sábado, 12 de dezembro de 2009

PARCERIAS!!!!

Sempre gosto (e acho necessário) falar sobre a importância de se ter parceiras/cumplices no trabalho com os bebês. Nesse ano de 2009 tive a oportunidade de criar uma "grupo de parceiras", o que chamamos de QUARTETO FANTÁSTICO! Eu e a Carol no turno da manhã e a Luíza e a Stéfane no turno da tarde. Parceiras nas opiniões, na organização da sala (tá bom...as vezes desorganização, rsrsrsrs), nas produções, nas ações com as crianças e suas famílias e nas "peleias" que volta e meia temos que abraçar!!!!! Vou sentir muitas saudades...
Ano que vem nova  aventura, novas e antigas parcerias...Por enquanto deixo aqui momentos nossos, marcas de dias maravilhosos e alegres...




Quarteto Fantástico na Festa de São João

Quarteto no Passeio Cíclistico


Numa saidinha à noite.....


Um quarteto que vai se tornando quinteto!
Colega Paty - futura nova parceira de Berçário!

Stéfane e Luísa!!!! Amo elas!!!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Há tempos me pedem "modelos" de pereceres ou as famosas avaliações.... Nunca pensei em postar porque não sigo modelos, escrevo sobre a criança baseada no que conversamos no conselho de classe, nas minhas anotações diárias e também utilizo muita bibliografia para justificar aos pais os acontecimentos da faixa etária em questão. Ou seja, me preocupo que se por acaso o alunos está mordendo os colegas e eu for colocar no parecer, também tenho que tentar justificar quais os motivos, o que a escola está fazendo e como a família também pode fazer.
Trago aqui um  parecer do Berçário 2 (1 ano a 2 anos) e prometo que logo posto um parecer de Berçário 1 (0 a 1 ano).

PARECER DESCRITIVO

De expressividade sem fim, L. transmite pela sinceridade do olhar tudo o que quer e o que não quer fazer! Prova disso é sua chegada na escola: um resmungo inconsolável e uma lágrima no rosto selam a separação que por algumas horas terá de sua mãe.
A calma da família nesse momento (e na sua adaptação também, já que essa foi super tranqüila), faz com que essa chegada “triste” logo se torne uma diversão responsável por muitas conquistas motoras e cognitivas.
Sua maior aquisição foi o aperfeiçoamento do seu caminhar, que agora está mais firme e desenvolto. L. (que no início do ano letivo ainda engatinhava) desloca-se para todos os cantos da sala e agora também da escola (às vezes depois do café ela vai parar na sala do vídeo!). Durante esse caminhar ela abaixa-se para pegar objetos com domínio e equilíbrio, carrega objetos na mão, corre quando vamos para o pátio ou para o refeitório demonstrando muita alegria em estar realizando esses novos movimentos.
Uma cena marcante na rotina da L., é ela ir se “aconchegar” no cantinho das almofadas. Fica lá deitadinha de bruços observando o movimento dos colegas pela sala. Nesses momentos também adora receber uma massagem das educadoras, ou um carinhos nos seus cachinhos!!!! Às vezes pensamos que está com sono, mas logo ela se levanta e já está interagindo pela sala!
Sua linguagem está em pleno desenvolvimento, e esta se dá principalmente pela imitação e observação direta do adulto. Fato que a faz imitar a fala das educadoras (as vezes saí com cada uma...), contar até 10 (trabalho da mamãe e do papai) e se usar das afirmações para se fazer respeitar pelos adultos (quando está cansada de algo repete “não, não” e quando aceita algo fala “sim” (na verdade “chim”).
O contínuo desenvolvimento oral é observado quando ela reconhece e repete os nomes dos colegas e reconhece as figuras que são colocadas propositalmente nas paredes da sala (muitas vezes a pegamos falando com as figuras!).
Nas atividades ocorridas em sala, L. tem se destacado por sua curiosidade, destreza de movimentos e atenção. Logo que é convidada a participar de algo, ela primeiro analisa a situação, dá uma observada nos colegas e rapidamente começa a interagir com o que está sendo proposto. Numa atividade com tinta guache, a intenção era de que as crianças pintassem utilizando as mãos e os dedos, mas L. foi além... Encontrou um pincel que a professora tinha utilizado para retirar a tinta do pote e não teve dúvidas em segura-lo e utilizá-lo na sua pintura.
Nas brincadeiras livres, delicia-se colocando, tirando, abrindo, fechando e explorando os objetos. Usa suas novas habilidades para pesquisar e explorar ativamente seu “mundinho”.
Nas atividades com bolas começa a recebê-la e devolvê-la, iniciando o jogo por imitação. O mesmo acontece nas atividades em que começa a erguer torres com caixinhas e potes, realizada primeiramente pelas educadoras. Nas atividades de encaixe se utiliza do sistema de tentativa e erro, permanecendo algum tempo envolvida num brincar mais solitário.
Nossa garotinha gosta muito da companhia das colegas, mas às vezes se sente “sufocada” com uma colega em especial. A B. te uma adoração pela L. (pelas suas roupas, bico, cabelos!), mas não consegue muito sucesso nas suas aproximações, pois L. quando enxerga a B. se aproximando já nos avisa “pofe, pofe” ou já ensaia um chorinho cansado. Mostra-se irritada e incorfomada nesses momentos buscando por outras atividades para se acalmar e “despistar” a coleguinha.
Quanto à alimentação, L. continua com um ótimo apetite, aceitando todos os alimentos oferecidos (adora frutas e saladas!) e repetindo a refeição. Se utiliza da colher para fazer suas refeições (ás vezes a mão dá uma forcinha!), utiliza o copo de forma muito autônoma.
Após o almoço, segue uma rotina de higiene e sono. Na hora de lavar as mãozinhas começa a fazer o movimento sozinha, sabendo da importância desse momento, porém quando temos que lavar seu rostinho é uma briga só! Na troca de fraldas, alterna momentos de tranqüilidade com momentos de desconforto, parecendo não gostar da troca (sensações que podem estar sendo causadas pelo frio, ou pelo sono). Para dormir não apresenta dificuldades, sendo motivada para esse momento com músicas calmas e suaves.
Continuamos contando com a parceria que a família tem com a escola, para que no próximo semestre possamos contar muitas outras conquistas da nossa L.!!!!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

UMA PAUSA PARA (RE) PENSAR:

NÃO SEI...



Não sei...
se a vida é curta...
Não sei...
Não sei...
se a vida é curta ou longa demais para nós.
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que sacia,
amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo:
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira e pura... enquanto durar.


Cora Coralina

domingo, 6 de dezembro de 2009

PESSOAL!
RESOLVI COMEÇAR A PUBLICAR AQUI UM POUQUINHO DO MEU TRABALHO DE CONCLUSÃO. RETIREI ALGUMAS PARTES QUE SERÃO INSTRUMENTOS DE ALGUMAS REFLEXÕES. PEÇO QUE SE COPIAREM NÃO SE ESQUEÇAM DOS CRÉDITOS!!!!

MARISETE SCHMIDT




 INFÂNCIA , OU, POR ONDE ANDA ESSA CONSTRUÇÃO SOCIAL?


Saiba

Saiba: todo mundo foi neném
Einstein, Freud e Platão também

Hitler, Bush e Saddan Hussein
Quem tem grana e quem não tem
Saiba: todo mundo teve infância
Maomé já foi criança
Arquimedes, Buda, Galileu
E também você e eu
Saiba: todo mundo teve medo
Mesmo que seja segredo
Nietzsche e Simone de Beauvoir
Fernandinho Beira-Mar


(Trecho de uma música de Arnaldo
Antunes)

Arnaldo Antunes, através dessa canção, parece lembrar-nos disso: já fomos bebê, criança e já tivemos infância. Não iguais, mas com sabores inesquecíveis, para alguns doce, para outros amarga... Todos tivemos, muito lembramos e cada vez mais tentamos resgatar essas vivências para quem sabe entender as transformações vividas, para quem sabe questionarmos a humanidade, para trilhar outras possibilidades, para nos indignarmos, para gritarmos, para vermos novamente o verdadeiro ser criança, e esse, mesmo que na frente de toda a tecnologia, tenha o prazer de estar começando um pequeno mundinho, onde ele próprio faça suas indagações, que teste suas curiosidades e que descubra o seu espaço.
É impraticável falarmos sobre a infância e não nos arremessarmos ao nosso passado, sempre olhando com saudosismo essa fase que nem bem sabemos por que está tão mudada. A diferenciação entre as épocas faz com que não acreditemos que passar uma tarde jogando videogame seja brincar, sempre fazendo referência às antigas brincadeiras que tanto nos faziam feliz. Por já termos tido infância (mesmo que em outros tempos), acabamos comparando as nossas ações de quando éramos crianças, com as das crianças atuais.
De fato, ainda estamos muito enlaçados a uma visão de infância saudosista, o que é muito bom, mas penso que o seu desaparecimento, na verdade é uma adequação aos tempos em que vivemos. A infância na rua ou
no quintal de casa foi substituída pela infância em lugares coletivos, e esse, é o principal motivo de termos muito enfoque nessa questão atualmente. Temos que enxergar a infância, mesmo que ela tenha mudado suas características.
O questionamento a cerca da infância é fundamental para falarmos sobre a educação e cuidados dos pequenos em lugares coletivos. A visão histórica desse construto social perante a família, a sociedade e principalmente diante dos educadores da primeira infância, influencia todo esse fazer, que pode ser cheio de novidades, mas também com considerações ainda tão adultas, resultados de anos (posso dizer séculos?!) da não visão da criança como ser ativo, capaz de construir o seu conhecimento por meio de ações e interações com o meio que o cerca.
Em busca de respostas para essa nova visão de infância e de ser criança, encontramos algumas respostas em títulos de livros, que nos sugerem novas significações para o assunto: “Crianças, essas conhecidas tão desconhecidas”, “Infância Plural: crianças do nosso tempo”, “Criança pede respeito”, “O desaparecimento da infância”, ou ainda, “Com olhos de criança” e “Quando as crianças dizem: agora chega!”, isso para citar só os mais conhecidos dos professores que trabalham com os infantes.
Ao longo da nossa história temos os relatos das mais variadas infâncias, e nos livros acima citados encontramos estudos sobre a sua possível invenção, do seu esquecimento, do seu desaparecimento e do seu silenciamento. Bujes (2002) fala que essas características determinantes dependiam (e porque não dependem?) do tempo social, cronológico, geográfico.
A infância é um construto social, ou seja, ela sempre existiu, assim como as crianças, o que é diferente nessa existência são os contextos em que elas estão inseridas, a importância que lhes são dadas.
Corazza, de uma maneira bem divertida, relata a razão da infância ser uma construção social:


Até que um dia, faz mais ou menos uns 300 anos, as grandes deram de inventar um sujeito que chamaram de “Indivíduo”, para viver num período chamado “Modernidade”, que também estava sendo inventado. Este tal Indivíduo era um cara muito exibido, metido a besta, chato e irritante – “um mala-sem-alça”, como se diz hoje, e ainda sem rodinha, no meio da rua, de papelão e na chuva-, que começou a prestar atenção nas novas gentes. Não uma atenção desleixada e qualquer, mas uma atenção sem limites, que ambicionava darlhes uma “vida própria” (ele que criou essa expressão, com o sentido que queria), para fazê-las – como ele dizia- “existir” em separado das gentes grandes, em um mundo específico e autônomo, só delas! ( 2002, p. 32)

Explica-se desse modo o surgimento da infância que temos hoje, essa preocupação que se tem para com os pequeninos, e com tudo o que lhes pertence. E assim como no século XVII, em que as crianças eram adultos em miniatura, vemos novamente isso acontecer hoje com muitas crianças. As roupas são parecidas com as dos adultos (o mesmo modelo, cores, de repente com um pouco mais de brilho.), os sapatos (desde quando faz bem para os pés das crianças o uso de botas e sandálias altas?), os jogos e os entretenimentos
(celulares, MP3, MP4, DVD’S, CD’S) e quando nascem já tem um futuro estipulado (o que ele poderá ser quando crescer?). A infância passa a ser uma fase que deve ser ultrapassada, assim como a velhice é uma fase a ser alcançada. E esse ultrapassar, na verdade, é um vir a ser. São projeções adultas para o futuro da criança.

domingo, 29 de novembro de 2009

IDÉIAS SIMPLES







Alguns materiais do cesto dos tesouros.








Um pneu que serve como obstáculo: entrar, sair, sentar, tentar se esconder...






Um cesto plástico para fazer de conta que é um carrinho. É um refúgio para brincadeiras solitárias, um desafio em forma de brincadeira (entrar, sentar num lugar limitado - noção de espaço, empurrar - noção de peso)




Uma piscina de plástico com bolinhas ou outros materiais..... Muitas descobertas! (dá pra colocar guizos dentro de algumas bolinhas)

sábado, 28 de novembro de 2009


COLCHÃO DE BALÕES
Idéia simples: um saco de TNT fechado com velcro (você escolhe o tamanho) e muitos balões dentro.
Deixe o saco no chão da sala para que as crianças explorem livremente. Elas vão carregá-lo, deitar e sentar nele. Também pode-se mediar a interação com esse material, proporcionando pequenas massagens e incentivando-os a ficarem deitados sobre os balões. (Esperem a reação deles quando descobrirem que os balões podem estourar!)


III Seminário de Educação Infantil da Raio de Sol


Sei que já faz tempo, também sei que estou em atraso com as postagens!!!!! Mas não posso seguir adiante sem repassar para cá alguns registros que fiz durante a palestra do professor Altino José Martins Filho. Levem essas anotações como questionamentos...As respostas encontramos dentro de cada instituição, em cada docente disposto a pensar sobre a educação infantil, em cada indignação frente à denúncias (vamos lembrar da temperatura da comida servida, do aproximar-se para limpar o rosto ou o nariz de uma criança e sobre nossa própria formação).
Vamos lá?!

*Docência=Formação?
*Pensar na docência como crenças construídas
*Crianças não representam a infância. Elas VIVEM a infância!
*Como nos aproximamos de uma criança para limpar o nariz? (cumplicidade, conversa, respeito)
*Pensamos em coisas grande e falhamos ao pensar (ou seria não pensar?) nas coisas simples, óbvias.
*Temos que captar as peculiaridades da criança - pô-las em PROJETOS.
*Temos que saber que pedagogia defendemos!
*Vamos dizer não ao ativismo exacerbado de atividades...
*Porque silenciamos no ambiente escolar?
*Temos que nos autorizar a contestar!
*Falar mais sobre a formação de personalidade, inteligência.
*Dar direito para a criança transgredir.
*Criança: ter direito de não querer! Não se encomodar com os imprevistos.
*Permitir que as crianças descubram cantos e recantos, que investiguem.
*Fazemos muito e experenciamos pouco! (Fazer menos e com mais qualidade).
*Adulto: experimentar e não infantilizar.


Enfim, o professor Altino com certeza superou as expectativas. Vale lembrar que ele é de Florianópolis, terrinha de muita pesquisa, de profissionais com olhares e escutas voltados para toda a complexidade que envolve as instituições de educação infantil. Convido-os a ir em busca, ao encontro desses pesquisadores maravilhosos. Tem muita coisa aqui mesmo na net. Então aí vão sugestões para pesquisa:


*Luciana Esmeralda Ostetto

*Kátia Adair Agostinho

*Fernanda Carolina Dias Tristão


Para finalizar nesses encontros de formação e nos encontros com as crianças dentro das instituições devemos nos deixar marcar pelo seguinte questionamento:


*Com o encontro o que se altera em mim? E no outro?


"O real não está nem na chegada e nem na partida, mas na travessia". GUIMARÃES ROSA

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

III SEMINÁRIO DA EMEI RAIO DE SOL!!!!
Será amanhã e todas estamos ansiosas!!!! Toda a equipe de educadores da escola está empenhada em tornar esse evento tão grandioso quanto foi o do ano de 2008.
Aproveito para divulgar o blog que o grupo de educadores criou para compartilhar os projetos, as vivências, as idéias e sentimentos quanto a educação infantil em nossa escola.
Não esqueçam de comentar!!!

sábado, 26 de setembro de 2009

ESTAMOS PARTICIPANDO DA 13ª FEICCOM E DA 18ª FEMUCI - FEIRA MUNICIPAL DE CIÊNCIAS E IDÉIAS






Estamos expondo um pouco da nossa pesquisa, fotos do dia-a-dia na escola, alguns materiais construídos para a sala do Berçário e também nossas conquistas como as duas edições da Revista Projetos Escolares Creche e também esse blog!
Parabéns a todos os participantes!!!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

I Seminário Interno de Educação Infantil da EMEI Raio de Sol


Um sábado inteiro de muitas atividades: palestras, almoço e um workshop pra lá de legal! Todos os funcionários participaram e eu aproveitei uma brechinha nas atividades para tirar uma fotinho com minha colega de turma Carol. Costumo falar que só sou completa e vejo meu trabalho render quando estou com colegas cumplices, sensíveis, parceiras nas artes, bagunças, encrencas e afins!!! E assim é a Carol, uma colega que trabalha quantas horas mesmo? 12, 14, 16 horas por dia? As vezes acho que ela nem dorme...

Carol, muito obrigado por tudo!!!

domingo, 12 de julho de 2009

2º Simpósio Brasileiro de Educação Infantil - 27º Simpósio de Educação Infantil do Vale dos Sinos e do Caí

Eu e a colega Luísa fomos participar desse simpósio que ocorre a cada dois anos na nossa região. Foram dois dias em que escutamos outros educadores e especialistas em educação infantil. Tempo de reforçar idéias, repensar ações, trocar informações, conhecer outras realidades e se encantar com o mundo dos pequeninos.
Da minha parte, também fui apresentar um pouquinho da experiência que venho estudando nas turmas de Berçário e pela primeira vez pude falar do blog! Foi muito proveitoso e causador de um friozinho na barriga inesquecível (rsrsrsrsrsrs)!
Também pude participar de uma oficina com Altino José Martins Filho, autor que tanto utilizo como referência para falar de infância e da relação adulto/criança em ambientes coletivos.
Deixo aqui uma pontinha das sua provocaçlões/reflexões:
"Ninguém oferece ao outro o afeto que não tem, compartilha a experiência que não possui, indica soluções técnicas que não conhece, conta a história que não ouviu ou leu, estabelece relação/interação de respeito se não é bem acolhido."
Então vamos experienciando, vivenciando, transformando!!!
Eu e a Luísa já começamos!
ORALIDADE, ACUIDADE VISUAL, MEMÓRIA

Mais uma atividade das colegas Luísa e Stéfany!

Esses desenhos foram feitos com fita durex colorida. São chamativos, com formas simples e que realmente identificam os objetos que queremos que os bebês identifiquem (casa, sol, nuvem, árvore, flor, violão, lápis, etc). Através dos desenhos podemos criar histórias, mostrar detalhes, cantar musiquinhas, enfim... Eles adoram, tocam nos desenhos, começam a pronunciar as palavras, mostram empolgados que já conhecem aquele desenho. Não esquecer de proteger as imagens com contact ou durex transparente.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

REVISTA PROJETOS ESCOLARES CRECHE Nº 5
E não é que esse blog deu frutos?! Fomos descobertas pela jornalista Roberta Bencini, que colocou na revista uma matéria com o nome "Brinquedos alternativos". Vale a pena conferir, além dos materiais que já estão aqui no blog, há novas idéias e também fala muito na importância do professor/pesquisador. Não é por que fui citada na matéria, mas é que está "show de bola" mesmo!!! Não percam!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

O ESCONDERIJO

Essa caixa foi confeccionada pelas colegas Luísa e Stéfany e os bebês simplesmente adoraram. Também pudera ela proporciona inúmeras explorações que nem sei se vou conseguir colocar tudo registrado aqui nesse espaço!
A foto acima mostra a parte de trás da caixa com uma abertura mais alta para a saída dos bebês e com uma "portinha". Também tem desenhos feitos com durex colorido para estimular a acuidade visual e a oralidade.



Essa é a parte da frente com uma entrada mais baixa. Lá dentro foi colocado um "colchãozinho" (um saco de TNT com restos de tecidos), dando um aspecto aconchegante para o esconderijo. Lá dentro as meninas colocaram folhas de papel espelho de diversas cores para que refletisse a imagens deles. Nas laterais da caixa também tem buracos de diversas formas, alguns vazados, outros com papel celofane colorida ou então tule. A parte de cima da caixa foi tampada com TNT preso com velcro nas laterais para que tivessemos a possibilidade de também abri-lo para interagirmos com as crianças. Ficou muito legal!!!

Adicionar imagem

quarta-feira, 20 de maio de 2009

UMA BARRA PARA AUXILIAR OS PRIMEIROS PASSINHOS...

Para que os bebês pudessem usufruir de tentativas de um caminhar mais seguro improvisamos essa bara de madeira que fixamos na parede. Essa barra na verdade é um suporte de cortina, material de baixo custo e de muita utilidade. Além disso, a barra pode ser utilizada para colocar móbiles e outros materiais para manipulação.

quarta-feira, 6 de maio de 2009


NOSSA CASINHA DE PAPELÃO!!!

DETALHES TÉCNICOS: Ela foi confeccionada com uma caixa de TV de 33'' e pintada com tinta óleo ou esmalte, assim ela fica mais resistente. Nas laterais ela tem "janelas" redondas e dentro revestimos com imagens de revistas e plastificamos com fita durex larga.

DETALHES PEDAGÓGICOS: A casinha proporciona diversos jogos, nela podem brincar de maneira mais solitária, quando preferem ficar com um brinquedo só para si geralmente eles a escolhem como refúgio. A brincadeira coletiva também é estimulada nesse brincar, pois quando estão em pares descobrem as aberturas e as diversas formas de entrar nesse espaço: andando, engatinhando, arrastando-se. Sua estrutura e aberturas permitem que a criança a utilize como apoio para ficar de pé e interagir com os demais colegas.

HABILIDADES: *Ausência temporária (quem entra dentro da casinha some da visão dos demais colegas e quem entra não vê quem ficou do lado de fora, mas quando olha pela abertura das janelas e portas lá estão todos, ótimo para brincar de escondeu-achou!).

*Movimento (é possível que os próprios bebês mudem a casinha de lugar, eles fazem uma verdadeira mudança de ambiente!rsrsrsr).

*Linguagem, oralidade, percepção visual (através das imagens fixadas no interior da casinha).

*Solução de problemas (como entrar e sair da casinha, quantas crianças podem entrar, como fazer para olhar pela janela?)

*Curiosidade, interação


E muito mais..............

quarta-feira, 29 de abril de 2009

BRINCADEIRAS NA AREIA!!!

Tão importante, tão rico de sensações, brincar na areia é essencial!
No nosso caso, um movimento um pouco dificil de ser realizado, devido as diversas situações que são latentes numa turma de Berçário: alimentação, troca de fraldas, número de pessoas disponível para a realização desse movimento de sair da sala e ir para o pátio. Porém sempre que possível lá estamos nós!
O contato com a textura da areia, as sensações, o jogo simbólico (fazer bolinho, comidinha, castelinho), a interação dos bebês com os alunos das outras turmas da escola são intencionalidades que ficam por trás dessa gostosa brincadeira. Claro que a areia vai para diversos lugares: cabeça, dentro do tênis, boca (salve a fase oral!!!), mas ficamos atentas e tudo fica tranquilo !!!



"Como eu vou saber da terra,
se eu não me sujar?
Como eu vou saber das gentes,
sem aprender a gostar?
Quero ver com os meus olhos,
quero a vida até o fundo.
Quero ter barro nos pés,
eu quero aprender o mundo!"
Pedro Bandeira

quarta-feira, 15 de abril de 2009

NOVAS EXPERIENCIAÇÕES: BRINCANDO COM GELATINA

Uma bacia, muita gelatina, dez crianças e duas educadoras = Muitas descobertas!!!
O contato com novas sensações, novas texturas foi muito legal. Experimentaram levando a gelatina para a boca, para o rosto, mãos, e no final o corpo inteiro já estava "melecado". Foi uma festa!!! Também utilizamos coadores para que eles pudessem pegar a gelatina de outras formas.
Propostas como o brincar com a gelatina favorecem uma educação que prima por dar a criança espaços/tempos para que ela própria construa seus conhecimentos, desenvolvendo a capacidade de curiosidade, observação e busca por soluções de problemas existentes ou que venham a existir.

"Aprender precisa necessariamente incluir prazer. O prazer de criar, de transformar, de avançar em descobertas, de comunicar o que descobrir, de registrar o fruto das descobertas, de compartilhar com outros o caminho percorrido. É urgente instaurar o direito à alegria na escola."

Marita Martins Redin

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Berçário 2, um mundo de novas sensações!


Um novo recomeçar, novo ambiente, novas necessidades, quatro professoras maluquinhas começam a pensar o que é importante para essas crianças que vão partilhar quase 12 horas do seu dia.
Chegamos ao seguinte objetivo: Promover experiências no ambiente escolar, oportunizando o desenvolvimento de habilidades através das interações com o mundo físico e social.
Essas experiências, no nosso entendimento, oportunizariam vivências diferentes das que elas tem em seus lares. A relação com as diversas texturas e materiais, as tintas, as melecas, a água, o barro, a terra, a continuação do aprimoramento do jogo simbólico, do faz-de-conta, da imitação, do criar sem barreiras, mas também da liberdade com limites.
Tarefa difícil?!
Para as crianças vivenciar essas experiências está sendo fácil, fácil...!


PRIMEIRO CONTATO COM A TINTA
*Depois "carimbamos" os desenhos em folha de ofício.


PESCARIA DE PIRULITOS
*Eles tinham que pegar os pirulitos com os coadores, mas no fim a mão foi a melhor escolha!!!

Acho que a água chamou mais a atenção do que os doces!!!

quarta-feira, 25 de março de 2009

QUEM EDUCA, QUANDO EDUCA E COMO EDUCA?

Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer-
Ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer


Essas figurinhas agitam a Raio de Sol!!!
Desde que comecei a escrever o blog queria falar sobre elas, funcionárias da escola, educadoras por sincronismo!
A dupla Estela e Maria são um show, sempre ajudam as educadoras do Berçário nos socorrendo nos momentos complicados, acalmando as crianças que começam a adaptação, dando voltinhas pela escola, enfim...sempre com um olhar sensível no atendimento dos bebês.
A Neila, corre pra cima e pra baixo nos corredores, sempre com um sorriso no rosto, pronta para acalentar uma criança quando necessário.
A Tânia (representando as meninas da cozinha Lili e Nair), abraçaram junto com a gente a alimentação dos bebês no refeitório e não mais na sala, sempre entendendo as nossas necessidades e tentando amenizar a rotina existente na escola.
Valeu meninas!
TODAS JUNTAS SOMOS FORTES!!!!

quarta-feira, 18 de março de 2009








AGORA É A VEZ DO BERÇÁRIO 2
(1 ano a 2 anos e 5 meses)




Para começar a preparar a sala para receber os bebês tivemos que remodelar todo o ambiente: pintura nas paredes, nas estantes, confecção de material, fabricação de móveis (isso mesmo, quase que a escola vira uma marcenaria!!!!). Assim lá fomos nós colocarmos a mão na massa (acho que seria melhor a mão no pincel!). A colega da foto acima é a Stefane dando um trato na estante que já estava velhinha.
E a Luísa pintando o portãozinho?! Ficou com outra cara!!! Aliás a sala inteira e é esse planejamento de espaço que realizamos no inicio do ano letivo que nos ajuda a conduzir o trabalho que se realizara daqui por diante. Nosso espaço ainda está em construção, mas já está atendendo os interesses dos bebês, que agora já estão andando, correndo, pulando!

Essas fotinhas mostram um pouquinho da nossa salinha, nosso refúgio, nosso ponto de encontro, descanso e descobertas!

Nossa estante para facilitar o livre acesso das crianças até os brinquedos, proporcionando a livre escolha dos materiais, além de todo o trabalho de discriminação visual, tátil, auditivo ao manusearem os brinquedos. Essa estante também vira um ótimo "túnel", proporcionando que eles passem por dentro das repartições! Claro que para isso, eles retiram todos os brinquedos dela, o que faz parte da intenção do material!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Mais um pouquinho sobre Berçário!!!!

Olha aí eles brincando de pega-pega!!!


E olha o passeio no berço!!! Depois que eles descobriram que o berço se movimentava ele nunca mais parou no seu devido lugar! Tinha dias que eles se uniam e resolviam modificar toda a sala!
Conseguem escutar o que falam? O que seus olhares transmitem? Entendem seus desejos, anseios, medos?
Nesses momentos nos tornamos tradutoras das nossas crianças, assim além de proporcionar momentos em que elas sejam as produtoras dos acontecimentos também devemos buscar referências para esse trabalho diferenciado. Será que estamos certas nas atitudes, nas concepções???
"[...] Conhecer as crianças não é mais para se buscar regularidades como se pretendia com a psicologia do desenvolvimento, mas sim para se pensar em "muitas e diversas infâncias, construídas para e por crianças em contextos específicos" (Moss, 2002, p.237). Essas diversas crianças, vivendo infâncias singulares, podem dar-nos pistas para que construamos políticas públicas e formas de atendimento que as respeitem em suas especificidades. Assim, entendo que as instituições de educação infantil não devem ser concebidas como simples lugares de aplicação de saberes, mas como produtoras de conhecimentos sobre a infância." (Tristão, 2005, p. 50)
Referências:
TRISTÃO, Fernanda Carolina Dias. Você já viu que ele já está ficando de gatinho? Educadoras de creches e desenvolvimento infantil. In: FILHO, Altino José Martins (Org.). Criança pede respeito: temas em educação infantil. Porto Alegre: Mediação, 2005. p. 27-62.
TUDO!!! AGORA E AO MESMO TEMPO!!!!
Com o tempo aprendemos como é importante respeitar e principalmente escutar os bebês! É incrivel como eles nos dizem o que querem, o que precisam, o que querem descobrir e também o que querem esquecer...
A sala da foto acima era um espaço pouco utilizado na sala do Berçário, nela tínhamos um amontoado de berços (que não eram usados, já que julgamos mais seguro o sono nos colchonetes) e de cadeirinhas para refeições. As constantes fugas para esse espaço assim que abríamos a porta nos mostrou que eles precisavam de mais espaço, de mais desafios, de novidades, de enxergar mais a escola e os outros colegas das outras turmas. Era preciso ver o sol, a chuva, brincar com as sombras... Com muita força de vontade, cooperação, pensamentos conjuntos conseguimos tornar esse espaço um lugar de encontros, de risos, de descobertas.
Perto da janela fizemos uma escadinha com os colchões, assim ficam mais perto de quem está na rua, fortalecem sua musculatura, aprendem a ter um maior dominio motor e principalmente brincam muito!!! Vocês acreditam que eles brincam de pega-pega?! Um bebê sobe no colchão e chama o outro, e quando este sobe ele desce e assim ficam brincando, rindo, engatinhando, arrastando e caminhando de um lado para o outro da sala! É mágico!!!!
E olha que enquanto esse lugar é escolhido para uma grande "bagunça", outros o escolhem para relaxar, descansar e até dormir! (Logo tiramos ele dali, não se preocupem que ele não caíu do colchão!rsrsrs).


E por falar em dormir, eles escolhem cada lugar....

sábado, 31 de janeiro de 2009

TAPETE DAS SENSAÇÕES ("arte" da professora Maila - Faculdades Equipe)


Ela tinha que fazer uma atividade que envolvesse uma turma de berçário e nos deu esse lindo presente. A idéia consiste na exploração dos mais variados objetos colocados dentro do tapete que tem seis divisões acessíveis por um fecho colocado na lateral do material. Os bebês chegam até o tapete engatinhando, atraídos pelo colorido do material e pela possibilidade de manuseio. Nas divisões, a Maila colocou bexigas coloridas, serragem, papel picado, papel crepom, celofane, sendo possibilitado a troca desses materiais a qualquer momento.
Um dia desses colocamos numa das repartições bolinhas de gude, muitos bebês tentaram pegar as bolinhas, permaneciam por um longo período segurando-as com as pontinhas dos dedos, chateados com a separação que o plástico mantinha do tão desejado material!!!
E qual a intencionalidade do material? Solução de problemas, percepção tátil, visual, auditiva, coordenção, curiosidade, memória, entre tantos outros!
Obrigado pelo presente Maila!!!!
TRABALHOS REALIZADOS POR ALUNAS DA UFRGS (DÁ-LHE JULIANA E SABRINA)


Aquelas foram semanas de muitas novidades para os bebês! Puderam apropriar-se de materias diferentes e repletos de intencionalidades. As fotos acima são criações da Ju, materiais que ela pensou a partir das músicas do cd Os Saltimbancos, que eles amam e também fazem parte das primeiras vocalizações deles (Au-au-au, ia-iô, miau-miau-miau, cocorocó). Vocês tem que ver aqules tocos repetindo do nada a introdução da música, ou então acompanhando com balbucios e risadas.
A primeira foto é um "mural" com estímulos, as crianças podem retirar os cartões que representam os personagens dos saltimbancos e também são chamadas a descobrir outros cartões escondidos, trabalhando também a ausência temporária. A segunda foto são livrinhos com muitos desafios visuais, sonoros e táteis. E a terceira foto são dedoches em feltro dos personagens, e olha como eles são espertos e ousados: já estavam contando histórias! Só precisavam de uma ajudinha para que o dedoche fosse para o pequeno dedinho!!!!

Cabe deixar claro que não houve um projeto (tipo os animais, os bichinhos, ou música), as meninas criaram atividades dentro das especificidades da faixa etária, sempre atentas para as curiosidades que estavam sendo despertadas. Durante o dia as atividades eram proposta naturalmente, assim como surgiam outras brincadeiras que já estão no nosso contexto de vínculos e de atendimento individual.

Atrás dos dedoches, a Jú colocou velcro para que eles "grudassem" nas meias e roupas dos bebês. Exercitavam assim a pinça fina, noção de causa e efeito, coordenação motora e muitas outras sensações (até irritação: "que coisa é essa que fica grudando na minha roupa?").

E a bandinha montada pela Sabrina?! Juro que essa foto não foi combinada. Eles se juntaram sozinhos e tinham que ver o barulho! Tinha até uma bateria dessas com pilha que eles não paravam de tocar! Só entre nós: as vezes tínhamos que desligar para não ficarmos loucas! Ah, eles tem uma atração por baquetas, tivemos muitas disputas na sala por conta desse material...Para a bandinha valia de tudo: teclado de computador, garrafas pet com pedrinhas, pandeiros de brinquedos, chocalhos, sineta, brinquedos sonoros com liga e desliga, enfim....

Valeu meninas!!!!

sábado, 24 de janeiro de 2009

O CESTO DOS TESOUROS OU
O BAÚ DAS DESCOBERTAS



Eles adoram! É o começo do brincar heurístico (pelo menos o percebido por nós!), um brincar com significações e com sabor de descoberta.
Esse é um cesto com vários objetos: potes, óculos, bonés, caixinhas de cd, cd, embalagens de xampu, suco, leite, caixinhas de remédio, pedaços de madeira, colares, entre outras bugigangas que vamos encontrando e percebemos o real interesse dos bebês, na maioria das vezes objetos proibidos pelos adultos...
O cesto dos tesouros é um dos poucos materiais que não ficam ao alcance deles. Colocamos o cesto no chão numa sala mais espaçosa e sem os demais brinquedos. Eles ficam um tempão brincando super concentrados, tiram e colocam os objetos no cesto (olha aí a noção espacial), testam leis da física entrando sozinhos para dentro do cesto, percebendo que seus corpos se adequam aquele espaço e também entram quando já tem um colega dentro, comprovando que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço! Se bem que eles sempre encontram um jeitinho!!!rsrsrs
O cesto é ótimo para incentivarmos o inicio do jogo simbólico e também a imitação. Um bebê não pegará o óculos que está no cesto e colocara no rosto, primeiro ele vai observar o adulto fazê-lo, daí a importância do educador interagir/mediar/participar com o bebê da brincadeira. Com as fotos conseguimos registrar alguns momentos fantásticos. A foto ao lado não tem som, mas tinham que vê-lo fazendo o barulho do suco caindo na caneca e depois guardando a caixa do seu "precioso líquido" em outro recipiente. Nem dá pra acreditar que eles nem engatinhavam quando chegaram na escola!!!




EU VOLTEI !!!!!

Eis aí a prova do crime! Agora sou uma pedagoga, com grau e título, e para minha felicidade pude compartilhar com amigas e colegas de trabalho, parceiras no trabalho com a educação infantil! Valeu amigas!

Quero também agradecer ao pessoal do blog (quem escreve e quem o lê), já que ele foi uma parte importante para o meu trabalho de conclusão. Fico grata por todos os comentários e pela possibilidade de compartilhar experiências com tantas educadoras maravilhosas. O trabalho "Enfim, o Berçário apareceu: Ações reflexivas na busca de uma práxis sensível e compartilhada" não vai parar, logo, logo vocês tomarão conhecimento dele (nem sei por onde começar, ou seria continuar?!)

Em 2009 vou iniciar o trabalho com a turma de Berçário 2, ou seja, vou acompanhar meus bebês para uma nova fase e assim vou ter que correr para mais leituras e descobertas sem fim e nisso vocês vão me acompanhar novamente!Minhas novas colegas de trabalho (Carol, Luiza e Stefane) também vão se aventurar aqui pelo blog (ainda vou avisá-las sobre isso!!!).

Então é isso...

Bjs Marisete

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Notícia Importante:

A Educadora Marisete formou-se como
Pedagoga no dia 16 de janeiro de 2009.
Parabéns Mari, saiba que torço muito pelo seu sucesso e que esta é apenas uma etapa da caminhada docente repleta de competências em que se fará sua vida profissional!
Um beijão, Cláudia Sikilero.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Avaliação no Berçário: um processo participativo


A avaliação deve ser entendida como uma prática investigativa e não sentenciva, mediadora e não constatativa. Não são os julgamentos que justificam a avaliação, as afirmações inquestionáveis sobre o que a criança é ou não é capaz de fazer. (HOFFMANN, 2000, p.15).


Sendo assim, acredito ser incompatível com os objetivos da Educação Infantil uma avaliação excludente, classificatória e emancipadora, que subjuguem os alunos como fracassados ou competentes, trazendo a eles rótulos que poderão perdurar por toda sua vida, e não apenas no cotidiano escolar. “Mediante acompanhamento e registro do seu desenvolvimento...” (LDB, 1996), que são feitos de modo continuo em toda prática do educador, que, aliás, pode vir a ser permeada por julgamentos, crendices e modos de valorar e selecionar, o certo ou o errado, o acerto e o fracasso, de acordo com a história de vida e profissional do educador, assim como o modo como ele vê o ensino e a aprendizagem. Por isso, é sempre imprescindível, além da atenção constante e os registros, que o Educador tenha claro as finalidades de estar avaliando seus educandos, sabendo qual a intenção da escola, e sua valia na vida da criança. Torna-se assim de grande valia, além dos registros e observações, uma prática participativa pouco versada na Escola da Infância: o Conselho de Classe.



Conselho de Classe é uma reunião onde supervisores, orientadores, professores e alunos discutem acerca da aprendizagem, seus desempenhos e avaliações. No Conselho de Classe, mais do que saber se o aluno será aprovado ou não, objetiva-se encontrar os pontos de dificuldade tanto do aluno quanto da própria instituição de ensino na figura de seus professores e organização escolar. Desta forma, busca-se a reformulação nas práticas escolares a partir das reflexões realizadas na discussão em conselho de classe. (WIKIPEDIA, 2007)


Esse conceito trazido por um dicionário virtual, não está em todo incompleto, pois realmente o processo avaliativo se objetiva em grande parte por constatar os déficits das aprendizagens e ensino para que se reformule a prática docente, no entanto, acredito que seja preciso completar a essa conceitualização a necessidade de não apontar os fracassos dos alunos e sim seus êxitos e progressos, assim como as intervenções do professor perante as dificuldades que possam ter surgindo durante o decorrer de processo ensino- aprendizagem. Outro aspecto relevante ao conselho de classe é o seu caráter coletivo e participativo. “O conselho de classe ajudaria a resgatar a dimensão coletiva do trabalho docente” (FERNANDES apud. HOFFMANN, 2003). Seria esse, todavia, um espaço rico de trocas entre os professores que atuam com os mesmos alunos, que juntos buscariam estratégias para qualificar as aprendizagens dos alunos afim de atingirem objetivos comuns, auxiliando para o melhor desenvolvimento tanto dos discentes como de seu próprio oficio docente. No conselho de classe são ouvidas as vozes de: professores, supervisores, orientadores e alunos, como perceber o que querem do processo avaliativo crianças tão pequenas, como os bebês? Logo que nasce, o recém-nascido, tendo sua experiência de vida recente, tem seu suporte básico biológico e restrito em significações. No entanto, essas significações irão se ampliando com o contato e as ações que farão com os adultos e seus pares. E as pessoas que interagem com mais constância e vinculo afetivo com os bebês, estão auxiliando a escrever e construir atribuições que vão delimitar quem é esse bebê e que sentidos tem validade em sua vida.


Nascer significa ver-se submetido à obrigação de aprender. Aprender para construir-se, em triplo processo de “hominização” (tornar-se homem), de singularização (tornar-se um exemplo único de homem), de socialização (torna-se membro de uma comunidade, partilhando seus valores e ocupando um lugar nela). Aprender para viver com os outros homens com quem o mundo é partilhado. Aprender para apropriar-se do mundo, de uma parte desse mundo, e para participar da construção de um mundo preexistente.(...) Nascer, aprender, é entrar em um conjunto de relações e processos que constituem, um sistema de sentido, onde se diz quem eu sou, quem é mundo, quem são os outros. (CHARLOT apud. TRISTÃO, 2006, p.48)


Tristão no livro Infância Plural: crianças do nosso tempo (2006, p:48), em um artigo onde fala sobre o trabalho pedagógico com bebês, cita Bernard Charlot que faz alusão da prática educativa como o tornar-se homem, torna-se sujeito. Para essa transformação as mediações e interações são essenciais. Sendo assim, retomo o que havia sido questionado sobre o Conselho de Classe: De quem seria então olhar sensível a auxiliar (como portadores da vontade dos bebês) os educadores a complementar o processo avaliativo? A resposta a essa questão é bastante simples, mas nem por isso tem menos importância no contexto da Escola de Educação Infantil, em especial no ensino dos Berçários. Afinal, quem deve ser a parceira nessa aprendizagem e avaliação formativa deve ser a família. Lugar onde a criança estabelece as principais relações de vinculo e apegos, e que com certeza tem a maior responsabilidade na (de) formação da personalidade desses sujeitos, que acaba influenciando diretamente no modo como interagem, se relacionam e apreendem o mundo e seus saberes. Diante disso, para saber o que pensam os pais sobre a aprendizagem de seus filhos e seus progressos, tanto na escola, como em outros ambientes em que interatuam, é nessessário que os educadores responsáveis pelos Berçários e a supervisão educacional estejam dispostos a escutar o que as famílias tem a dizer sobre a aprendizagem de seus filhos, conduzindo diálogos de modo bastante informal, afim de que os progenitores se sentissem impelidos a darem sua opinião e a dizerem o que pensam sobre seus bebês, avaliando assim também, de seu modo, a prática pegagógica.



As equipes das creches e pré-escolas , apesar de reconhecem a importância do trabalho com a família, costumam considerá-la despreparada e menos competente que o professor, particularmente em se tratando de famílias de baixa renda ou famílias formadas por pais adolescentes. E se aborrecem quando os pais contestam o trabalho da instituição e buscam controlar o que é proposto a seus filhos. (OLIVEIRA, 2007, p.177)


Ao contrário disso, é preciso que a escola reconheça o modo com os pais pensam e que proponha às famílias a participação na discussão da proposta e de seus objetivos, corroborando para que as metas de aprendizagem seja atingidas e (re) avaliadas.



POSTADO POR CLÁUDIA TAPIA SIKILERO



Referências Bibliográficas:
HOFFMAN, Jussara. Avaliação na Pré-Escola: um olhar sensível e reflexivo sobre a criança. Porto Alegre: Mediação, 2006
Wikipédia, a enciclopédia livre. Acesso em out.de 2007.
OLIVEIRA, Zilma Ramos de. Educação Infantil: Fundamentos e Métodos. São Paulo: Cortez. 2007
FILHO, Altino José Martins; TRISTÃO, Fernanda Caroline Dias; RACH Olpna Patricia Freire; SCHNEIDER, Maria Luisa. Infância Plural: crianças do nosso tempo. Porto Alegre: Mediação, 2006.
CARDOSO, Fernando Henrique; SOUZA, Paulo Renato. Lei de Diretrizes e fases – Lei nº 9394/96, Brasilia, 1996.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Sou professora de bebês!

Boa tarde!
Nossa! Que vergonha, me sinto ausente demais deste espaço maravilhoso de
aprendiza-
gens!
Contudo estou aqui!!! Apesar de já terem mencionado meu nome por diversas situações nos textos deste blog (obrigada colegas), acho educado me apresentar com civilidade (hehehe): Sou Cláudia, professora apaixonada da Educação Infantil.
Não pertenço mais a Escola Infantil Raio de Sol (pelo menos não em corpo, mas meu coração sempre estará com essas queridas pessoas que fazem parte desta instituição de ensino).
E me sinto devidamente autorizada a dar minha contribuição neste espaço virtual, afinal, além de ter uma relação amorosa com a educação com bebês, Marisete (a idealizadora deste blog) e eu, fomos as criadoras (sem falsa modéstia) de uma transformação mágica e legítima em uma turma do Berçário 1 (no ano de 2007) na Escola Raio de Sol.
"Decidi, quero assumir as responsabilidades de ser docente em uma turma de bebês!"
Quando essa afirmativa começou a fazer parte do meu cotidiano encontrei alguns preconceitos e vi o quanto essa faixa etária carrega forte o prisma do cuidado.
Alguém me diz:
"- Olha bem, fazendo pós graduação para trocar fraldas!"
Outra observação:
"-Que pena colocá-la no berçário, és uma professora tão qualificada."
Fica evidente que para os profissionais da educação, e concebido socialmente, só são valorizados situações de possível ensino-aprendizagem, caso haja produção de materiais concretos. As mediações, as trocas e a relação de afeto entre educadores e educadoras com os educandos do Berçário, por tanto, nesta concepção, não seriam tomadas como aprendizagens, mas apenas como situações de zelo, que poderiam ser desempenhadas por qualquer adulto cuidador.
As instituições de Educação Infantil costumam organizar seu quadro de professores estabelecendo alguns critérios na escolha dos docentes responsáveis pelo Berçário, levando em consideração traços de personalidade e experiência familiar, ou seja, de preferência que sejam professoras, calmas, pacientes, com filhos, mais velhas e com menos formação. Afinal, os professores e professoras mais qualificados necessitam, conforme esse juízo, receber encargos mais importantes, como ministrar aprendizagens e saberes nas turmas de crianças mais velhas e “capazes” de produzirem atividades palpáveis.
Se pensarmos nesse papel da professora como mentora de um espaço agradável, aconchegante, seguro, mas também estimulante e desafiador para cada uma das crianças. Se pensarmos que essa mesma professora respeita os tempos e ritmos dos pequenos, se pensarmos que a base do planejamento dela não são atividades, mas relacionamentos intensos entre todos aqueles que compõem determinada comunidade de educação, podemos afirmar que o papel dessa professora é permitir que as crianças experimentem no contexto da creche. (TRISTÃO, 2004)
A sutileza marca o papel dessa educadora, que deve levar seu ofício com seriedade e qualificação sim!!! Observando e sendo atenta a particularidade de cada bebê, sem abrir mão da práxis em seu fazer pedagógico e cuidador, pois quanto mais (in) certezas moverem sua capacidade de ver os educandos, mais apta estará para desenvolver seu olhar em relação a eles e as necessidades de flexibilização no ambiente educador.
REFERÊNCIAS:
TRISTÃO, Fernanda Carolina Dias
Acesso em nov. de 2008
Postado por Cláudia Tapia Sikilero

terça-feira, 21 de outubro de 2008



A música é muito importante para a interação da criança com o meio, ajuda a criar vínculos com os bebês. E o violão é um parceiro muito especial, apesar das educadoras só tocarem "pedrinha n'água"!rsrsrsr
Brincadeiras a parte o som das cordas chama muito a atenção dos pequenos que logo formam uma rodinha para acompanhar a cantoria! E se deixar o violão no chão, todos se arriscam a tocar. Não é por nada que nosso violão agora só tem 3 cordas!!!




Esse era nosso cantinho para acomodar os bebês menores. Colchonetes no chão, nossa "centopéia", a calça pedagógica e os móbiles (com chocalhos, balões, bichinhos de plástico) pendurados no forro da sala e ao alcance das mãos dos bebês. Esse cantinho muda de lugar toda semana, variando conforme a necessidade de exploração das nossas crianças.


O "mosquiteiro" de tule é muito apreciado pelos nossos bebês. Através dele, muitos jogos vão sendo criados. Adoram brincar em pares de esconde-esconde, dando inúmeros gritinhos quando descobrem o rosto do colega que se escondeu atrás do tule!
Esse recurso nos proporciona o trabalho de ausência temporária, nos ajudando inclusive no processo de adaptação, já que percebem que o que desaparece logo poderá retornar. Além disso, o tule dá uma sensação gostosa nas mãos e muitos também o levam à boca, não esquecendo que é por ela que nossos pequenos começam suas primeiras descobertas!!!!
QUANTO TEMPO HEIN??????????!!!!!!!!!!


Então, o fim do ano se aproxima, começamos a fazer aquele montão de coisa que deixamos para trás, finalizações de projeto, relatórios das crianças, e mais nossos projetos pessoais (que no meu caso é meu TCC!) e o tempo fica curto, mas no fim tudo se ajeita!!!

Selecionei algumas fotos de materiais que temos na nossa sala e farei um breve comentário:

Pneu de carro forrado com tecido, possibilitando a posição sentada para os bebês que ainda não sentam e também serve de obstáculo na sala (os bebês entram e saem do pneu livremente).



Uma visão dos materias dispostos na sala.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Perdas para a Raio de Sol!

Esse último mês não tem sido muito legal para o nosso grupo de educadoras....
Há poucas semanas a professora Adriana foi trabalhar em outra cidade e agora a Cláudia (parceira no trabalho com os bebês) também vai deixar nossa escola...
Nem gostamos de pensar sobre isso, criamos vínculos muito grandes, rimos juntas, brincamos, brigamos, fizemos festa mesmo quando não tinha festa....E os lanches e a falta deles (quem aí tem pão, margarina, leite, café!!!), a hora do intervalo nunca mais será a mesma...
Mas sabemos que tudo é para um bem maior ( Soube que a Adri agora chega em casa as 18h30 min, que inveja!!!) e a Cláudinha vai ser minha conterrânea (vamos fazer compras juntas, como quando compramos o meu All Star roxo!), além disso agora ela vai ter mais tempo e vai postar no nosso blog!

ADRI E CLAUDINHA


SENTIREMOS MUITO A FALTA DE VOCÊS DUAS!!!!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

PARA PENSAR NO TRABALHO COM AS TURMAS DE BERÇÁRIO:


"Até aqui, nossa prática tem sido marcada por crenças (ou descrenças) bastante limitadoras inspirando uma atuação nos moldes médicos e familiares e amparada numa noção de cuidado bastante pobre e restritiva que se coloca muito mais a serviço do automatismos e dacomodidade dos adultos do que das reais necessidades das crianças." (BORGES, LARA, p. 87)


BORGES, Maria Fernanda Silveira Tognozzi; LARA, Maria Lúcia Martins Pinto. Descobrindo bebês - implicações do trabalho com crianças de 0 ma 1 ano. In: SOUZA, Regina Célia de, BORGES, Maria Fernanda Silveira Tognozzi (orgs). A práxis na formação de educadores infantis. Rio de JAneiro: DP&A, 2002, p. 85-103.

FRALDÁRIO

Sabemos que a troca de fraldas torna-se um momento de contato físico, de toque, de carinho e de brincadeiras e para tornar esse espaço ainda mais propiciador desses eventos colocamos uma barra com figuras para criarmos histórias, desenvolvermos a linguagem (tem bebê que já aponta para a figura e fala "nenê") e a acuidade visual.
Também temos um móbile acima do trocador, colocado de forma que o bebê possa agarrá-lo. Esse móbile é sempre diferente: pode ser um ursinho, um ioiô luminoso, uma mola maluca, um chocalho ou até um balão.

REDE!!!

Essa rede é tudo de bom!!!!
Uma oportunidade para um contato mais particular com cada bebê, onde podemos dar uma atenção especial, cantarolar musiquinhas, fazer brincadeiras mais individuais num embalo gostoso que só a rede proporciona.
Também é um lugar mais reservado para momentos em que eles estão mais chateados (bebês também gostam de ficar pensado com os seus botões!). Assim proporcionando na sala espaços de interação coletiva e também de privacidade.
OBS: Embaixo da rede colocamos colchonetes e acima alguns móbiles para manipulação.

CALÇA PEDAGÓGICA!!!

Essa é a calça pedagógica! (Confecção da profª Marlene)

Ela foi enchida com retalhos de lã e fibra e após costurada. Nessa calça nós tiramos um pouco das pernas para que ela ficasse mais curta (ficou quase um calção!). Também colocamos alguns estímulos, como bolsos, cordões soltos e barbantes com brinquedos para manipulação. Os bebês que ainda não sentam têm na calça uma ótima oportunidade de interagir de uma melhor forma com os colegas, também desenvolvem seu tônus muscular, começando um trabalho de controle motor, já que com os braços se seguram nas pernas da calça e começam a fazer força para ficarem sentados. Quado eles começam a ficar sentados sozinhos, a calça é um material que oferece segurança, já que não permite que o bebê caía para trás, nem para os lados.
Ah, alguns bebês também gostam de tirar um soninho nas pernas da calça, deve ser muito bom!!!
Essa outra calça é menos "volumosa", foi nossa primeira tentativa e agora usamos ela para que eles durmam mais aconchegados, ou para colocar no berço (assim dormem um pouco mais levantados), também pode ser usada para livre exploração!


sábado, 16 de agosto de 2008

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

CAIXA SONORA


Que invenção barulhenta!!!!
Essa é uma caixa em MDF, onde colocamos na sua lateral um alarme com sensor de aproximação (custa mais ou menos três reais), assim quando a criança abre a caixa o alarme soa e quando ela fecha ele para de tocar. Detalhe: o alarme possui um botão liga/desliga para quando não quisermos que ele dispare.
Se está pensando que os bebês se assustaram com essa invenção, está enganado! A caixa fica pelo chão da sala e os bebês tem livre acesso à ela, assim, por vezes ninguém mexe nela (tbm sabem que se abrirem ela vai fazer um barulhão!) e em outros momentos se divertem abrindo e fechando a caixa sem parar!
A intencionalidade pedagógica que tivemos ao bolarmos esse brinquedo foi pensar na solução de problemas como um desafio, repleto de curiosidade e ao alcance das mãos dos bebês.
Já notaram como os bebês gostam de ligar e desligar interruptores de luz? De repente percebem-se como produtores de ações e reações, como com um toque ele acendo uma luz (e o que é luz mesmo?) ou ainda produz um som que só pára quando a tampa da caixa é fechada!
Então é isso....Qualquer contribuição COMENTEM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 12 de agosto de 2008


Túnel


O TÚNEL DO BERÇÁRIO!

Essa caixa é um túnel fantástico!!! Já temos esse material há 2 anos letivos ele é pintado com tinta óleo para ficar mais resistente a ação dos nossos bebês (bocas e mãos muito ágeis!).
Sua intencionalidade é trabalhar a ausência temporária (quando entra no túnel para onde vão os colegas?), a percepção de espaço (dentro/fora), e a interação entre os bebês, já que é um ótimo começo para as primeiras construções de jogos simbólicos.
Nosso próximo passo será a colocação de fitas numa das saídas, para criarmos uma barreira e vermos qual será o reação dos bebês com a inserção desse material num brinquedo que já estão acostumados a brincar, além disso estaremos proporcionando a manipulação de diferentes materiais, a percepção visual (nas cores das fitas) e solução de problemas (o que será que farão para tranpôr as fitas?)



AMAMOS CAIXAS!!!!!

Essas caixas são os curingas da nossa salinha!!!
São caixas de papelão (dentro colocamos garrafas PET vazias e com tampa), encapadas com papel colorido e protegidas com papel contact ou durex largo.
Com elas os bebês fazem de tudo, até as utilizam como uma espécie de andador, é um ótimo apoio para as primeiras tentativas de se colocarem em pé e começarem a andar. Também trabalhamos com o equílibrio, com a linguagem, com a percepção tátil e visual.
Vale resaltar que não podemos ter medo em deixá-los ousar! Por vezes pegamos nossos pequenos tentando subir nelas, e olha que eles conseguem fazer cada uma...Ficamos por perto para ajudá-los no que for preciso, mas nunca os privamos de fazer uso desses materiais.


quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Recebemos esse selinho da amiga Sandra do blog Jardim da profª Sandra.
Obrigado colega!!!!

Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro mostra, em cada dia, no seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. Que em suma, demonstram a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as suas letras, entre as suas palavras.O Prémio Dardos tem certas regras:

1. Aceitar exibir a distinta imagem
2. Linkar o blog do qual recebeu o prêmio
3. Escolher quinze 15 blogs para entregar o prêmio
Estou repassando o selinho para as colegas dos blogs:

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Sei que estou com as postagens em atraso!!!!!!!!!!Então, tentarei me redimir!
Nos dias 23, 24 e 25 de julho tivemos a Jornada Pedagógica do município de Esteio e este ano tivemos como palestra de abertura o seguinte tema: "Vencendo desafios e construindo o seu futuro" com Eduardo Shinyashiki.
Confesso que adorei, e além de encantar-me com o jeito dele "hipnotisar" nossa atenção, aprendi um pouquinho mais a respeito de algumas coisas que ainda tinha dúvidas na questão da aprendizagem dos bebês:
* A criança sempre tem um novo olhar para tudo (por isso olha inúmeras vezes o mesmo filme!)
*Quando os nossos neurônios começam a "conversar" ocorrem as chamadas SINAPSES, e estas acontecem quando nos sentimos estimulados a fazer, descobrir algo.
* Uma criança de 0 à 2 anos tem mais ou menos 300 trilhões de sinapses no cérebro.
*Uma criança após os 2 anos começa a perder a sua vontade de experimentar (mais ou menos 150 trilhões de sinapses). Provavelmente isso ocorra devido a forte influência que o adulto exerce sobre a criança (homogeneizando, disciplinando)
* E olha só: o adulto tem mais ou menos 30 trilhões de sinapses!!! Somos previsíveis, fazemos tudo mecanicamente.

Dessa parte da palestra pensei que:
* Fazer um trabalho diferenciado com nossas crianças é essencial (chega de modelos!!!)
* E eu enquanto adulto, vou me arriscar mais, descobrir mais, sem medos, sem amarras (quero ter muitas sinapses, como os meus bebês!!!)

Também fiz outras duas oficinas que estavam muito prazerosas (uma na área de educação infantil e outra sobre construção de espaços virtuais!)

domingo, 27 de julho de 2008

MAIS UM SELINHO!!!

Ganhamos esse selinho da amiga Márcia do blog Espaço da Criança!
É um carinho para as amigas blogueiras que investem na proximidade e na partilha de idéias!
Vou oferecer oferecer este selinho para as amigas dos blog's:

sexta-feira, 25 de julho de 2008


Essas fotos foram feitas pela minha colega de escola e de oficina Ana Dora, não ficaram lindas!?
Em breve, vídeos de nossa sala e dos movimentos dos nossos pequenos!

OFICINA (CONSTRUÇÃO DE ESPAÇOS VIRTUAIS)




Estou fazendo uma oficina de construção de espaços virtuais, durante a semana da Jornada Pedagógica da cidade de Esteio-RS.

A partir de agora as fotinhas terão uma nova cara (hehehehe)!!!!

Não ficou uma gracinha?!

domingo, 20 de julho de 2008

PISCINA DE BOLINHAS

Essa é a nossa piscina de bolinhas!
Ela fica o tempo todo na nossa sala e os bebês tem livre acesso à ela, podendo entrar e sair sozinhos. Os menores (que ainda não sentam) tem um maior apoio já que ela é alta, ou podem ficar deitados. Assim, trabalhamos o controle motor e a percepão espacial.
Em algumas bolinhas pequenas fizemos um corte com estilete e colocamos um guizo dentro, deixando algumas bolinhas "sonoras". Também disponibilizamos outras bolas, com tamanhos, cores e texturas diferenciadas, trabalhando a percepção visual, auditiva e tátil.
As atividades com bolas promovem momentos de descobertas incríveis (já viram quanto tempo um bebê fica batendo uma bolinha na outra?), promovendo interação e o desenvolvimento dos pequenos.
No começo do ano, tínhamos que colocar os bebês lá dentro e agora nos surpreendemos quando eles vão sozinhos e em "bandos" até lá. Nos últimos dias eles andam fazendo a seguinte peripécia: entram na piscina e atiram para fora bolinha por bolinha! Imagina o quanto eles não descobrem apenas com esse exercício (força, movimento, espaço-tempo) e também começam a iniciação de seus primeiros jogos, já que brincamos juntos e muitas vezes eles atiram para fora e eu para dentro, instigando-os e fazendo com que cada vez mais atirem as bolinhas para fora.
Vale lembrar que a piscina de plástico é um material de baixo custo e sua intencionalidade educativa esta mais que justificada com esses registros!

NOSSO 1º SELINHO!!!!

E não é que ganhamos nosso primeiro selinho!!!?

Recebemos esse mimo da colega Márcia do Espaço da Criança
http://cantinhoencantadodaeducacaoinfantil.blogspot.com/

Agora temos que indicar 5 blogueiras que visitamos e adoramos muito:

"E o selinho vai para:"

A amiga e colega Verônica (para que ela continue escrevendo sobre o trabalho da supervisão na educação infantil).


A amiga e colega Amábile, que é oficineira e está começando a escrever suas experiências com as oficinas de artes na educação infantil.


Para o primeiro blog que eu vi somente com relatos das práticas pedagógicas com as turmas de berçário.


Para a colega do blog Arco Iris que é um espaço muito fofo e que me ajudou a colocar o relógio e o calendário no blog (coisa de blogueira de primeira viagem!).


E este que eu adoro visitar:




terça-feira, 15 de julho de 2008

1º Aninho do João!


Hoje tivemos a primeira festinha de 1 aninho deste ano!
Parabéns João Vitor!!!

Projeto do Berçário 1 2008


Esse é o registro (uma pontinha!) do nosso projeto, ou melhor das ações que estamos realizando na turma de Berçário 1 da nossa escola.

“DESCOBRINDO E BRINCANDO NO BERÇÁRIO”


JUSTIFICATIVA:
Percebendo que o bebê é um sujeito ativo, capaz de construir o seu conhecimento, pensamos em continuar a qualificação do Berçário, propiciando que essa construção ocorra num ambiente favorável, repleto de estímulos e desafios planejados de acordo com suas necessidades. Através dessa intencionalidade é que justificamos o ato de descobrir e brincar no Berçário.

OBJETIVO:
Propiciar um ambiente repleto de oportunidades que favoreçam o descobrir, o experenciar e o brincar de modo prazeroso e constante, sem barreiras, sem negações, com ações que transmitam segurança, criem vínculos e sejam ricos em sutilezas de ações. Essas descobertas experenciadas no brincar é que irão ajudar no desenvolvimento das habilidades que as crianças estão adquirindo (noção de espaço, consciência corporal, percepções, linguagem, habilidades motoras).

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Tendo a idéia de que a infância é uma construção social, caracterizada por uma fase da vida de desenvolvimento físico, cognitivo, psíquico e social, onde se aprende a interagir com o ambiente em que se vive, bem como as regras que regem a sociedade da qual faz parte, não procuramos impor uma aprendizagem, mas buscamos dar a liberdade, para que a criança, através de seu interesse e experienciações, busque os meios de assimilar as novas descobertas. Para tanto se faz necessário que o ambiente seja propício para estas descobertas. Sendo as professoras responsáveis por elaborar um ambiente adequado, objetivado e seguro para este fim.
Depois de passado da fase “invisível’ do Berçário, ficamos comprometidas em construir ações que remetessem a uma atuação mais vinculada as especificidades de cada bebê, percebendo sempre o que nos diziam através de suas diversas linguagens, cuidando para respeitar seu tempo e suas carências.
Através da construção de materiais, da adequação do espaço e da relação diária com os bebês, descobrimos:

[...]A aprendizagem é uma atividade cooperativa e comunicativa, na qual as crianças constroem conhecimento, dão significado ao mundo, junto aos adultos e, igualmente importante, com outras crianças: por isso enfatizamos que a criança pequena como aprendiz, é um co-construtor ativo.(DAHLBERG, MOSS e PENCE, 2003, p. 72)


Ao planejarmos as diversas oportunidades de as crianças realizarem novas experiências levamos em conta: o que será experiência para cada uma delas? O que vai tocá-las? É importante para a criança ou é apenas uma atividade planejada pela professora sem levar em conta os interesses e os modos de pensar e agir dos pequenos? O que se planeja está pautado nos jeitos de ser e de se expressar daquelas crianças? Respeita os seus tempos? A proposta tem a intenção de ampliar e enriquecer o repertório cultural, cinéstico, afetivo, relacional dos pequenos? (TRISTÃO, 2006, p. 52)
Continuaremos pautando nosso trabalho (qualificação do espaço e das ações) no que Galardini e Giovannini (2002, p. 118) dizem:


“O que costumamos chamar de ambiente generoso é o tipo de ambiente que resulta não somente da riqueza e variedade dos materiais oferecidos, mas também das atitudes dos professores, implícitas no cuidado com que os materiais foram procurados, escolhidos e oferecidos ás crianças. Trata-se de uma atitude generosa, que se caracteriza pela atenção e escuta constantes por parte dos adultos que sabem observar, oferecer coisas e fazer isso na medida e nos momento certos.”

EDUCADORAS: MARISETE, MARLENE E SABRINA / JULHO DE 2008

sábado, 12 de julho de 2008

Preciso dizer mais alguma coisa?!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

CURSO DE FORMAÇÃO



Ontem, eu e a professora Cláudia, fomos apresentar o Projeto do Berçário do ano passado na cidade de Canoas, para as professoras das turmas de Berçário da rede municipal que estavam em formação.
O que mais gosto é das trocas de experiências que fazemos. Falamos como começamos o nosso trabalho, como pesquisamos, criamos, teorizamos e em troca temos muita colega elogiando, indagando e falando da importância de um novo olhar sobre as práticas do Berçário.
Percebi que além das fotos trazidas na nossa apresentação de power point, os vídeos gravados neste ano, mostrando toda a liberdade que os bebês tem dentro da sala e de como cada um é respeitado nas suas especificidades, foi muito instigador, levando-as à muitas perguntas e fazendo com que percebessem melhor o nosso ambiente de sala de aula.
No relato, deixamos o endereço do blog para elas, se alguém dessa turma estiver dando uma espiadinha aqui, por favor não deixe de comentar!
Até mais!!!!!!!


segunda-feira, 30 de junho de 2008

CINTURÃO SONORO



Bebês que ainda não sentam, brincando no "cinturão sonoro", trabalhando assim o movimentos dos braços, a percepção visual, tátil e auditiva. Além de servir como auxilio na fase oral (descobrem tudo pela boca!).
O brinquedo consiste num cordão (com um pouco de elasticidade), com vários brinquedos amarrados (chocalhos, ursinhos, mordedores, molas-malucas). O mais importante é que os brinquedos devem ficar numa altura em que as crianças consigam pegar.

0 QUE TEMOS NAS PAREDES?


Nas paredes, bebês de feltro ajudam na fase de auto-descobrimento e de pertencimento identidário, ajudando o bebê a se reconhecer enquanto "eu".
Quando se pensa em decorar um ambiente como o do Berçário devemos levar em conta o que realmente é significativo para os bebês (já paramos para pensar que os bebês não conhecem o Mickey, a Mônica e nem o ursinho Puff??)
Oliveira (2002, p. 193) fala que o ambiente "funciona como recurso de desenvolvimento e, para isso, ele deve ser planejado pelo educador, parceiro privilegiado de que a criança dispõe."
Planejamos assim, um ambiente mais significativo para nossos bebês...


OLIVEIRA, Zilma Ramos de. Educação Infantil: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002.

domingo, 29 de junho de 2008

QUALIFICANDO O AMBIENTE DO BERÇÁRIO

Quando pensamos em qualificar o ambiente de uma sala de aula, devemos pensar em três coisas:

*O que há nas paredes?
*O que há no chão?
*O que há no teto?

Justifico essa preocupação nas salas de berçário, porque nossa faixa etária (0 à 2 anos) atende crianças que ainda não sentam, crianças que sentam, crianças que engatinham e aqueles que já estão dando os primeiros passinhos. Então vamos fazer do nosso ambiente um aliado nas brincadeiras e descobertas dos nossos bebês, proporcionando um brincar qualificado e pensado somente para eles!




domingo, 22 de junho de 2008


Pensei em colocar um pouquinho do ano de 2007 aqui!
Esse pequeno texto é um resumo do nosso projeto, uma pincelada do que fizemos e do que sonhávamos.


O BRINCAR NO BERÇÁRIO: UMA POSSIBILIDADE E UMA CONQUISTA

Através das gerações percebe-se maneiras antigas e maneiras novas de se cuidar do bebê. Antigamente quando o bebê nascia ele era enroladinho e mobilizado em mantas e cobertores, nem conseguiam se mexer, pensava-se que só mais tarde eles iriam poder se desenvolver, que ainda não tinham desejos ou sensações. Hoje, sabemos que o bebê já nasce com uma carga de aprendizagem, afinal, quando estava no útero materno mexia braços e pernas livremente.
A partir das competências que o bebê já tem adquirido, nosso desejo é o de contribuir no seu crescimento e nas suas descobertas, quebrando com o mito que muitos ainda tem em relação ao berçário, mostrar a interação das crianças com o próprio corpo, com os outros colegas, com as educadoras e com o espaço no qual estão inseridos.
A fim de realizar nossos propósitos qualificamos a sala de aula do Berçário, tornando-a um ambiente significativo. Ambiente esse que “funciona como recurso de desenvolvimento, e, para isso, ele deve ser planejado pelo educador, parceiro privilegiado de que a criança dispõe” (Oliveira, 2002, p.193).
Nossa primeira ação foi a pintura do espaço que tínhamos. Decoramos a sala com motivos que remetessem a bebês, auxiliando assim, no processo identitário dos alunos, ou seja, colaborando para a formação de sua personalidade e reconhecimento do “eu”.
Nosso segundo problema a ser resolvido era à entrada de carrinhos de bebês na sala de aula, o que acarretava muita sujeira no chão do berçário além de ocupar todo o espaço vazio que tínhamos. As pessoas que entravam no berçário também traziam sujeira nos calçados, o que prejudicava a limpeza da sala e a possibilidade de um engatinhar sem riscos, implantamos então o uso de pantufas (chamadas por nós de pró-pés).
Com a conquista do espaço vazio dentro da sala, dividimos o ambiente em “cantinhos”. Precisávamos de lugares seguros para colocarmos os bebês (já que não se utilizaria mais os carrinhos), e foi assim que se adequou três colchões com uma almofada “gigante” para encostar os bebês e deixa-los mais perto do chão, para que assim não corressem riscos. Também se criou um cantinho com um tapete de E.V.A e uma piscina plástica com bolinhas para as crianças que já engatinhavam.
Segundo Ferreira e Eltink (2005, p.43), as crianças se soltam mais das educadoras quando o ambiente está estruturado com cantos de atividades, nos quais elas se intertem sozinhas ou com outras crianças, procurando ter o cuidado de faze-los mutáveis de acordo com as necessidades e desafios surgidos no cotidiano
A interação dos bebês com o ambiente acontece com muita intensidade, as crianças descobrem o espaço físico e lhe atribuem significações e isso só acontece devido ao espaço que estimula a exploração dos interesses visuais, auditivos, afetivos, lingüísticos, motores e temporais.
Com essa estrutura começamos a observar do que os nossos alunos precisavam, que materiais ajudariam num melhor desenvolvimento de suas habilidades. Assim, construímos os seguintes materiais:
• Móbiles com balões, chocalhos, molas coloridas (movimento, solução de problemas, percepção tátil,visual) Caixas com figuras (identidade, solução de problemas, apoio para levantar, realização de movimentos)
• Extensor com bambolê ( percepção visual, tátil, movimento)
• Arco com tule (reversibilidade, ausência temporária)
• Casinha de papelão com estímulos (reversibilidade, solução de problemas, percepção auditiva e visual.)
• Túnel de caixa de papelão com fitas coloridas em uma das saídas (desenvolvimento motor, percepção de espaço externo e interno, ausência temporária, solução de problemas)
• Cantinho das descobertas, onde é possível brincadeiras em grupo (em busca de integração) ou de maneira mais “solitária” (proporcionando jogos mais autônomos)
• Cinturão sonoro (desenvolver os movimentos dos braços, mãos e a percepção visual e tátil).
• Cesto de brinquedos proporcionando a escolha livre do brinquedo)
• Cantinho das descobertas II com uma rede para descanso individual
• Colchão de plástico bolha com balões (percepção tátil, auditiva, desenvolvimento cognitivo)
• “Pipi-Móvel” (ludicidade e brincadeira na hora da troca de fraldas).
• Figuras e fotos de bebês espalhados pelas paredes e chão (trabalho com a identidade)
• Materiais de diversas texturas e espessuras (motricidade)
• Caixinha de descobertas composta de figuras que representam elementos de vivência das crianças e músicas de ritmos diversos.

O brincar dos bebês não acontece somente com a exploração do brinquedo, na verdade o primeiro brinquedo da criança são os dedos e seus movimentos, que observados pela criança se constituem na primeira origem do jogo.
Os bebês também usam os dedos da mão colocando-os na boca e estimulando a zona oral, após esse contato com o próprio corpo brincam com objetos como pontas de cobertores ou paninhos, observando seus movimentos. Estes objetos, acabam tornando-se uma arma contra a ansiedade e muitas vezes os pais percebem esse apego e o carregam sempre junto com a criança até quando já estão maiores. Esse fenômeno é chamado de “objeto transicional” (Winnicott), e mais tarde pode se tornar simbólico, podendo ser uma pessoa, um bicho de estimação ou outra coisa que seja importante para a criança.
Nosso objetivo é oferecer aos bebês um ambiente repleto de intensidade, intencionalidade, significados e com desafios planejados, em um espaço onde o brincar ocorra de forma saudável, promovendo atividades que estimulem o desenvolvimento motor, assim como aspectos relacionados a socialização.
Durante o processo de implantação do projeto as dificuldades estavam não entre os bebês, mas na mudança de hábitos ao qual era “imposta” aos profissionais que interagiam de alguma forma com o Berçário, pois era necessário uma reestruturação das antigas práticas, porém durante nossas reuniões constantemente conversávamos sobre a importância dessa qualificação, o que foi amenizando o olhar em cima dessa nova proposta proporcinando o engajamento de todos.
Por enquanto, muitas idéias permanecem, é gratificante perceber essa rede de significações, surgidas através da construção de parcerias entre as famílias e as educadoras. Mais significativo é saber que a sala do Berçário agora sim é um ambiente qualificado.
Todo esse trabalho, nos motivou a buscar fundamentação referentes a essa faixa etária, pautando a investigação na observação diária, no olhar sensível aos acontecimentos. Percebemos que nossa práxis vem contribuir para o redimensionamento das práticas atuais vivenciadas pelos berçários, uma vez que estabelece uma ligação entre o cuidar e o educar, transformando-as em vivências únicas, ou seja, o bebê em sua interação com o ambiente torna-se sujeito de sua aprendizagem.



Referências Bibliográficas

ÁVILA, Ivany Souza; XAVIER, Maria Luisa Merino (org.). Plano de atenção à infância: objetivos e metas na área pedagógica. Porto Alegre: Mediação, 1997.
CRAIDY, Carmem; KAERCHER, Gládis E. (org.).Educação Infantil: pra que te quero?. Porto Alegre: Artmed, 2001
KRAMER, Sonia (org.). Com a pré-escola nas mãos. São Paulo: Ática, 1989
OLIVEIRA, Zilma Ramos de. Educação Infantil: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002.
OSTETTO, Luciana Esmeralda (org.). Encontros e encantamentos na educação infantil. Campinas: Papirus, 2000.
SANTOS, Santa Marli Pires dos. Brinquedo e infância: um guia para pais e educadores em creche. Petrópolis: Vozes, 1999.
RIZZO, Gilda. Creche: organização, currículo, montagem e funcionamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.
ROMAN, Eurilda Dias; STEYES, Vivian Edite. A criança de 0 a 6 anos e a educação infantil: um retrato multifacetado. Canoas: Editora Ulbra, 2001.
ROSSETTI-FERREIRA, Maria Clotilde et al. Os fazeres na educação infantil. São Paulo: Cortez, 2005.

Novos Desafios!!!


Sala do Berçário 1 em 2007 - Educadoras: Cláudia Sikilero, Josiane Ristof, Karina Ramos e Marisete Schmidt.




O trabalho com bebês na EMEI Raio de Sol está mudando a cada dia! Nossa história é uma luta, uma luta para qualificar nossas ações, nosso ambiente, para que cada brincadeira, para que cada mediação tenha uma intencionalidade.
Não podemos deixar de lembrar o ano de 2007, como o começo do nosso trabalho, a mudança no ambiente proposto pela educadora Cláudia Sikilero está hoje colhendo seus frutos. O trabalho com o projeto "O Brincar no Berçário: Uma possibilidade e uma conquista", continua até hoje e só faz aumentar seus objetivos e o olhar das educadoras para as especificidades de cada criança.
Esse blog é nossa nova conquista, nele nós educadoras, pretendemos colocar um pouquinho do nosso dia-a-dia. As atividades, as descobertas, as conquistas, os encontros e desencontros dessa faixa etária repleta de significados e significações.