sábado, 12 de dezembro de 2009

PARCERIAS!!!!

Sempre gosto (e acho necessário) falar sobre a importância de se ter parceiras/cumplices no trabalho com os bebês. Nesse ano de 2009 tive a oportunidade de criar uma "grupo de parceiras", o que chamamos de QUARTETO FANTÁSTICO! Eu e a Carol no turno da manhã e a Luíza e a Stéfane no turno da tarde. Parceiras nas opiniões, na organização da sala (tá bom...as vezes desorganização, rsrsrsrs), nas produções, nas ações com as crianças e suas famílias e nas "peleias" que volta e meia temos que abraçar!!!!! Vou sentir muitas saudades...
Ano que vem nova  aventura, novas e antigas parcerias...Por enquanto deixo aqui momentos nossos, marcas de dias maravilhosos e alegres...




Quarteto Fantástico na Festa de São João

Quarteto no Passeio Cíclistico


Numa saidinha à noite.....


Um quarteto que vai se tornando quinteto!
Colega Paty - futura nova parceira de Berçário!

Stéfane e Luísa!!!! Amo elas!!!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Há tempos me pedem "modelos" de pereceres ou as famosas avaliações.... Nunca pensei em postar porque não sigo modelos, escrevo sobre a criança baseada no que conversamos no conselho de classe, nas minhas anotações diárias e também utilizo muita bibliografia para justificar aos pais os acontecimentos da faixa etária em questão. Ou seja, me preocupo que se por acaso o alunos está mordendo os colegas e eu for colocar no parecer, também tenho que tentar justificar quais os motivos, o que a escola está fazendo e como a família também pode fazer.
Trago aqui um  parecer do Berçário 2 (1 ano a 2 anos) e prometo que logo posto um parecer de Berçário 1 (0 a 1 ano).

PARECER DESCRITIVO

De expressividade sem fim, L. transmite pela sinceridade do olhar tudo o que quer e o que não quer fazer! Prova disso é sua chegada na escola: um resmungo inconsolável e uma lágrima no rosto selam a separação que por algumas horas terá de sua mãe.
A calma da família nesse momento (e na sua adaptação também, já que essa foi super tranqüila), faz com que essa chegada “triste” logo se torne uma diversão responsável por muitas conquistas motoras e cognitivas.
Sua maior aquisição foi o aperfeiçoamento do seu caminhar, que agora está mais firme e desenvolto. L. (que no início do ano letivo ainda engatinhava) desloca-se para todos os cantos da sala e agora também da escola (às vezes depois do café ela vai parar na sala do vídeo!). Durante esse caminhar ela abaixa-se para pegar objetos com domínio e equilíbrio, carrega objetos na mão, corre quando vamos para o pátio ou para o refeitório demonstrando muita alegria em estar realizando esses novos movimentos.
Uma cena marcante na rotina da L., é ela ir se “aconchegar” no cantinho das almofadas. Fica lá deitadinha de bruços observando o movimento dos colegas pela sala. Nesses momentos também adora receber uma massagem das educadoras, ou um carinhos nos seus cachinhos!!!! Às vezes pensamos que está com sono, mas logo ela se levanta e já está interagindo pela sala!
Sua linguagem está em pleno desenvolvimento, e esta se dá principalmente pela imitação e observação direta do adulto. Fato que a faz imitar a fala das educadoras (as vezes saí com cada uma...), contar até 10 (trabalho da mamãe e do papai) e se usar das afirmações para se fazer respeitar pelos adultos (quando está cansada de algo repete “não, não” e quando aceita algo fala “sim” (na verdade “chim”).
O contínuo desenvolvimento oral é observado quando ela reconhece e repete os nomes dos colegas e reconhece as figuras que são colocadas propositalmente nas paredes da sala (muitas vezes a pegamos falando com as figuras!).
Nas atividades ocorridas em sala, L. tem se destacado por sua curiosidade, destreza de movimentos e atenção. Logo que é convidada a participar de algo, ela primeiro analisa a situação, dá uma observada nos colegas e rapidamente começa a interagir com o que está sendo proposto. Numa atividade com tinta guache, a intenção era de que as crianças pintassem utilizando as mãos e os dedos, mas L. foi além... Encontrou um pincel que a professora tinha utilizado para retirar a tinta do pote e não teve dúvidas em segura-lo e utilizá-lo na sua pintura.
Nas brincadeiras livres, delicia-se colocando, tirando, abrindo, fechando e explorando os objetos. Usa suas novas habilidades para pesquisar e explorar ativamente seu “mundinho”.
Nas atividades com bolas começa a recebê-la e devolvê-la, iniciando o jogo por imitação. O mesmo acontece nas atividades em que começa a erguer torres com caixinhas e potes, realizada primeiramente pelas educadoras. Nas atividades de encaixe se utiliza do sistema de tentativa e erro, permanecendo algum tempo envolvida num brincar mais solitário.
Nossa garotinha gosta muito da companhia das colegas, mas às vezes se sente “sufocada” com uma colega em especial. A B. te uma adoração pela L. (pelas suas roupas, bico, cabelos!), mas não consegue muito sucesso nas suas aproximações, pois L. quando enxerga a B. se aproximando já nos avisa “pofe, pofe” ou já ensaia um chorinho cansado. Mostra-se irritada e incorfomada nesses momentos buscando por outras atividades para se acalmar e “despistar” a coleguinha.
Quanto à alimentação, L. continua com um ótimo apetite, aceitando todos os alimentos oferecidos (adora frutas e saladas!) e repetindo a refeição. Se utiliza da colher para fazer suas refeições (ás vezes a mão dá uma forcinha!), utiliza o copo de forma muito autônoma.
Após o almoço, segue uma rotina de higiene e sono. Na hora de lavar as mãozinhas começa a fazer o movimento sozinha, sabendo da importância desse momento, porém quando temos que lavar seu rostinho é uma briga só! Na troca de fraldas, alterna momentos de tranqüilidade com momentos de desconforto, parecendo não gostar da troca (sensações que podem estar sendo causadas pelo frio, ou pelo sono). Para dormir não apresenta dificuldades, sendo motivada para esse momento com músicas calmas e suaves.
Continuamos contando com a parceria que a família tem com a escola, para que no próximo semestre possamos contar muitas outras conquistas da nossa L.!!!!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

UMA PAUSA PARA (RE) PENSAR:

NÃO SEI...



Não sei...
se a vida é curta...
Não sei...
Não sei...
se a vida é curta ou longa demais para nós.
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que sacia,
amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo:
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira e pura... enquanto durar.


Cora Coralina

domingo, 6 de dezembro de 2009

PESSOAL!
RESOLVI COMEÇAR A PUBLICAR AQUI UM POUQUINHO DO MEU TRABALHO DE CONCLUSÃO. RETIREI ALGUMAS PARTES QUE SERÃO INSTRUMENTOS DE ALGUMAS REFLEXÕES. PEÇO QUE SE COPIAREM NÃO SE ESQUEÇAM DOS CRÉDITOS!!!!

MARISETE SCHMIDT




 INFÂNCIA , OU, POR ONDE ANDA ESSA CONSTRUÇÃO SOCIAL?


Saiba

Saiba: todo mundo foi neném
Einstein, Freud e Platão também

Hitler, Bush e Saddan Hussein
Quem tem grana e quem não tem
Saiba: todo mundo teve infância
Maomé já foi criança
Arquimedes, Buda, Galileu
E também você e eu
Saiba: todo mundo teve medo
Mesmo que seja segredo
Nietzsche e Simone de Beauvoir
Fernandinho Beira-Mar


(Trecho de uma música de Arnaldo
Antunes)

Arnaldo Antunes, através dessa canção, parece lembrar-nos disso: já fomos bebê, criança e já tivemos infância. Não iguais, mas com sabores inesquecíveis, para alguns doce, para outros amarga... Todos tivemos, muito lembramos e cada vez mais tentamos resgatar essas vivências para quem sabe entender as transformações vividas, para quem sabe questionarmos a humanidade, para trilhar outras possibilidades, para nos indignarmos, para gritarmos, para vermos novamente o verdadeiro ser criança, e esse, mesmo que na frente de toda a tecnologia, tenha o prazer de estar começando um pequeno mundinho, onde ele próprio faça suas indagações, que teste suas curiosidades e que descubra o seu espaço.
É impraticável falarmos sobre a infância e não nos arremessarmos ao nosso passado, sempre olhando com saudosismo essa fase que nem bem sabemos por que está tão mudada. A diferenciação entre as épocas faz com que não acreditemos que passar uma tarde jogando videogame seja brincar, sempre fazendo referência às antigas brincadeiras que tanto nos faziam feliz. Por já termos tido infância (mesmo que em outros tempos), acabamos comparando as nossas ações de quando éramos crianças, com as das crianças atuais.
De fato, ainda estamos muito enlaçados a uma visão de infância saudosista, o que é muito bom, mas penso que o seu desaparecimento, na verdade é uma adequação aos tempos em que vivemos. A infância na rua ou
no quintal de casa foi substituída pela infância em lugares coletivos, e esse, é o principal motivo de termos muito enfoque nessa questão atualmente. Temos que enxergar a infância, mesmo que ela tenha mudado suas características.
O questionamento a cerca da infância é fundamental para falarmos sobre a educação e cuidados dos pequenos em lugares coletivos. A visão histórica desse construto social perante a família, a sociedade e principalmente diante dos educadores da primeira infância, influencia todo esse fazer, que pode ser cheio de novidades, mas também com considerações ainda tão adultas, resultados de anos (posso dizer séculos?!) da não visão da criança como ser ativo, capaz de construir o seu conhecimento por meio de ações e interações com o meio que o cerca.
Em busca de respostas para essa nova visão de infância e de ser criança, encontramos algumas respostas em títulos de livros, que nos sugerem novas significações para o assunto: “Crianças, essas conhecidas tão desconhecidas”, “Infância Plural: crianças do nosso tempo”, “Criança pede respeito”, “O desaparecimento da infância”, ou ainda, “Com olhos de criança” e “Quando as crianças dizem: agora chega!”, isso para citar só os mais conhecidos dos professores que trabalham com os infantes.
Ao longo da nossa história temos os relatos das mais variadas infâncias, e nos livros acima citados encontramos estudos sobre a sua possível invenção, do seu esquecimento, do seu desaparecimento e do seu silenciamento. Bujes (2002) fala que essas características determinantes dependiam (e porque não dependem?) do tempo social, cronológico, geográfico.
A infância é um construto social, ou seja, ela sempre existiu, assim como as crianças, o que é diferente nessa existência são os contextos em que elas estão inseridas, a importância que lhes são dadas.
Corazza, de uma maneira bem divertida, relata a razão da infância ser uma construção social:


Até que um dia, faz mais ou menos uns 300 anos, as grandes deram de inventar um sujeito que chamaram de “Indivíduo”, para viver num período chamado “Modernidade”, que também estava sendo inventado. Este tal Indivíduo era um cara muito exibido, metido a besta, chato e irritante – “um mala-sem-alça”, como se diz hoje, e ainda sem rodinha, no meio da rua, de papelão e na chuva-, que começou a prestar atenção nas novas gentes. Não uma atenção desleixada e qualquer, mas uma atenção sem limites, que ambicionava darlhes uma “vida própria” (ele que criou essa expressão, com o sentido que queria), para fazê-las – como ele dizia- “existir” em separado das gentes grandes, em um mundo específico e autônomo, só delas! ( 2002, p. 32)

Explica-se desse modo o surgimento da infância que temos hoje, essa preocupação que se tem para com os pequeninos, e com tudo o que lhes pertence. E assim como no século XVII, em que as crianças eram adultos em miniatura, vemos novamente isso acontecer hoje com muitas crianças. As roupas são parecidas com as dos adultos (o mesmo modelo, cores, de repente com um pouco mais de brilho.), os sapatos (desde quando faz bem para os pés das crianças o uso de botas e sandálias altas?), os jogos e os entretenimentos
(celulares, MP3, MP4, DVD’S, CD’S) e quando nascem já tem um futuro estipulado (o que ele poderá ser quando crescer?). A infância passa a ser uma fase que deve ser ultrapassada, assim como a velhice é uma fase a ser alcançada. E esse ultrapassar, na verdade, é um vir a ser. São projeções adultas para o futuro da criança.

domingo, 29 de novembro de 2009

IDÉIAS SIMPLES







Alguns materiais do cesto dos tesouros.








Um pneu que serve como obstáculo: entrar, sair, sentar, tentar se esconder...






Um cesto plástico para fazer de conta que é um carrinho. É um refúgio para brincadeiras solitárias, um desafio em forma de brincadeira (entrar, sentar num lugar limitado - noção de espaço, empurrar - noção de peso)




Uma piscina de plástico com bolinhas ou outros materiais..... Muitas descobertas! (dá pra colocar guizos dentro de algumas bolinhas)

sábado, 28 de novembro de 2009


COLCHÃO DE BALÕES
Idéia simples: um saco de TNT fechado com velcro (você escolhe o tamanho) e muitos balões dentro.
Deixe o saco no chão da sala para que as crianças explorem livremente. Elas vão carregá-lo, deitar e sentar nele. Também pode-se mediar a interação com esse material, proporcionando pequenas massagens e incentivando-os a ficarem deitados sobre os balões. (Esperem a reação deles quando descobrirem que os balões podem estourar!)


III Seminário de Educação Infantil da Raio de Sol


Sei que já faz tempo, também sei que estou em atraso com as postagens!!!!! Mas não posso seguir adiante sem repassar para cá alguns registros que fiz durante a palestra do professor Altino José Martins Filho. Levem essas anotações como questionamentos...As respostas encontramos dentro de cada instituição, em cada docente disposto a pensar sobre a educação infantil, em cada indignação frente à denúncias (vamos lembrar da temperatura da comida servida, do aproximar-se para limpar o rosto ou o nariz de uma criança e sobre nossa própria formação).
Vamos lá?!

*Docência=Formação?
*Pensar na docência como crenças construídas
*Crianças não representam a infância. Elas VIVEM a infância!
*Como nos aproximamos de uma criança para limpar o nariz? (cumplicidade, conversa, respeito)
*Pensamos em coisas grande e falhamos ao pensar (ou seria não pensar?) nas coisas simples, óbvias.
*Temos que captar as peculiaridades da criança - pô-las em PROJETOS.
*Temos que saber que pedagogia defendemos!
*Vamos dizer não ao ativismo exacerbado de atividades...
*Porque silenciamos no ambiente escolar?
*Temos que nos autorizar a contestar!
*Falar mais sobre a formação de personalidade, inteligência.
*Dar direito para a criança transgredir.
*Criança: ter direito de não querer! Não se encomodar com os imprevistos.
*Permitir que as crianças descubram cantos e recantos, que investiguem.
*Fazemos muito e experenciamos pouco! (Fazer menos e com mais qualidade).
*Adulto: experimentar e não infantilizar.


Enfim, o professor Altino com certeza superou as expectativas. Vale lembrar que ele é de Florianópolis, terrinha de muita pesquisa, de profissionais com olhares e escutas voltados para toda a complexidade que envolve as instituições de educação infantil. Convido-os a ir em busca, ao encontro desses pesquisadores maravilhosos. Tem muita coisa aqui mesmo na net. Então aí vão sugestões para pesquisa:


*Luciana Esmeralda Ostetto

*Kátia Adair Agostinho

*Fernanda Carolina Dias Tristão


Para finalizar nesses encontros de formação e nos encontros com as crianças dentro das instituições devemos nos deixar marcar pelo seguinte questionamento:


*Com o encontro o que se altera em mim? E no outro?


"O real não está nem na chegada e nem na partida, mas na travessia". GUIMARÃES ROSA

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

III SEMINÁRIO DA EMEI RAIO DE SOL!!!!
Será amanhã e todas estamos ansiosas!!!! Toda a equipe de educadores da escola está empenhada em tornar esse evento tão grandioso quanto foi o do ano de 2008.
Aproveito para divulgar o blog que o grupo de educadores criou para compartilhar os projetos, as vivências, as idéias e sentimentos quanto a educação infantil em nossa escola.
Não esqueçam de comentar!!!

sábado, 26 de setembro de 2009

ESTAMOS PARTICIPANDO DA 13ª FEICCOM E DA 18ª FEMUCI - FEIRA MUNICIPAL DE CIÊNCIAS E IDÉIAS






Estamos expondo um pouco da nossa pesquisa, fotos do dia-a-dia na escola, alguns materiais construídos para a sala do Berçário e também nossas conquistas como as duas edições da Revista Projetos Escolares Creche e também esse blog!
Parabéns a todos os participantes!!!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

I Seminário Interno de Educação Infantil da EMEI Raio de Sol


Um sábado inteiro de muitas atividades: palestras, almoço e um workshop pra lá de legal! Todos os funcionários participaram e eu aproveitei uma brechinha nas atividades para tirar uma fotinho com minha colega de turma Carol. Costumo falar que só sou completa e vejo meu trabalho render quando estou com colegas cumplices, sensíveis, parceiras nas artes, bagunças, encrencas e afins!!! E assim é a Carol, uma colega que trabalha quantas horas mesmo? 12, 14, 16 horas por dia? As vezes acho que ela nem dorme...

Carol, muito obrigado por tudo!!!

domingo, 12 de julho de 2009

2º Simpósio Brasileiro de Educação Infantil - 27º Simpósio de Educação Infantil do Vale dos Sinos e do Caí

Eu e a colega Luísa fomos participar desse simpósio que ocorre a cada dois anos na nossa região. Foram dois dias em que escutamos outros educadores e especialistas em educação infantil. Tempo de reforçar idéias, repensar ações, trocar informações, conhecer outras realidades e se encantar com o mundo dos pequeninos.
Da minha parte, também fui apresentar um pouquinho da experiência que venho estudando nas turmas de Berçário e pela primeira vez pude falar do blog! Foi muito proveitoso e causador de um friozinho na barriga inesquecível (rsrsrsrsrsrs)!
Também pude participar de uma oficina com Altino José Martins Filho, autor que tanto utilizo como referência para falar de infância e da relação adulto/criança em ambientes coletivos.
Deixo aqui uma pontinha das sua provocaçlões/reflexões:
"Ninguém oferece ao outro o afeto que não tem, compartilha a experiência que não possui, indica soluções técnicas que não conhece, conta a história que não ouviu ou leu, estabelece relação/interação de respeito se não é bem acolhido."
Então vamos experienciando, vivenciando, transformando!!!
Eu e a Luísa já começamos!
ORALIDADE, ACUIDADE VISUAL, MEMÓRIA

Mais uma atividade das colegas Luísa e Stéfany!

Esses desenhos foram feitos com fita durex colorida. São chamativos, com formas simples e que realmente identificam os objetos que queremos que os bebês identifiquem (casa, sol, nuvem, árvore, flor, violão, lápis, etc). Através dos desenhos podemos criar histórias, mostrar detalhes, cantar musiquinhas, enfim... Eles adoram, tocam nos desenhos, começam a pronunciar as palavras, mostram empolgados que já conhecem aquele desenho. Não esquecer de proteger as imagens com contact ou durex transparente.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

REVISTA PROJETOS ESCOLARES CRECHE Nº 5
E não é que esse blog deu frutos?! Fomos descobertas pela jornalista Roberta Bencini, que colocou na revista uma matéria com o nome "Brinquedos alternativos". Vale a pena conferir, além dos materiais que já estão aqui no blog, há novas idéias e também fala muito na importância do professor/pesquisador. Não é por que fui citada na matéria, mas é que está "show de bola" mesmo!!! Não percam!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

O ESCONDERIJO

Essa caixa foi confeccionada pelas colegas Luísa e Stéfany e os bebês simplesmente adoraram. Também pudera ela proporciona inúmeras explorações que nem sei se vou conseguir colocar tudo registrado aqui nesse espaço!
A foto acima mostra a parte de trás da caixa com uma abertura mais alta para a saída dos bebês e com uma "portinha". Também tem desenhos feitos com durex colorido para estimular a acuidade visual e a oralidade.



Essa é a parte da frente com uma entrada mais baixa. Lá dentro foi colocado um "colchãozinho" (um saco de TNT com restos de tecidos), dando um aspecto aconchegante para o esconderijo. Lá dentro as meninas colocaram folhas de papel espelho de diversas cores para que refletisse a imagens deles. Nas laterais da caixa também tem buracos de diversas formas, alguns vazados, outros com papel celofane colorida ou então tule. A parte de cima da caixa foi tampada com TNT preso com velcro nas laterais para que tivessemos a possibilidade de também abri-lo para interagirmos com as crianças. Ficou muito legal!!!

Adicionar imagem

quarta-feira, 20 de maio de 2009

UMA BARRA PARA AUXILIAR OS PRIMEIROS PASSINHOS...

Para que os bebês pudessem usufruir de tentativas de um caminhar mais seguro improvisamos essa bara de madeira que fixamos na parede. Essa barra na verdade é um suporte de cortina, material de baixo custo e de muita utilidade. Além disso, a barra pode ser utilizada para colocar móbiles e outros materiais para manipulação.

quarta-feira, 6 de maio de 2009


NOSSA CASINHA DE PAPELÃO!!!

DETALHES TÉCNICOS: Ela foi confeccionada com uma caixa de TV de 33'' e pintada com tinta óleo ou esmalte, assim ela fica mais resistente. Nas laterais ela tem "janelas" redondas e dentro revestimos com imagens de revistas e plastificamos com fita durex larga.

DETALHES PEDAGÓGICOS: A casinha proporciona diversos jogos, nela podem brincar de maneira mais solitária, quando preferem ficar com um brinquedo só para si geralmente eles a escolhem como refúgio. A brincadeira coletiva também é estimulada nesse brincar, pois quando estão em pares descobrem as aberturas e as diversas formas de entrar nesse espaço: andando, engatinhando, arrastando-se. Sua estrutura e aberturas permitem que a criança a utilize como apoio para ficar de pé e interagir com os demais colegas.

HABILIDADES: *Ausência temporária (quem entra dentro da casinha some da visão dos demais colegas e quem entra não vê quem ficou do lado de fora, mas quando olha pela abertura das janelas e portas lá estão todos, ótimo para brincar de escondeu-achou!).

*Movimento (é possível que os próprios bebês mudem a casinha de lugar, eles fazem uma verdadeira mudança de ambiente!rsrsrsr).

*Linguagem, oralidade, percepção visual (através das imagens fixadas no interior da casinha).

*Solução de problemas (como entrar e sair da casinha, quantas crianças podem entrar, como fazer para olhar pela janela?)

*Curiosidade, interação


E muito mais..............

quarta-feira, 29 de abril de 2009

BRINCADEIRAS NA AREIA!!!

Tão importante, tão rico de sensações, brincar na areia é essencial!
No nosso caso, um movimento um pouco dificil de ser realizado, devido as diversas situações que são latentes numa turma de Berçário: alimentação, troca de fraldas, número de pessoas disponível para a realização desse movimento de sair da sala e ir para o pátio. Porém sempre que possível lá estamos nós!
O contato com a textura da areia, as sensações, o jogo simbólico (fazer bolinho, comidinha, castelinho), a interação dos bebês com os alunos das outras turmas da escola são intencionalidades que ficam por trás dessa gostosa brincadeira. Claro que a areia vai para diversos lugares: cabeça, dentro do tênis, boca (salve a fase oral!!!), mas ficamos atentas e tudo fica tranquilo !!!



"Como eu vou saber da terra,
se eu não me sujar?
Como eu vou saber das gentes,
sem aprender a gostar?
Quero ver com os meus olhos,
quero a vida até o fundo.
Quero ter barro nos pés,
eu quero aprender o mundo!"
Pedro Bandeira

quarta-feira, 15 de abril de 2009

NOVAS EXPERIENCIAÇÕES: BRINCANDO COM GELATINA

Uma bacia, muita gelatina, dez crianças e duas educadoras = Muitas descobertas!!!
O contato com novas sensações, novas texturas foi muito legal. Experimentaram levando a gelatina para a boca, para o rosto, mãos, e no final o corpo inteiro já estava "melecado". Foi uma festa!!! Também utilizamos coadores para que eles pudessem pegar a gelatina de outras formas.
Propostas como o brincar com a gelatina favorecem uma educação que prima por dar a criança espaços/tempos para que ela própria construa seus conhecimentos, desenvolvendo a capacidade de curiosidade, observação e busca por soluções de problemas existentes ou que venham a existir.

"Aprender precisa necessariamente incluir prazer. O prazer de criar, de transformar, de avançar em descobertas, de comunicar o que descobrir, de registrar o fruto das descobertas, de compartilhar com outros o caminho percorrido. É urgente instaurar o direito à alegria na escola."

Marita Martins Redin

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Berçário 2, um mundo de novas sensações!


Um novo recomeçar, novo ambiente, novas necessidades, quatro professoras maluquinhas começam a pensar o que é importante para essas crianças que vão partilhar quase 12 horas do seu dia.
Chegamos ao seguinte objetivo: Promover experiências no ambiente escolar, oportunizando o desenvolvimento de habilidades através das interações com o mundo físico e social.
Essas experiências, no nosso entendimento, oportunizariam vivências diferentes das que elas tem em seus lares. A relação com as diversas texturas e materiais, as tintas, as melecas, a água, o barro, a terra, a continuação do aprimoramento do jogo simbólico, do faz-de-conta, da imitação, do criar sem barreiras, mas também da liberdade com limites.
Tarefa difícil?!
Para as crianças vivenciar essas experiências está sendo fácil, fácil...!


PRIMEIRO CONTATO COM A TINTA
*Depois "carimbamos" os desenhos em folha de ofício.


PESCARIA DE PIRULITOS
*Eles tinham que pegar os pirulitos com os coadores, mas no fim a mão foi a melhor escolha!!!

Acho que a água chamou mais a atenção do que os doces!!!

quarta-feira, 25 de março de 2009

QUEM EDUCA, QUANDO EDUCA E COMO EDUCA?

Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer-
Ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer


Essas figurinhas agitam a Raio de Sol!!!
Desde que comecei a escrever o blog queria falar sobre elas, funcionárias da escola, educadoras por sincronismo!
A dupla Estela e Maria são um show, sempre ajudam as educadoras do Berçário nos socorrendo nos momentos complicados, acalmando as crianças que começam a adaptação, dando voltinhas pela escola, enfim...sempre com um olhar sensível no atendimento dos bebês.
A Neila, corre pra cima e pra baixo nos corredores, sempre com um sorriso no rosto, pronta para acalentar uma criança quando necessário.
A Tânia (representando as meninas da cozinha Lili e Nair), abraçaram junto com a gente a alimentação dos bebês no refeitório e não mais na sala, sempre entendendo as nossas necessidades e tentando amenizar a rotina existente na escola.
Valeu meninas!
TODAS JUNTAS SOMOS FORTES!!!!

quarta-feira, 18 de março de 2009








AGORA É A VEZ DO BERÇÁRIO 2
(1 ano a 2 anos e 5 meses)




Para começar a preparar a sala para receber os bebês tivemos que remodelar todo o ambiente: pintura nas paredes, nas estantes, confecção de material, fabricação de móveis (isso mesmo, quase que a escola vira uma marcenaria!!!!). Assim lá fomos nós colocarmos a mão na massa (acho que seria melhor a mão no pincel!). A colega da foto acima é a Stefane dando um trato na estante que já estava velhinha.
E a Luísa pintando o portãozinho?! Ficou com outra cara!!! Aliás a sala inteira e é esse planejamento de espaço que realizamos no inicio do ano letivo que nos ajuda a conduzir o trabalho que se realizara daqui por diante. Nosso espaço ainda está em construção, mas já está atendendo os interesses dos bebês, que agora já estão andando, correndo, pulando!

Essas fotinhas mostram um pouquinho da nossa salinha, nosso refúgio, nosso ponto de encontro, descanso e descobertas!

Nossa estante para facilitar o livre acesso das crianças até os brinquedos, proporcionando a livre escolha dos materiais, além de todo o trabalho de discriminação visual, tátil, auditivo ao manusearem os brinquedos. Essa estante também vira um ótimo "túnel", proporcionando que eles passem por dentro das repartições! Claro que para isso, eles retiram todos os brinquedos dela, o que faz parte da intenção do material!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Mais um pouquinho sobre Berçário!!!!

Olha aí eles brincando de pega-pega!!!


E olha o passeio no berço!!! Depois que eles descobriram que o berço se movimentava ele nunca mais parou no seu devido lugar! Tinha dias que eles se uniam e resolviam modificar toda a sala!
Conseguem escutar o que falam? O que seus olhares transmitem? Entendem seus desejos, anseios, medos?
Nesses momentos nos tornamos tradutoras das nossas crianças, assim além de proporcionar momentos em que elas sejam as produtoras dos acontecimentos também devemos buscar referências para esse trabalho diferenciado. Será que estamos certas nas atitudes, nas concepções???
"[...] Conhecer as crianças não é mais para se buscar regularidades como se pretendia com a psicologia do desenvolvimento, mas sim para se pensar em "muitas e diversas infâncias, construídas para e por crianças em contextos específicos" (Moss, 2002, p.237). Essas diversas crianças, vivendo infâncias singulares, podem dar-nos pistas para que construamos políticas públicas e formas de atendimento que as respeitem em suas especificidades. Assim, entendo que as instituições de educação infantil não devem ser concebidas como simples lugares de aplicação de saberes, mas como produtoras de conhecimentos sobre a infância." (Tristão, 2005, p. 50)
Referências:
TRISTÃO, Fernanda Carolina Dias. Você já viu que ele já está ficando de gatinho? Educadoras de creches e desenvolvimento infantil. In: FILHO, Altino José Martins (Org.). Criança pede respeito: temas em educação infantil. Porto Alegre: Mediação, 2005. p. 27-62.
TUDO!!! AGORA E AO MESMO TEMPO!!!!
Com o tempo aprendemos como é importante respeitar e principalmente escutar os bebês! É incrivel como eles nos dizem o que querem, o que precisam, o que querem descobrir e também o que querem esquecer...
A sala da foto acima era um espaço pouco utilizado na sala do Berçário, nela tínhamos um amontoado de berços (que não eram usados, já que julgamos mais seguro o sono nos colchonetes) e de cadeirinhas para refeições. As constantes fugas para esse espaço assim que abríamos a porta nos mostrou que eles precisavam de mais espaço, de mais desafios, de novidades, de enxergar mais a escola e os outros colegas das outras turmas. Era preciso ver o sol, a chuva, brincar com as sombras... Com muita força de vontade, cooperação, pensamentos conjuntos conseguimos tornar esse espaço um lugar de encontros, de risos, de descobertas.
Perto da janela fizemos uma escadinha com os colchões, assim ficam mais perto de quem está na rua, fortalecem sua musculatura, aprendem a ter um maior dominio motor e principalmente brincam muito!!! Vocês acreditam que eles brincam de pega-pega?! Um bebê sobe no colchão e chama o outro, e quando este sobe ele desce e assim ficam brincando, rindo, engatinhando, arrastando e caminhando de um lado para o outro da sala! É mágico!!!!
E olha que enquanto esse lugar é escolhido para uma grande "bagunça", outros o escolhem para relaxar, descansar e até dormir! (Logo tiramos ele dali, não se preocupem que ele não caíu do colchão!rsrsrs).


E por falar em dormir, eles escolhem cada lugar....

sábado, 31 de janeiro de 2009

TAPETE DAS SENSAÇÕES ("arte" da professora Maila - Faculdades Equipe)


Ela tinha que fazer uma atividade que envolvesse uma turma de berçário e nos deu esse lindo presente. A idéia consiste na exploração dos mais variados objetos colocados dentro do tapete que tem seis divisões acessíveis por um fecho colocado na lateral do material. Os bebês chegam até o tapete engatinhando, atraídos pelo colorido do material e pela possibilidade de manuseio. Nas divisões, a Maila colocou bexigas coloridas, serragem, papel picado, papel crepom, celofane, sendo possibilitado a troca desses materiais a qualquer momento.
Um dia desses colocamos numa das repartições bolinhas de gude, muitos bebês tentaram pegar as bolinhas, permaneciam por um longo período segurando-as com as pontinhas dos dedos, chateados com a separação que o plástico mantinha do tão desejado material!!!
E qual a intencionalidade do material? Solução de problemas, percepção tátil, visual, auditiva, coordenção, curiosidade, memória, entre tantos outros!
Obrigado pelo presente Maila!!!!