segunda-feira, 12 de março de 2012

BOLINHOS DE AREIA



     Brincar com água e areia!
Fazer bolinho, colocar velinha e cantar "parabéns pra você". 
Pequeno jogo simbólico carregado de cultura, por vezes acabamos (nós adultos) esquecendo... E como essa brincadeira é importante... Não podemos torná-la "atividade", mas ações frequentes,  repetir mais e mais vezes.
Lembrar de quando vamos para o pátio é para de fato aproveitarmos, brincarmos! Então, "bora" fazer bolinhos, comidinhas, castelos, túneis...



domingo, 11 de março de 2012

B E X I G A S

     Uma brincadeira simples!
     Bexigas com água e um lindo gramado! Isso porque os bebês descobrem que a grama estoura facilmente as bexigas! É festa com certeza! Dificil é ver a cara deles quando as bexigas acabam!
     Temos algo inusitado (geralmente as bexigas não tem água!), trabalha peso, equilibrio, força, socialização, muita alegria, entre muitas outras coisas!
O que será que tem dentro do balde?
Uma bexiga na mão? O que dá pra fazer?

Testando...

Testando

Acabou?!

GELATINA

 Gelatina! Sensações, degustações, experimentações!
 Brincar com gelatina é muito bom!
Vale a pena prestar atenção nas reações (repulsa, estranhamento, prazer, descoberta)... Tem bebês que brincam, exploram mais e outros que ficam mais a parte, observando. E o professor? Com certeza saí todo melecado!!!! Ficam os registros de imagens:









RESPIRADOUROS 2011

     Ah meninas, quantas saudades!!!
    Saudades de um grupo sonhador, sempre em busca, não sei dos outros grupos, mas o nosso foi especial, aprendi muito, muito mesmo! Aprender a olhar, a escutar, a apreciar. Crianças e infâncias trazidas em poesias, músicas, histórias. Passeios, "Chá das dez velhinhas", saraus, momentos de linhas e agulhas, de árvores, folhas e sementes, muita comida (as delicias de Ivoti!) e o santo Chimarrão! Agradeço a vocês por serem meus "respiradouros" (BAIERLE, 2011) !!!!! rsrsrsrsrsrsrsrsr 
     E vamos em frente!


Registro de uma manhã de sábado
Muitas coisas preciosas nas mãos!

Meio ambiente e crianças! (e patos?)
Sonhando! Visita ao Berçario da amiga Márcia!
Pra matar as saudade! PIZZA!
"...que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica 
nem com balanças nem barômetros etc.
Que a importância de uma coisa há que ser medida
 pelo encantamento que a coisa produza em nós."
Manoel de Barros

Novas postagens (ou o jeito "Mari" de ser!)

E sempre alguma colega me pergunta: "Mari não escreveu mais no blog?"
Segue em mim uma mistura de sentimentos... Escrever no blog para mim é algo especial, reflete meus momentos, as vezes durante meu dia ensaio as palavras que usarei para postar aqui, mas na frente do computador, as idéias giram, se transformam...
Escrevo aqui com alegria, com uma vontade imensa de compartilhar e de alguma forma validar minhas ações junto aos pequenos.... Quanto silencio é que minha alma tulmutua! Estou em modificações... Assim, grande período em que fiquei sem postar no ano de 2011, foi a fase em que escrevia meu trabalho de especialização e também um período em que fazia um curso sobre bebês na UFRGS, muitas idéias me atravessaram e daí o silêncio. Uma maneira de me rever, de rever o que mais posso fazer na escola, como contaminar as colegas com as idéias a cerca de um trabalho de educação infantil de qualidade. Mas agora o silêncio passou! Aqui estou novamente, pronta para mais um período importante!


"A maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como
sou - eu não aceito.
Não agüento ser apenas um
sujeito que abre
portas, que puxa válvulas,
que olha o relógio, que
compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora,
que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem
usando borboletas."
Manoel de Barros

INTERFERÊNCIAS NO AMBIENTE

Aprendendo a "inusitar"!
Fazer diferente o habitual!
Tornar a chegada da criança na escola uma surpresa.
Fazer os olhos sorrirem, com o belo, com o novo, com o diferente.
Tentando, experimentando, modificando...
Vamos lá?!



quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Papel higiênico para brincar? Será possível? Um rolo para cada um dos bebês?

Todos sabemos da sedução que os bebês têm por desenrolar os rolos de papel higiênico...
Na verdade, toda hora um deles pegava o rolo escondido de nós para desenrolar tudo num cantinho...
Vendo que outras professoras já tinham feito essa experiência em outras escolas, resolvemos também arriscar... Permitir a livre exploração do rolo de papel higiênico! Um rolo para cada bebê!
Olha quantas coisas eles aprenderam:
*Rasgar
*Desenrolar
*Atirar
*Puxar
*Comer

Na exploração foram experenciando sensações, atitudes (muitos queriam mesmo era limpar seus próprios narizes!), além de noções de força, movimento, motricidade fina, entre outros.

 
E o dia valeu a pena!!!

Foi mesmo proveitoso !!! Quando será que vamos repetir essa experiência tão boa?!

BEBÊS E LIVROS


E ando pensando, investigando, experimentando...
Mais que contar a história é deixar que eles (livros e crianças) nos contem!



E ela descobre que o livro tem uma flor, tal qual a que está na blusa dela... Mágico!
Sem interferência, mediação, apenas a potência do bebê! A potência de um bom livro e de um ambiente. Porque ler um livro na sombra de um lindo gramado é muito bom!!!

NOVO LIVRO ORGANIZADO PELO PROFESSOR ALTINO!


“DAS PESQUISAS COM CRIANÇAS À COMPLEXIDADE DA INFÂNCIA”
Organizadores: Altino José Martins Filho & Patrícia Dias Prado
ARTIGOS:

1. Diferentes infâncias, diferentes questões para a pesquisa – Zeila de Britto Demartini

2. Conhecer a infância: Os desenhos das crianças como produções simbólicas – Manuel Jacinto Sarmento

3. As crianças na escola: pesquisas antropológicas – Julie Delalande

4. Jeitos de ser criança: balanço de uma década de pesquisas com crianças apresentadas na Anped – Altino José Martins Filho

5. “Agora ele é meu amigo”: pesquisa com crianças, relações de idade, educação e culturas infantis – Patrícia Dias Prado

6. Num click: meninos e meninas nas fotografias – Márcia Aparecida Gobbi

7. Educação infantil e gênero: meninas e meninos como interlocutores nas pesquisas e como agentes de construção social e cultural – Daniela Finco

8. Um balanço dos estudos socioantropológicos da infância: caminhos, problematizações e diálogos – Ana Cristina Coll Delgado


Vale a pena ler pessoal! Mais um livro para pensar a infância, as crianças, os educadores e a escola.
Quem comprar, não esqueça de comentar aqui!!! Vamos trocar "figurinhas" sobre essa leitura!

domingo, 2 de outubro de 2011

As minúcias no cotidiano da educação infantil


A PEDIDOS!!!!
Colegas, esse  pequeno texto foi escrito para o Seminário da escola desse ano, foi feito a partir da palestra do professor Altino e sobre o que seriam as minúcias da nossa docência. A escrita desse texto teve alterções do professor Altino e agora posto ele como uma primeira tentativa de discutirmos essas minúcias e sobre nossa visão a partir, sobre e com elas, no nosso cotidiano.Também está muito forte em mim, a vontade de discutir o planejamento pedagógico na educação dos pequenos... Penso que as minúcias irão contribuir muito para uma nova tentativa de superar padrões adultocêntircos e tecnicistas...Mais adiante postarei algo sobre isso...
Espero que gostem do texto e não esqueçam de comentar!!!



TEORIZANDO AS MNINÚCIAS NO COTIDIANO DA EDUCAÇÃO INFANTIL

Por Marisete Schmidt e Altino José Martins Filho


Caríssimas Profissionais;

         Recentemente, na abertura do “Ano Letivo de 2011 das Emei’s”, tivemos a oportunidade de ouvir a palestra do professor Altino José Martins Filho doutorando da UFRGS. Dos seus apontamentos, reflexões e análises captamos algumas frases problematizadoras sobre a docência na Educação Infantil. As mesmas instigaram algumas de nós (e agora instigarão à todas!) durante todo o percurso do primeiro semestre. A fala do professor sobre “sofisticar o trabalho docente”; “o pensar na vida cotidiana” e por último “pensar nas minúcias dos afazeres da nossa docência no contexto da escola de educação infantil“, foi algo que nos mobilizou bastante e queremos compartilhar.

         MINÚCIAS?

         O que pensar por minúcias? Os detalhes? Os pormenores?  O que nos passa por despercebido?

         Então, seriam minúcias aquelas ações corriqueiras, rotineiras, ações que se repetem no trabalho diário no cotidiano com as crianças pequenas e bem pequenas? Explicando melhor é o limpar o nariz da criança, o recebê-la na entrada, o despedir-se na saída, os momentos de alimentação, a oração, é o lavar as mãos, o escovar os dentes, a hora de dormir, enfim.... E o que queremos (Nós professoras da Raio de Sol) dizer quando falamos em teorizar as minúcias? Dá importância á tais momentos, considerando-os como cruciais para o exercício da docência no seu dia-a-dia.

         Penso que queremos rever o que estamos fazendo com as minúcias que revestem a nossa profissão – ser professoras na Educação Infantil, primeiro segmento da Educação Básica no Brasil... O que já fazemos que nos faz perceber que damos a devida atenção para esses detalhes, pormenores do nosso cotidiano?

         Quando assoamos o nariz de uma criança lhe avisamos antes de fazer, ou quem sabe fazemos uma pequena brincadeira gestual, ou ainda lhe convidamos carinhosamente para fazê-lo sozinho? Isto não seria muito diferente de executar tal ato de maneira mecanizada, automatizada ou rotineira? Quando colocamos uma criança para dormir nos preocupamos em tirar os seus sapatos, ajeitar seu travesseiro, cantar uma musiquinha, fazer um carinho, afrouxar o elástico do cabelo? Quando uma criança chega na porta, como lhe recebemos? Como é essa acolhida? Conversamos ou só cumprimos a “rotina”? Damos atenção ao que as crianças apresentam como sendo algo especifico daquele dia, ou as tratamos de forma generalizada ou naturalizante.  

         Chegamos no ponto em que não podemos confundir a rotina com as minúcias. A rotina é institucional e nesse caso vai se referir a horários e é revestida por minúcias. Organizando a rotina damos atenção às minúcias que a compõem? As minúcias tornam-se gestos e atos, um olhar de carinho e cuidado para com um ser pequenino.

         Do professor Altino Martins Filho veio as seguintes palavras:

“(...) penso ser muito importante sacudir os profissionais para pensar as minúcias da docência, principalmente o que acontece no seu dia-a-dia...tenho me assustado muito no acompanhamento das práticas cotidianas de professores de educação infantil. Nestas são apenas pensado as atividades pedagógicas, momentos muito marcados por atitudes escolarizantes do modo de se ser professor...Vemos um discurso afiado em relação as especificidades da Educação Infantil, porém no seu cotidiano não vemos preocupações com o modo de servir o almoço, o receber as crianças, a despedida, o sono, o que significa está um dia inteiro com elas na escola, que é muito diferente do Ensino Fundamental, principalmente pela idades das crianças e pelo tempo de permanência neste espaço coletivo de educação...Isto precisa ser explorado e marcado com cuidado, pois se não os professores acham que é para planejar todo os acontecimentos do dia-a-dia e ninguém teria fôlego para tanto. A intencionalidade é que precisa ser marcada com um planejamento aberto e não “pedagogizado”, “escolarizado” ou tratado “espontaneamente”. Pensar todos os momentos dos afazeres da docência que perpassa pela vida no seu dia-a-dia na escola de Educação Infantil precisa ser um ato de se pensar as minúcias (...)”


         E é isso que nós pensamos para esse seminário, pensamos num tempo em que pudéssemos olhar mais para as nossas minúcias, os nossos grandes e pequenos detalhes que revestem a docência com as crianças bem pequenas e pequenas...

(Texto escrito com base na Palestra do professor Altino José Martins Filho, em fevereiro de 2011, na cidade de Esteio).
        

terça-feira, 20 de setembro de 2011

COLUNA DO JORNAL "O ESTEIENSE"


Na semana que passou, tive um pequeno texto publicado no jornal "O      Esteiense" (vinculado ao Sindicato dos Servidores Municipais de Esteio) , nele faço um convite para que os leitores me ajudem a construir a próxima coluna. Minha intenção é de falar sobre a educação infantil dentro da cidade, sem falar em números (ou será que deveria?), gostaria de poder falar de práticas exitosas, de movimentos importantes no que se refere à educação e cuidados das crianças na escola de educação infantil. Então vamos lá! Espero o mesmo movimento que obtive com o texto referente a Greve em Esteio. Deixo aqui o texto da primeira coluna e peço que não esqueçam de comentar!



E a Educação Infantil? O que sabemos sobre ela?
Por Marisete Schmidt*

            Quando fui convidada pelo Sindicato para escrever nesse espaço, fiquei dias me perguntando de onde deveria partir, o que escrever a respeito da educação infantil. Justifico minha preocupação pelo fato de ser a Educação de crianças pequenas algo ainda em construção (e diria até desconstrução).
Em cada escola e em cada turma de crianças percebe-se olhares diferenciados para tratar dessa chamada “educação”. Penso que esses olhares vão depender da visão de infância que cada profissional mantém dentro de si. E já poderia terminar esse texto aqui, chegando ao ponto de (re) lembrar que a educação infantil é o professor viver a infância junto com a criança, tornar o tempo que ela está na escola prazeroso, esquecer o controle de corpos (“fiquem sentados”, “brinquem somente no tapetinho”, “não pula fulaninho”), liberar os movimentos, as falas, exercitar a escuta sensível, conversar com a criança!
Mas ao seguir esse texto penso ser importante convidá-los a pensar em como a criança permanece quase 12 horas dentro de uma instituição de educação coletiva? Quais as visões que recaem sobre elas?
Enquanto profissionais ainda estamos lutando para entender a temática educação x cuidado. E assim, não é difícil percebermos ações extremamente escolarizantes e focados no interesse do adulto (muitos ‘trabalhinhos”, tudo deve ficar registrado, a criança tem que atingir os objetivos propostos pelas suas professoras, pautados num projeto da Escola). Onde estão os objetivos da criança? Quando ela chega na escola e propõe o que gostaria de fazer naquele dia?
Há também as turmas (geralmente das crianças menores de 3 anos) em que o cuidado ocupa todo o tempo e todas as energias das profissionais, logo não sobra espaço para um brincar com a interação do professor e nem para um cuidado mais pensado. E daí explico novamente: o cuidado na educação infantil vem a ser um fator muito importante, ele acontece o tempo todo e acoplando-o com o que chamamos de “educar”  deve ser mais pensado! Não separamos o cuidar das atividades prazerosas ou de momentos mais livres, então esse cuidar não pode servir de desculpa para não aproveitarmos mais o tempo junto das crianças. Se uma criança precisa de uma troca de fraldas e por conseqüência de um banho, o professor pode fazer desse momento, um espaço para conversar com a criança, para brincar, para escutá-la (não somente através da fala, mas também dos olhares, gestos e até do silêncio!). E essa troca de fraldas e/ou banho deve aparecer da algum modo nos meus registros de professor.. O que eu pensei sobre esse momento? Com certeza não há tempo docente para tantos registros, mas o educador tem que ter em mãos o que justifica suas ações com as crianças. O meu cuidar/educar deve ser visível quando ao limpar o nariz de uma criança eu lhe convido para essa ação, ou quando eu lhe aviso que vou limpar o seu nariz, sem tornar aquele ato mecânico ou rotineiro, dando para a criança a consciência do que está acontecendo.
          E é isso que vem se debatendo, a respeito da educação infantil... Que ela seja um espaço de bem-estar, de experiências prazerosas, de conquistas e descobertas. Sendo o seu professor, uma pessoa que irá (re) pensar as minúcias do cotidiano, tornando agradável esse ficar 12 horas longe de sua casa, mas num ambiente acolhedor e pensado para ela.
          Para a próxima coluna: Como anda a educação infantil em Esteio? O que temos visto nas nossas escolas? Convido-os a interagir com essa colunista ( e construir nossa próxima conversa) através do blog:
Deixem seus comentários!

*Marisete Schmidt é pedagoga e professora da Emei Raio de Sol desde 2004.