Ela tinha que fazer uma atividade que envolvesse uma turma de berçário e nos deu esse lindo presente. A idéia consiste na exploração dos mais variados objetos colocados dentro do tapete que tem seis divisões acessíveis por um fecho colocado na lateral do material. Os bebês chegam até o tapete engatinhando, atraídos pelo colorido do material e pela possibilidade de manuseio. Nas divisões, a Maila colocou bexigas coloridas, serragem, papel picado, papel crepom, celofane, sendo possibilitado a troca desses materiais a qualquer momento. Blog da Professora Marisete! Sobre as experiências com bebês e crianças pequenas.
sábado, 31 de janeiro de 2009
Ela tinha que fazer uma atividade que envolvesse uma turma de berçário e nos deu esse lindo presente. A idéia consiste na exploração dos mais variados objetos colocados dentro do tapete que tem seis divisões acessíveis por um fecho colocado na lateral do material. Os bebês chegam até o tapete engatinhando, atraídos pelo colorido do material e pela possibilidade de manuseio. Nas divisões, a Maila colocou bexigas coloridas, serragem, papel picado, papel crepom, celofane, sendo possibilitado a troca desses materiais a qualquer momento. A primeira foto é um "mural" com estímulos, as crianças podem retirar os cartões que representam os personagens dos saltimbancos e também são chamadas a descobrir outros cartões escondidos, trabalhando também a ausência temporária. A segunda foto são livrinhos com muitos desafios visuais, sonoros e táteis. E a terceira foto são dedoches em feltro dos personagens, e olha como eles são espertos e ousados: já estavam contando histórias! Só precisavam de uma ajudinha para que o dedoche fosse para o pequeno dedinho!!!!
Cabe deixar claro que não houve um projeto (tipo os animais, os bichinhos, ou música), as meninas criaram atividades dentro das especificidades da faixa etária, sempre atentas para as curiosidades que estavam sendo despertadas. Durante o dia as atividades eram proposta naturalmente, assim como surgiam outras brincadeiras que já estão no nosso contexto de vínculos e de atendimento individual.
Atrás dos dedoches, a Jú colocou velcro para que eles "grudassem" nas meias e roupas dos bebês. Exercitavam assim a pinça fina, noção de causa e efeito, coordenação motora e muitas outras sensações (até irritação: "que coisa é essa que fica grudando na minha roupa?").
E a bandinha montada pela Sabrina?! Juro que essa foto não foi combinada. Eles se juntaram sozinhos e tinham que ver o barulho! Tinha até uma bateria dessas com pilha que eles não paravam de tocar! Só entre nós: as vezes tínhamos que desligar para não ficarmos loucas! Ah, eles tem uma atração por baquetas, tivemos muitas disputas na sala por conta desse material...Para a bandinha valia de tudo: teclado de computador, garrafas pet com pedrinhas, pandeiros de brinquedos, chocalhos, sineta, brinquedos sonoros com liga e desliga, enfim....
Valeu meninas!!!!
sábado, 24 de janeiro de 2009
O cesto é ótimo para incentivarmos o inicio do jogo simbólico e também a imitação. Um bebê não pegará o óculos que está no cesto e colocara no rosto, primeiro ele vai observar o adulto fazê-lo, daí a importância do educador interagir/mediar/participar com o bebê da brincadeira. Com as fotos conseguimos registrar alguns momentos fantásticos. A foto ao lado não tem som, mas tinham que vê-lo fazendo o barulho do suco caindo na caneca e depois guardando a caixa do seu "precioso líquido" em outro recipiente. Nem dá pra acreditar que eles nem engatinhavam quando chegaram na escola!!!EU VOLTEI !!!!!
Eis aí a prova do crime! Agora sou uma pedagoga, com grau e título, e para minha felicidade pude compartilhar com amigas e colegas de trabalho, parceiras no trabalho com a educação infantil! Valeu amigas!
Quero também agradecer ao pessoal do blog (quem escreve e quem o lê), já que ele foi uma parte importante para o meu trabalho de conclusão. Fico grata por todos os comentários e pela possibilidade de compartilhar experiências com tantas educadoras maravilhosas. O trabalho "Enfim, o Berçário apareceu: Ações reflexivas na busca de uma práxis sensível e compartilhada" não vai parar, logo, logo vocês tomarão conhecimento dele (nem sei por onde começar, ou seria continuar?!)
Em 2009 vou iniciar o trabalho com a turma de Berçário 2, ou seja, vou acompanhar meus bebês para uma nova fase e assim vou ter que correr para mais leituras e descobertas sem fim e nisso vocês vão me acompanhar novamente!Minhas novas colegas de trabalho (Carol, Luiza e Stefane) também vão se aventurar aqui pelo blog (ainda vou avisá-las sobre isso!!!).
Então é isso...
Bjs Marisete
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Avaliação no Berçário: um processo participativo
A avaliação deve ser entendida como uma prática investigativa e não sentenciva, mediadora e não constatativa. Não são os julgamentos que justificam a avaliação, as afirmações inquestionáveis sobre o que a criança é ou não é capaz de fazer. (HOFFMANN, 2000, p.15).
Sendo assim, acredito ser incompatível com os objetivos da Educação Infantil uma avaliação excludente, classificatória e emancipadora, que subjuguem os alunos como fracassados ou competentes, trazendo a eles rótulos que poderão perdurar por toda sua vida, e não apenas no cotidiano escolar. “Mediante acompanhamento e registro do seu desenvolvimento...” (LDB, 1996), que são feitos de modo continuo em toda prática do educador, que, aliás, pode vir a ser permeada por julgamentos, crendices e modos de valorar e selecionar, o certo ou o errado, o acerto e o fracasso, de acordo com a história de vida e profissional do educador, assim como o modo como ele vê o ensino e a aprendizagem. Por isso, é sempre imprescindível, além da atenção constante e os registros, que o Educador tenha claro as finalidades de estar avaliando seus educandos, sabendo qual a intenção da escola, e sua valia na vida da criança. Torna-se assim de grande valia, além dos registros e observações, uma prática participativa pouco versada na Escola da Infância: o Conselho de Classe.
Conselho de Classe é uma reunião onde supervisores, orientadores, professores e alunos discutem acerca da aprendizagem, seus desempenhos e avaliações. No Conselho de Classe, mais do que saber se o aluno será aprovado ou não, objetiva-se encontrar os pontos de dificuldade tanto do aluno quanto da própria instituição de ensino na figura de seus professores e organização escolar. Desta forma, busca-se a reformulação nas práticas escolares a partir das reflexões realizadas na discussão em conselho de classe. (WIKIPEDIA, 2007)
Esse conceito trazido por um dicionário virtual, não está em todo incompleto, pois realmente o processo avaliativo se objetiva em grande parte por constatar os déficits das aprendizagens e ensino para que se reformule a prática docente, no entanto, acredito que seja preciso completar a essa conceitualização a necessidade de não apontar os fracassos dos alunos e sim seus êxitos e progressos, assim como as intervenções do professor perante as dificuldades que possam ter surgindo durante o decorrer de processo ensino- aprendizagem. Outro aspecto relevante ao conselho de classe é o seu caráter coletivo e participativo. “O conselho de classe ajudaria a resgatar a dimensão coletiva do trabalho docente” (FERNANDES apud. HOFFMANN, 2003). Seria esse, todavia, um espaço rico de trocas entre os professores que atuam com os mesmos alunos, que juntos buscariam estratégias para qualificar as aprendizagens dos alunos afim de atingirem objetivos comuns, auxiliando para o melhor desenvolvimento tanto dos discentes como de seu próprio oficio docente. No conselho de classe são ouvidas as vozes de: professores, supervisores, orientadores e alunos, como perceber o que querem do processo avaliativo crianças tão pequenas, como os bebês? Logo que nasce, o recém-nascido, tendo sua experiência de vida recente, tem seu suporte básico biológico e restrito em significações. No entanto, essas significações irão se ampliando com o contato e as ações que farão com os adultos e seus pares. E as pessoas que interagem com mais constância e vinculo afetivo com os bebês, estão auxiliando a escrever e construir atribuições que vão delimitar quem é esse bebê e que sentidos tem validade em sua vida.
Nascer significa ver-se submetido à obrigação de aprender. Aprender para construir-se, em triplo processo de “hominização” (tornar-se homem), de singularização (tornar-se um exemplo único de homem), de socialização (torna-se membro de uma comunidade, partilhando seus valores e ocupando um lugar nela). Aprender para viver com os outros homens com quem o mundo é partilhado. Aprender para apropriar-se do mundo, de uma parte desse mundo, e para participar da construção de um mundo preexistente.(...) Nascer, aprender, é entrar em um conjunto de relações e processos que constituem, um sistema de sentido, onde se diz quem eu sou, quem é mundo, quem são os outros. (CHARLOT apud. TRISTÃO, 2006, p.48)
Tristão no livro Infância Plural: crianças do nosso tempo (2006, p:48), em um artigo onde fala sobre o trabalho pedagógico com bebês, cita Bernard Charlot que faz alusão da prática educativa como o tornar-se homem, torna-se sujeito. Para essa transformação as mediações e interações são essenciais. Sendo assim, retomo o que havia sido questionado sobre o Conselho de Classe: De quem seria então olhar sensível a auxiliar (como portadores da vontade dos bebês) os educadores a complementar o processo avaliativo? A resposta a essa questão é bastante simples, mas nem por isso tem menos importância no contexto da Escola de Educação Infantil, em especial no ensino dos Berçários. Afinal, quem deve ser a parceira nessa aprendizagem e avaliação formativa deve ser a família. Lugar onde a criança estabelece as principais relações de vinculo e apegos, e que com certeza tem a maior responsabilidade na (de) formação da personalidade desses sujeitos, que acaba influenciando diretamente no modo como interagem, se relacionam e apreendem o mundo e seus saberes. Diante disso, para saber o que pensam os pais sobre a aprendizagem de seus filhos e seus progressos, tanto na escola, como em outros ambientes em que interatuam, é nessessário que os educadores responsáveis pelos Berçários e a supervisão educacional estejam dispostos a escutar o que as famílias tem a dizer sobre a aprendizagem de seus filhos, conduzindo diálogos de modo bastante informal, afim de que os progenitores se sentissem impelidos a darem sua opinião e a dizerem o que pensam sobre seus bebês, avaliando assim também, de seu modo, a prática pegagógica.
As equipes das creches e pré-escolas , apesar de reconhecem a importância do trabalho com a família, costumam considerá-la despreparada e menos competente que o professor, particularmente em se tratando de famílias de baixa renda ou famílias formadas por pais adolescentes. E se aborrecem quando os pais contestam o trabalho da instituição e buscam controlar o que é proposto a seus filhos. (OLIVEIRA, 2007, p.177)
Ao contrário disso, é preciso que a escola reconheça o modo com os pais pensam e que proponha às famílias a participação na discussão da proposta e de seus objetivos, corroborando para que as metas de aprendizagem seja atingidas e (re) avaliadas.
POSTADO POR CLÁUDIA TAPIA SIKILERO
Referências Bibliográficas:
HOFFMAN, Jussara. Avaliação na Pré-Escola: um olhar sensível e reflexivo sobre a criança. Porto Alegre: Mediação, 2006
Wikipédia, a enciclopédia livre. Acesso em out.de 2007.
OLIVEIRA, Zilma Ramos de. Educação Infantil: Fundamentos e Métodos. São Paulo: Cortez. 2007
FILHO, Altino José Martins; TRISTÃO, Fernanda Caroline Dias; RACH Olpna Patricia Freire; SCHNEIDER, Maria Luisa. Infância Plural: crianças do nosso tempo. Porto Alegre: Mediação, 2006.
CARDOSO, Fernando Henrique; SOUZA, Paulo Renato. Lei de Diretrizes e fases – Lei nº 9394/96, Brasilia, 1996.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Sou professora de bebês!
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Esse recurso nos proporciona o trabalho de ausência temporária, nos ajudando inclusive no processo de adaptação, já que percebem que o que desaparece logo poderá retornar. Além disso, o tule dá uma sensação gostosa nas mãos e muitos também o levam à boca, não esquecendo que é por ela que nossos pequenos começam suas primeiras descobertas!!!!
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Perdas para a Raio de Sol!
Mas sabemos que tudo é para um bem maior ( Soube que a Adri agora chega em casa as 18h30 min, que inveja!!!) e a Cláudinha vai ser minha conterrânea (vamos fazer compras juntas, como quando compramos o meu All Star roxo!), além disso agora ela vai ter mais tempo e vai postar no nosso blog!
terça-feira, 2 de setembro de 2008
PARA PENSAR NO TRABALHO COM AS TURMAS DE BERÇÁRIO:FRALDÁRIO
Também temos um móbile acima do trocador, colocado de forma que o bebê possa agarrá-lo. Esse móbile é sempre diferente: pode ser um ursinho, um ioiô luminoso, uma mola maluca, um chocalho ou até um balão.
REDE!!!
CALÇA PEDAGÓGICA!!!
sábado, 16 de agosto de 2008
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
CAIXA SONORA
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Túnel

Essa caixa é um túnel fantástico!!! Já temos esse material há 2 anos letivos ele é pintado com tinta óleo para ficar mais resistente a ação dos nossos bebês (bocas e mãos muito ágeis!).
Sua intencionalidade é trabalhar a ausência temporária (quando entra no túnel para onde vão os colegas?), a percepção de espaço (dentro/fora), e a interação entre os bebês, já que é um ótimo começo para as primeiras construções de jogos simbólicos.


AMAMOS CAIXAS!!!!!

quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Obrigado colega!!!!
Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro mostra, em cada dia, no seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. Que em suma, demonstram a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as suas letras, entre as suas palavras.O Prémio Dardos tem certas regras:segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Nos dias 23, 24 e 25 de julho tivemos a Jornada Pedagógica do município de Esteio e este ano tivemos como palestra de abertura o seguinte tema: "Vencendo desafios e construindo o seu futuro" com Eduardo Shinyashiki.
Confesso que adorei, e além de encantar-me com o jeito dele "hipnotisar" nossa atenção, aprendi um pouquinho mais a respeito de algumas coisas que ainda tinha dúvidas na questão da aprendizagem dos bebês:
* A criança sempre tem um novo olhar para tudo (por isso olha inúmeras vezes o mesmo filme!)
*Quando os nossos neurônios começam a "conversar" ocorrem as chamadas SINAPSES, e estas acontecem quando nos sentimos estimulados a fazer, descobrir algo.
* Uma criança de 0 à 2 anos tem mais ou menos 300 trilhões de sinapses no cérebro.
*Uma criança após os 2 anos começa a perder a sua vontade de experimentar (mais ou menos 150 trilhões de sinapses). Provavelmente isso ocorra devido a forte influência que o adulto exerce sobre a criança (homogeneizando, disciplinando)
* E olha só: o adulto tem mais ou menos 30 trilhões de sinapses!!! Somos previsíveis, fazemos tudo mecanicamente.
Dessa parte da palestra pensei que:
* Fazer um trabalho diferenciado com nossas crianças é essencial (chega de modelos!!!)
* E eu enquanto adulto, vou me arriscar mais, descobrir mais, sem medos, sem amarras (quero ter muitas sinapses, como os meus bebês!!!)
Também fiz outras duas oficinas que estavam muito prazerosas (uma na área de educação infantil e outra sobre construção de espaços virtuais!)














