo é para um bem maior ( Soube que a Adri agora chega em casa as 18h30 min, que inveja!!!) e a Cláudinha vai ser minha conterrânea (vamos fazer compras juntas, como quando compramos o meu All Star roxo!), além disso agora ela vai ter mais tempo e vai postar no nosso blog!

ADRI E CLAUDINHA


SENTIREMOS MUITO A FALTA DE VOCÊS DUAS!!!!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

PARA PENSAR NO TRABALHO COM AS TURMAS DE BERÇÁRIO:


"Até aqui, nossa prática tem sido marcada por crenças (ou descrenças) bastante limitadoras inspirando uma atuação nos moldes médicos e familiares e amparada numa noção de cuidado bastante pobre e restritiva que se coloca muito mais a serviço do automatismos e dacomodidade dos adultos do que das reais necessidades das crianças." (BORGES, LARA, p. 87)


BORGES, Maria Fernanda Silveira Tognozzi; LARA, Maria Lúcia Martins Pinto. Descobrindo bebês - implicações do trabalho com crianças de 0 ma 1 ano. In: SOUZA, Regina Célia de, BORGES, Maria Fernanda Silveira Tognozzi (orgs). A práxis na formação de educadores infantis. Rio de JAneiro: DP&A, 2002, p. 85-103.

FRALDÁRIO

Sabemos que a troca de fraldas torna-se um momento de contato físico, de toque, de carinho e de brincadeiras e para tornar esse espaço ainda mais propiciador desses eventos colocamos uma barra com figuras para criarmos histórias, desenvolvermos a linguagem (tem bebê que já aponta para a figura e fala "nenê") e a acuidade visual.
Também temos um móbile acima do trocador, colocado de forma que o bebê possa agarrá-lo. Esse móbile é sempre diferente: pode ser um ursinho, um ioiô luminoso, uma mola maluca, um chocalho ou até um balão.

REDE!!!

Essa rede é tudo de bom!!!!
Uma oportunidade para um contato mais particular com cada bebê, onde podemos dar uma atenção especial, cantarolar musiquinhas, fazer brincadeiras mais individuais num embalo gostoso que só a rede proporciona.
Também é um lugar mais reservado para momentos em que eles estão mais chateados (bebês também gostam de ficar pensado com os seus botões!). Assim proporcionando na sala espaços de interação coletiva e também de privacidade.
OBS: Embaixo da rede colocamos colchonetes e acima alguns móbiles para manipulação.

CALÇA PEDAGÓGICA!!!

Essa é a calça pedagógica! (Confecção da profª Marlene)

Ela foi enchida com retalhos de lã e fibra e após costurada. Nessa calça nós tiramos um pouco das pernas para que ela ficasse mais curta (ficou quase um calção!). Também colocamos alguns estímulos, como bolsos, cordões soltos e barbantes com brinquedos para manipulação. Os bebês que ainda não sentam têm na calça uma ótima oportunidade de interagir de uma melhor forma com os colegas, também desenvolvem seu tônus muscular, começando um trabalho de controle motor, já que com os braços se seguram nas pernas da calça e começam a fazer força para ficarem sentados. Quado eles começam a ficar sentados sozinhos, a calça é um material que oferece segurança, já que não permite que o bebê caía para trás, nem para os lados.
Ah, alguns bebês também gostam de tirar um soninho nas pernas da calça, deve ser muito bom!!!
Essa outra calça é menos "volumosa", foi nossa primeira tentativa e agora usamos ela para que eles durmam mais aconchegados, ou para colocar no berço (assim dormem um pouco mais levantados), também pode ser usada para livre exploração!


sexta-feira, 15 de agosto de 2008

CAIXA SONORA


Que invenção barulhenta!!!!
Essa é uma caixa em MDF, onde colocamos na sua lateral um alarme com sensor de aproximação (custa mais ou menos três reais), assim quando a criança abre a caixa o alarme soa e quando ela fecha ele para de tocar. Detalhe: o alarme possui um botão liga/desliga para quando não quisermos que ele dispare.
Se está pensando que os bebês se assustaram com essa invenção, está enganado! A caixa fica pelo chão da sala e os bebês tem livre acesso à ela, assim, por vezes ninguém mexe nela (tbm sabem que se abrirem ela vai fazer um barulhão!) e em outros momentos se divertem abrindo e fechando a caixa sem parar!
A intencionalidade pedagógica que tivemos ao bolarmos esse brinquedo foi pensar na solução de problemas como um desafio, repleto de curiosidade e ao alcance das mãos dos bebês.
Já notaram como os bebês gostam de ligar e desligar interruptores de luz? De repente percebem-se como produtores de ações e reações, como com um toque ele acendo uma luz (e o que é luz mesmo?) ou ainda produz um som que só pára quando a tampa da caixa é fechada!
Então é isso....Qualquer contribuição COMENTEM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 12 de agosto de 2008


Túnel


O TÚNEL DO BERÇÁRIO!

Essa caixa é um túnel fantástico!!! Já temos esse material há 2 anos letivos ele é pintado com tinta óleo para ficar mais resistente a ação dos nossos bebês (bocas e mãos muito ágeis!).
Sua intencionalidade é trabalhar a ausência temporária (quando entra no túnel para onde vão os colegas?), a percepção de espaço (dentro/fora), e a interação entre os bebês, já que é um ótimo começo para as primeiras construções de jogos simbólicos.
Nosso próximo passo será a colocação de fitas numa das saídas, para criarmos uma barreira e vermos qual será o reação dos bebês com a inserção desse material num brinquedo que já estão acostumados a brincar, além disso estaremos proporcionando a manipulação de diferentes materiais, a percepção visual (nas cores das fitas) e solução de problemas (o que será que farão para tranpôr as fitas?)



AMAMOS CAIXAS!!!!!

Essas caixas são os curingas da nossa salinha!!!
São caixas de papelão (dentro colocamos garrafas PET vazias e com tampa), encapadas com papel colorido e protegidas com papel contact ou durex largo.
Com elas os bebês fazem de tudo, até as utilizam como uma espécie de andador, é um ótimo apoio para as primeiras tentativas de se colocarem em pé e começarem a andar. Também trabalhamos com o equílibrio, com a linguagem, com a percepção tátil e visual.
Vale resaltar que não podemos ter medo em deixá-los ousar! Por vezes pegamos nossos pequenos tentando subir nelas, e olha que eles conseguem fazer cada uma...Ficamos por perto para ajudá-los no que for preciso, mas nunca os privamos de fazer uso desses materiais.